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Indicação de Lula ao STF segue suspensa enquanto Planalto tenta reconstruir ponte com Alcolumbre

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A indicação de Lula ao STF segue sem data para acontecer, mesmo com a vaga aberta na Suprema Corte. Segundo a Revista Oeste, o Palácio do Planalto avalia que o momento político no Senado exige cautela antes de enviar um novo nome para sabatina.

Antes de avançar, Lula tenta reorganizar sua articulação com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Além disso, o governo quer evitar novos prejuízos em pautas consideradas prioritárias no Congresso, como a PEC da Segurança Pública e o projeto que prevê o fim da escala 6×1.

Portanto, o governo pisou no freio. Depois da derrota de Jorge Messias no Senado, o Planalto percebeu que indicar ministro para o STF sem apoio político pode virar mais um vexame público.

Indicação de Lula ao STF pode ficar para depois das eleições

A indicação de Lula ao STF deve ocorrer apenas depois das eleições, segundo aliados do presidente ouvidos pela Revista Oeste. A avaliação interna é que uma nova sabatina precisa de ambiente político mais favorável no Senado.

No entanto, Lula ainda mantém a intenção de preencher a vaga aberta no Supremo. O problema não é falta de vontade, mas falta de segurança política para aprovar o indicado.

Além disso, setores do PT pressionam para que Lula escolha uma mulher. Apesar disso, governistas afirmam que ainda não existe definição sobre possíveis nomes para a Corte.

Governo tenta reaproximação com Alcolumbre

A suspensão da indicação de Lula ao STF acontece em meio a uma tentativa de reaproximação entre o Planalto e o Senado. Aliados do governo afirmam que Alcolumbre estaria mais aberto ao diálogo com Lula, mas gestos recentes indicam distanciamento.

Na terça-feira, 12, Alcolumbre não compareceu ao lançamento do programa federal de combate ao crime organizado. Além disso, ele não aplaudiu Jorge Messias durante a posse de Nunes Marques na presidência do TSE.

Em contraste com o discurso público de normalidade, os bastidores mostram tensão. Quando o presidente do Senado evita até gesto simbólico, o governo entende o recado.

Derrota de Jorge Messias pesou no Planalto

A crise começou depois da rejeição de Jorge Messias para o STF. O nome do então advogado-geral da União foi derrotado por 42 votos a 34 no Senado.

Consequentemente, ministros petistas e parlamentares aliados ampliaram conversas com Alcolumbre. O objetivo é conter a crise entre o Executivo e o Senado antes de tentar uma nova indicação.

Além do mais, Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, atua como um dos principais articuladores dessa reconstrução. Ele tem mantido conversas com Lula e Alcolumbre para tentar recompor a relação.

Indicação de Lula ao STF depende de clima político

A indicação de Lula ao STF não depende apenas da escolha de um nome. Depende também da disposição do Senado em aprovar esse nome em sabatina.

O governo já entendeu que Alcolumbre tem poder real sobre o ritmo da Casa. Portanto, sem acordo com o presidente do Senado, qualquer indicação pode enfrentar resistência.

Por outro lado, Lula também precisa atender pressões internas do PT. A base quer espaço no Supremo, mas não quer repetir uma derrota que exponha fragilidade política do governo.

Ministros tentam reconstruir relação com o Senado

Ministros do governo iniciaram uma rodada de reuniões com Alcolumbre. José Mucio, ministro da Defesa, encontrou o senador na residência oficial da Presidência do Senado. Depois, Alcolumbre também conversou com José Guimarães, ministro das Relações Institucionais.

Entretanto, as derrotas recentes aumentaram a percepção de desgaste dentro do Planalto. Além da rejeição de Messias, o governo também sofreu com a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria.

Esse conjunto de derrotas deixou Lula mais cauteloso. E, em Brasília, cautela quase sempre significa uma coisa: o governo não tem voto garantido.

Senado virou obstáculo para o Planalto

A indicação de Lula ao STF mostra como o Senado se tornou peça central no desgaste do governo. Sem maioria segura, o Planalto precisa negociar cada passo.

Além disso, a escolha de um ministro do Supremo tem peso político enorme. Um nome mal articulado pode virar símbolo de fraqueza, especialmente depois da derrota de Messias.

Em conclusão, Lula ainda quer indicar alguém para o STF, mas a escolha segue suspensa. O governo tenta recompor relação com Alcolumbre, priorizar pautas estratégicas e evitar nova derrota no Senado. Por enquanto, a vaga no Supremo virou mais um retrato da dificuldade do Planalto para comandar o Congresso.

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