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Direito

Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre cirurgia de Bolsonaro

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A cirurgia de Bolsonaro voltou ao centro da disputa jurídica nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, abriu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido da defesa. Portanto, a autorização para o procedimento ainda não saiu, e a palavra final continua nas mãos do relator.

O pedido trata de uma operação no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa quer que ele passe por uma cirurgia para reparar o manguito rotador e outras lesões associadas. Além disso, os advogados pedem que a autorização cubra todo o tratamento, do pré-operatório à reabilitação.

Cirurgia de Bolsonaro entra em nova fase no STF

Moraes não decidiu de imediato. Ele encaminhou o caso à PGR e determinou que o órgão apresente parecer antes de qualquer liberação. No entanto, o despacho já mostra que o pedido entrou formalmente na fase de análise institucional dentro da execução penal do ex-presidente.

A defesa protocolou a solicitação em 21 de abril e sustentou urgência médica no caso. Segundo os documentos enviados ao Supremo, o procedimento pode ocorrer nos dias 24 ou 25 de abril. Consequentemente, os advogados tentam acelerar a resposta judicial para não atrasar a operação indicada pelos médicos.

Cirurgia de Bolsonaro no ombro direito mobiliza laudos e relatórios

Os laudos médicos apontam lesão de alto grau no ombro direito e descrevem dores noturnas, além de limitação funcional. A recomendação é uma artroscopia, técnica menos invasiva, voltada à correção do manguito rotador e de lesões associadas. Além do mais, a defesa informou que Bolsonaro passou por consulta com ortopedista especialista em ombro e cotovelo na semana passada para reforçar o pedido.

Os relatórios mais recentes também registram melhora clínica em outras frentes. Segundo a documentação enviada ao STF, Bolsonaro apresentou boa evolução dos quadros pulmonar e digestivo, com melhora das queixas de cansaço, refluxo e dispneia. Por outro lado, os médicos mantiveram o entendimento de que a lesão no ombro exige intervenção cirúrgica, apesar da fisioterapia e do acompanhamento já realizados.

Prisão domiciliar e cirurgia de Bolsonaro seguem ligadas no processo

A discussão sobre a cirurgia de Bolsonaro ocorre dentro das regras da prisão domiciliar humanitária. Moraes concedeu esse benefício em 24 de março, por prazo inicial de 90 dias, depois da internação do ex-presidente por broncopneumonia. Entretanto, essa autorização não liberou automaticamente qualquer procedimento médico futuro, razão pela qual a defesa voltou ao Supremo.

A defesa encaminhou o novo relatório médico justamente para cumprir as condições impostas no regime domiciliar. O documento informa que a pressão arterial aparece controlada e que houve melhora discreta e progressiva na ausculta do pulmão esquerdo. Portanto, os advogados tentam demonstrar ao STF que Bolsonaro reúne condição clínica para operar o ombro, mesmo ainda em recuperação de problemas recentes de saúde.

O que Moraes pode decidir depois do parecer da PGR

Depois da manifestação da Procuradoria-Geral da República, Moraes terá de escolher entre autorizar ou barrar a cirurgia. Se liberar o procedimento, ele também poderá definir condições específicas para internação, deslocamento, pós-operatório e reabilitação. Em contraste, se negar o pedido, a defesa deverá buscar nova ofensiva jurídica para tentar garantir a operação em outro momento.

O pano de fundo continua pesado. Moraes já deixou claro, ao conceder a domiciliar temporária, que a medida vale para a recuperação integral do quadro de broncopneumonia e que o benefício tem prazo contado a partir de 24 de março. Em conclusão, quando esse período acabar, o ministro ainda decidirá se Bolsonaro permanece em casa ou se volta a cumprir pena na chamada Papudinha, no Distrito Federal.

No fim das contas, o caso mistura saúde, execução penal e nova rodada de embate no STF. A defesa pressiona por rapidez, porque sustenta necessidade médica imediata. Além disso, a decisão de Moraes agora depende de um parecer da PGR que pode influenciar diretamente os próximos passos do tratamento e da própria prisão domiciliar do ex-presidente.

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