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Brasil e China fecham acordo para isenção de vistos em viagens de até 30 dias

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O acordo de isenção de vistos Brasil e China entrou em vigor nesta segunda-feira, 11 de maio, e permite viagens de até 30 dias sem exigência do documento. A medida vale para cidadãos chineses que entram no Brasil e funciona em reciprocidade à liberação já concedida pela China a brasileiros.

Com isso, chineses poderão visitar o território brasileiro sem visto até 31 de dezembro de 2026. Além disso, brasileiros já podiam entrar na China sem visto desde maio de 2025, segundo informou a CNN Brasil.

Portanto, o governo Lula amplia a aproximação com Pequim em mais uma frente. Para o turismo e os negócios, a medida pode facilitar viagens. Para quem observa a geopolítica, no entanto, o sinal é claro: Brasília segue cada vez mais colada ao regime chinês.

Isenção de vistos Brasil e China vale para viagens curtas

A isenção de vistos Brasil e China beneficia viagens de curta duração. Segundo a Revista Oeste, o acordo permite permanência de até 30 dias sem visto para cidadãos dos dois países.

No entanto, a medida não libera qualquer tipo de permanência indefinida. Ela se aplica a entradas temporárias, especialmente em casos de turismo, negócios e visitas de curta duração.

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores informou que a liberação para chineses no Brasil vale até 31 de dezembro de 2026. Consequentemente, o governo poderá avaliar os efeitos antes de tornar a regra permanente.

Chineses podem entrar no Brasil sem visto desde 11 de maio

A partir de 11 de maio de 2026, cidadãos chineses com passaporte comum passaram a contar com entrada sem visto no Brasil por até 30 dias. O Itamaraty afirma que a decisão segue a reciprocidade adotada pela China em relação aos brasileiros.

Por outro lado, a decisão também busca ampliar o fluxo de visitantes chineses ao país. A CNN informou que a China enviou mais de 103 mil turistas ao Brasil em 2025, alta de 35% na comparação com 2024.

Em contraste com outros mercados turísticos, o público chinês costuma movimentar valores altos em viagens internacionais. Logo, o setor de turismo brasileiro vê oportunidade econômica na medida.

Isenção de vistos Brasil e China também mira negócios

A isenção de vistos Brasil e China não trata apenas de turismo. A Jovem Pan destacou que a medida facilita viagens de negócios entre os dois países.

Além do mais, a China já ocupa posição central no comércio exterior brasileiro. Empresários, executivos e representantes comerciais podem usar a nova regra para viagens rápidas sem a burocracia tradicional do visto.

Entretanto, essa aproximação exige cautela. Relação comercial é importante, mas dependência excessiva de um país controlado pelo Partido Comunista Chinês nunca deve ser tratada como simples “parceria simpática”.

Alckmin anunciou medida no Salão do Turismo

O anúncio da liberação para chineses ocorreu antes da entrada em vigor. A Agência Brasil informou que o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou a medida no Salão do Turismo, em Fortaleza.

Segundo a Gazeta do Povo, Alckmin formalizou a suspensão da exigência de visto para chineses no Brasil a partir da segunda-feira, 11 de maio. A validade da regra vai até 31 de dezembro de 2026.

Portanto, o Planalto vende a medida como impulso ao turismo e à integração econômica. Ainda assim, o eleitor tem direito de cobrar transparência sobre impactos migratórios, segurança, reciprocidade real e controle de entrada.

Brasileiros já tinham liberação para viajar à China

A China já havia derrubado a exigência de visto para brasileiros em 2025. A Embaixada da China informou, na época, que portadores de passaportes comuns do Brasil poderiam entrar no país por até 30 dias para negócios, turismo, visita familiar, intercâmbio e trânsito.

Além disso, a regra chinesa também alcançava cidadãos de Argentina, Chile, Peru e Uruguai. A medida entrou em vigor em 1º de junho de 2025 e tinha validade inicial até 31 de maio de 2026, segundo comunicado da embaixada.

Agora, o Brasil responde com uma regra semelhante para chineses. Em tese, isso corrige a assimetria e cria um regime bilateral mais equilibrado.

Aproximação com Pequim tem peso político

A isenção de vistos Brasil e China acontece em um contexto de forte aproximação entre Lula e Xi Jinping. O governo petista tem tratado Pequim como parceiro estratégico em comércio, investimentos e diplomacia.

No entanto, a relação com a China sempre merece leitura política. O país é potência econômica, mas também é uma ditadura comunista, com controle rígido sobre sociedade, imprensa, internet e oposição.

Além disso, o Brasil precisa negociar com todos, mas sem fechar os olhos para riscos. A pergunta não é se devemos vender, comprar ou receber turistas. A pergunta é até que ponto o governo Lula pretende alinhar o país aos interesses chineses.

Turismo ganha facilidade, mas debate continua

A medida pode ajudar hotéis, companhias aéreas, agências de viagem e destinos brasileiros. Mais visitantes significam mais consumo, mais circulação econômica e mais oportunidades para o setor.

Entretanto, política externa não pode se resumir a número de turistas. País sério combina abertura com segurança, controle de fronteiras e defesa de seus próprios interesses.

Em conclusão, a isenção de vistos Brasil e China permite viagens de até 30 dias sem visto e vale, para chineses no Brasil, até o fim de 2026. A medida pode fortalecer turismo e negócios, mas também reforça o alerta sobre a crescente proximidade do governo Lula com Pequim. Relação comercial, sim. Submissão diplomática, jamais.

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