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Van Hattem cobra Forças Armadas e comissão chama comandantes militares após intimidação na Câmara

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A comissão chama comandantes militares para prestar esclarecimentos na Câmara depois do episódio de intimidação envolvendo o deputado Marcel van Hattem, do Novo do Rio Grande do Sul. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, a Creden, aprovou convites aos chefes das três Forças Armadas. (revistaoeste.com)

O movimento ocorreu depois de Van Hattem ser confrontado pelo general Emílio Ribeiro, chefe da assessoria da Força Terrestre no Congresso. Como o requerimento trata de convite, o comparecimento dos comandantes é opcional. (revistaoeste.com)

Além disso, o caso ganhou força porque a oposição saiu em defesa do parlamentar. Portanto, a discussão deixou de ser apenas um bate-boca de corredor e virou embate institucional entre Legislativo e área militar.

Comissão chama comandantes militares para falar sobre papel estratégico

A comissão chama comandantes militares com o objetivo de discutir o “papel estratégico” das Forças Armadas. O requerimento convida o general Tomás Paiva, comandante do Exército; o brigadeiro Marcelo Damasceno, comandante da Aeronáutica; e o almirante Sampaio Olsen, comandante da Marinha. (revistaoeste.com)

No entanto, há também um convite exclusivo ao general Tomás Paiva. Esse pedido foi apresentado pelo deputado Cabo Gilberto, do PL da Paraíba, e cobra explicações sobre a postura de Emílio Ribeiro. (revistaoeste.com)

Em contraste com o silêncio confortável de muitos parlamentares, Van Hattem levou o tema para dentro da comissão. E, convenhamos, se um deputado não pode fiscalizar e criticar autoridades públicas, então o mandato vira enfeite caro.

Intimidação a Van Hattem começou após crítica a Paiva

O episódio começou depois que Marcel van Hattem criticou o general Tomás Paiva durante reunião da Creden. O deputado cobrou a postura do comandante do Exército em relação aos militares condenados no caso da chamada trama golpista. (revistaoeste.com)

Depois disso, um vídeo registrou o momento em que o general Emílio Ribeiro se aproximou do parlamentar e o confrontou. Ao responder às interpelações, Van Hattem chamou Ribeiro e Paiva de “frouxos” por, segundo ele, não enfrentarem Alexandre de Moraes, ministro do STF. (revistaoeste.com)

Além disso, o parlamentar comparou o próprio caso à perseguição política contra presos do 8 de Janeiro. A fala elevou ainda mais a temperatura do episódio.

Comissão chama comandantes militares em meio a cobrança da oposição

A comissão chama comandantes militares depois que a liderança da oposição publicou nota oficial em apoio a Van Hattem. O texto foi assinado por Cabo Gilberto Silva e classificou o caso como “gravíssimo”. (revistaoeste.com)

A oposição também pediu o afastamento imediato do general Emílio Ribeiro das funções de interlocução parlamentar. Segundo o grupo, a conduta do oficial representou tentativa de violação ao exercício do mandato legislativo. (revistaoeste.com)

Portanto, a base conservadora tenta transformar o episódio em defesa da independência do Parlamento. Afinal, militar, ministro, burocrata ou assessor não pode agir como fiscal de opinião de deputado eleito.

Convite não obriga presença dos comandantes

Como a Creden aprovou convite, os chefes das Forças Armadas não são obrigados a comparecer. Entretanto, uma ausência poderia gerar novo desgaste político.

Por outro lado, a presença dos comandantes pode abrir espaço para debate público sobre a relação entre Forças Armadas, Congresso e Supremo. Esse é exatamente o tipo de conversa que Brasília costuma empurrar para debaixo do tapete.

Além do mais, o episódio toca em um ponto sensível para a direita. Muitos eleitores cobram das Forças Armadas postura mais firme diante de decisões judiciais consideradas abusivas.

Van Hattem virou símbolo da reação parlamentar

Van Hattem já vinha se destacando por críticas duras ao Supremo e por defesa de presos do 8 de Janeiro. No entanto, o confronto com o general Emílio Ribeiro deu novo peso à sua atuação.

O caso também mostra o clima de tensão entre parlamentares da oposição e setores institucionais. Quando a crítica passa a ser tratada como afronta inadmissível, a democracia representativa perde ar.

Em conclusão, a comissão chama comandantes militares para explicar o papel estratégico das Forças e responder ao desgaste provocado pela intimidação a Van Hattem. O episódio expõe uma pergunta simples: quem fiscaliza quem em Brasília? Porque, se deputado eleito não pode cobrar general, ministro ou comandante, então o Parlamento já aceitou trabalhar de joelhos.

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