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Brasileiros não confiam no STF: pesquisa mostra 55% de desconfiança na Suprema Corte

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A confiança no STF voltou ao centro do debate político depois de uma nova pesquisa Real Time Big Data revelar que 55% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal. O levantamento, divulgado pela CNN Brasil nesta terça-feira, 5 de maio, mostrou ainda que 36% dizem confiar na Corte e 9% não souberam responder.

O número é pesado. Além disso, mostra que a imagem do Supremo enfrenta desgaste real diante da população.

Para quem acompanha a política nacional, o resultado não caiu do céu. Afinal, o STF virou personagem constante em decisões sobre eleições, redes sociais, Congresso, Bolsonaro, 8 de janeiro e liberdade de expressão.

Confiança no STF cai e maioria declara desconfiança

A confiança no STF aparece em baixa no levantamento Real Time Big Data. Segundo a pesquisa, mais da metade dos entrevistados afirmou não confiar na Suprema Corte.

O dado chama atenção porque o STF deveria funcionar como símbolo de equilíbrio institucional. No entanto, quando 55% dizem não confiar, o problema deixa de ser apenas “narrativa de rede social”.

Portanto, a pesquisa mostra uma crise de credibilidade. E, convenhamos, nenhuma instituição forte gosta de olhar para esse espelho.

Eleitores da direita lideram rejeição ao Supremo

A rejeição ao STF cresce ainda mais entre eleitores de candidatos da direita. Entre os que declararam voto em Renan Santos, do Missão, 78% afirmaram não confiar no tribunal.

Entre eleitores de Romeu Zema, do Novo, o índice chegou a 73%. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, 74% disseram não confiar no STF.

Além disso, esses números ajudam a explicar o clima político do país. A direita enxerga o Supremo como uma Corte cada vez mais ativa na vida política, muitas vezes acima do próprio debate legislativo.

Confiança no STF divide eleitores de Lula e Ciro

A confiança no STF também mostra divisão entre eleitores de Lula e Ciro Gomes. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% dizem não confiar no tribunal, enquanto 45% afirmam confiar.

Ou seja, nem mesmo no campo lulista existe aprovação folgada. Entretanto, o quadro é menos negativo do que entre os eleitores da direita.

Entre eleitores de Ciro Gomes, do PSDB, a pesquisa apontou empate. Segundo a CNN, 46% confiam e 46% não confiam no STF.

Congresso e imprensa também enfrentam desconfiança

O levantamento não parou no Supremo. A pesquisa também perguntou sobre confiança no Congresso Nacional, que reúne Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Nesse caso, 62% dos brasileiros disseram não confiar no Congresso. Apenas 32% afirmaram confiar, e 6% não souberam responder.

Além do mais, a imprensa também apareceu em situação delicada. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados não confiam na imprensa, contra 40% que dizem confiar e 8% que não souberam responder.

Esse dado merece atenção. Afinal, boa parte da grande mídia passou anos tentando posar como árbitra da verdade, mas o público parece não comprar mais esse papel com tanta facilidade.

Forças Armadas aparecem com maior índice de confiança

Em contraste com STF, Congresso e imprensa, as Forças Armadas registraram o maior índice de confiança entre as instituições citadas. A pesquisa mostrou que 48% dos brasileiros confiam nas Forças Armadas.

Outros 44% disseram não confiar, enquanto 8% não souberam responder. Portanto, mesmo com ataques constantes no debate público, as Forças Armadas ainda mantêm desempenho melhor que o Supremo, o Congresso e a imprensa.

Esse resultado ajuda a mostrar uma distância entre a percepção popular e o discurso de parte da elite política. Por outro lado, também revela um país desconfiado de quase todas as grandes instituições.

Pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o país

O Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O nível de confiança informado é de 95%. Além disso, a pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03627/2026.

Em conclusão, a confiança no STF virou um problema político concreto. O tribunal ainda concentra poder, decide temas sensíveis e interfere em debates centrais do país, mas a maioria dos brasileiros já declara desconfiança da Corte.

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