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Caso Master: PF intima dono de agência ligada a ataques contra o Banco Central
O Caso Master ganhou mais um capítulo explosivo em Brasília. A Polícia Federal intimou Thiago Miranda, dono da agência Mithi, para depor no inquérito que apura a contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central e defender o Banco Master nas redes sociais.
Segundo a CNN Brasil, o depoimento está marcado para esta terça-feira, 12, na sede da PF, em Brasília. Além disso, os investigadores acreditam que Miranda pode ajudar a esclarecer detalhes do chamado “Projeto DV”, ligado às iniciais de Daniel Vorcaro.
Caso Master avança contra rede de ataques ao Banco Central
O Caso Master agora mira a engrenagem digital que teria atuado para pressionar o Banco Central. Segundo a PF, a investigação apura contratações de influenciadores para atacar a autoridade monetária e defender o banco nas redes.
Na prática, a apuração tenta descobrir quem pagou, quem contratou e quem publicou. Portanto, a fase atual pode revelar a dimensão real da operação.
A CNN informou que Thiago Miranda deve prestar depoimento pessoalmente. No entanto, a expectativa dos investigadores vai além de uma simples conversa protocolar.
Eles acreditam que o dono da Mithi pode detalhar o “Projeto DV”. Além disso, ele pode falar sobre valores desembolsados e perfis envolvidos na estratégia.
Projeto DV pode revelar nomes e pagamentos
Segundo a reportagem, Miranda já disse a interlocutores que pretende revelar à PF todos os perfis que participaram da estratégia. Ele também deve falar sobre sua relação com Daniel Vorcaro e sobre os pagamentos feitos às páginas.
A situação é daquelas que Brasília conhece bem. Primeiro aparece a campanha “espontânea”. Depois surgem contratos, intermediários, agências e dinheiro.
Por outro lado, a investigação ainda precisa separar opinião legítima de ação coordenada. Mesmo assim, o volume de perfis e a semelhança dos conteúdos chamaram a atenção da PF.
Banco Master teria sido defendido por influenciadores
O inquérito começou no fim de janeiro. A PF traçou uma linha do tempo de publicações feitas entre 9 de dezembro e 6 de janeiro contra o Banco Central.
De acordo com a CNN, a investigação identificou ao menos 40 perfis que podem ter sido contratados no chamado “Projeto DV”. Esses perfis atuariam para defender o Banco Master e atacar decisões do BC.
Além disso, os perfis vinham de áreas variadas. Havia influenciadores de entretenimento, celebridades e alguns ligados ao mercado financeiro.
Narrativa contra o BC seguia tom parecido
A PF observou que os conteúdos tinham tom e formato muito parecidos. Eles diziam que “pessoas comuns” seriam prejudicadas com o desmoronamento do Master.
Também apareciam mensagens sobre suposta precipitação do Banco Central na liquidação do banco. Além do mais, publicações afirmavam que a liquidação teria ocorrido em prazo incomum.
Convenhamos: quando dezenas de perfis repetem a mesma música, no mesmo ritmo e no mesmo período, a suspeita de orquestração deixa de ser paranoia e vira objeto natural de investigação.
Vereador com 2 milhões de seguidores já prestou depoimento
A PF já ouviu pessoas procuradas pelas agências. Entre elas está Rony Gabriel, vereador de Erechim, no Rio Grande do Sul, e filiado ao PL.
Segundo a CNN, Rony tem 2 milhões de seguidores no Instagram. Ele prestou depoimento em 12 de fevereiro.
À Polícia Federal, o vereador afirmou que André Salvador, da empresa UNLTD, o procurou com uma proposta de trabalho na área reputacional e de gestão de crise.
PF entra na fase final do inquérito
Com os depoimentos dos contratantes, a Polícia Federal caminha para a fase de finalização do inquérito. Esse procedimento é um dos braços do Caso Master.
Portanto, a oitiva de Thiago Miranda pode ser decisiva. Se ele confirmar nomes, valores e métodos, a investigação pode avançar sobre a rede de financiamento e divulgação.
Entretanto, é importante lembrar que a apuração ainda está em curso. A PF investiga suspeitas, mas caberá às autoridades definir responsabilidades ao fim do processo.
Caso Master mistura banco, política e guerra digital
O Caso Master já deixou de ser apenas uma crise bancária. Agora, ele envolve comunicação digital, influenciadores, agência, disputa contra o Banco Central e o nome de Daniel Vorcaro.
Além disso, o caso mostra como a guerra de narrativas também virou negócio. Em Brasília, a disputa não acontece apenas no plenário ou nos tribunais; ela também explode no Instagram, no X e nos portais digitais.
Por outro lado, o cidadão comum merece saber quem fala por convicção e quem fala por contrato. Essa diferença é essencial, principalmente quando o assunto envolve banco, dinheiro público, mercado financeiro e confiança no sistema.
Em conclusão, a intimação do dono da Mithi pode abrir uma caixa-preta no Caso Master. Agora, a PF quer saber quem financiou a ofensiva, quem executou a estratégia e quais perfis participaram da operação contra o Banco Central.