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PF investiga emenda de Hugo Motta que poderia beneficiar família de Vorcaro no caso Banco Master

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A emenda de Hugo Motta entrou na mira da Polícia Federal em uma apuração ligada ao caso Banco Master. Segundo a Revista Oeste, investigadores analisam se uma proposta apresentada pelo presidente da Câmara poderia beneficiar interesses ligados à família do empresário Daniel Vorcaro.

A investigação envolve uma emenda ao PL nº 2.148/2015, que trata do mercado de carbono. Além disso, a PF apura se a medida poderia injetar bilhões de reais por ano no setor de ativos ambientais.

Portanto, o caso amplia o alcance político da crise do Banco Master. Antes, o escândalo já envolvia banco, crédito, investidores e bastidores de Brasília. Agora, também alcança uma emenda parlamentar com potencial impacto bilionário.

Emenda de Hugo Motta teria relação com mercado de carbono

A emenda de Hugo Motta tratava de investimentos compulsórios em ativos ambientais ligados ao mercado de carbono. O texto foi apresentado em dezembro de 2023 ao projeto que regulamenta esse setor.

Segundo a reportagem, a Polícia Federal analisa duas minutas de projetos de lei que teriam sido elaboradas pelo Banco Master, por meio da assessoria de Vorcaro. Esses textos teriam chegado ao senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí.

No entanto, um mês depois dessa movimentação, Motta apresentou sua emenda. A coincidência de tema, prazo e interesse econômico chamou atenção dos investigadores.

PF apura possível benefício ao pai de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal avalia se a emenda de Hugo Motta poderia beneficiar o pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Oeste, ele teria investido no mercado de carbono e precisaria de compradores para esses ativos.

A proposta previa que seguradoras, empresas de previdência privada, companhias de capitalização e resseguradoras comprassem ativos ambientais ou cotas de fundos ligados a esses ativos. O percentual mínimo previsto seria de 1% ao ano.

Consequentemente, a medida poderia movimentar cerca de R$ 9 bilhões por ano no setor. E, convenhamos, quando uma regra cria comprador obrigatório para um mercado específico, alguém sempre precisa explicar quem ganha com isso.

Banco Master teria produzido minutas sobre o tema

A apuração citada pela Revista Oeste aponta que as minutas tratavam de crédito de carbono, mercado de carbono e transição energética. Esses temas aparecem justamente no centro da emenda apresentada depois por Hugo Motta.

Além disso, a PF investiga o possível caminho das propostas. O Banco Master teria elaborado os textos, entregado a Ciro Nogueira e, depois, Motta apresentou uma emenda relacionada ao mesmo universo regulatório.

Por outro lado, a reportagem informa que o gabinete de Hugo Motta ainda não respondeu aos questionamentos. Até uma manifestação formal, o caso segue no campo da investigação.

Emenda de Hugo Motta foi questionada na Justiça

A emenda de Hugo Motta enfrentou reação de seguradoras e empresas de previdência privada. Depois da aprovação, essas companhias foram à Justiça contra a medida.

O caso está atualmente no Supremo Tribunal Federal. Portanto, a discussão deixou de ser apenas legislativa e passou a envolver também o Judiciário.

Além do mais, essa judicialização mostra o tamanho do impacto econômico da proposta. Empresas não costumam bater à porta do STF por causa de detalhe irrelevante.

Mensagens ligariam Motta a Vorcaro

A Revista Oeste também informou que Hugo Motta aparece em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Segundo as investigações, o deputado teria se encontrado com o empresário em pelo menos cinco ocasiões.

A primeira reunião identificada teria ocorrido um mês depois de Motta assumir a Presidência da Câmara. Esse ponto aumenta a pressão política sobre o caso.

Entretanto, encontro não prova irregularidade por si só. A investigação precisa demonstrar se houve articulação indevida, favorecimento ou apenas contato político comum em Brasília.

Caso Banco Master ganha mais um capítulo político

O caso Banco Master já vinha acumulando suspeitas, personagens influentes e conexões incômodas. Agora, a apuração sobre a emenda de Hugo Motta coloca o presidente da Câmara no radar da crise.

Em contraste com o discurso bonito sobre “economia verde”, a suspeita envolve uma possível regra capaz de criar demanda obrigatória para ativos ambientais. No papel, parece sustentabilidade. Nos bastidores, a PF quer saber se havia interesse privado sendo empurrado por dentro do Congresso.

Em conclusão, a Polícia Federal investiga se a emenda de Hugo Motta poderia favorecer interesses ligados à família de Daniel Vorcaro. O caso mistura Banco Master, mercado de carbono, Ciro Nogueira, empresas de previdência, seguradoras e uma possível movimentação bilionária. Brasília, mais uma vez, mostra que nenhuma pauta chega ao Congresso sem uma pergunta essencial: quem ganha dinheiro com isso?

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