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Maduro matou mais de 10 mil na Venezuela, diz ONG em relatório explosivo
Maduro matou mais de 10 mil, segundo a Provea
Maduro matou mais de 10 mil pessoas na Venezuela desde que chegou ao poder, em 2013, segundo relatório da ONG Provea. O número exato apontado pela entidade é de 10.853 mortos por execuções extrajudiciais.
Pois é. O tal “socialismo do século XXI”, vendido por décadas como projeto de justiça social, deixou um rastro de sangue, medo e famílias destruídas.
A Provea apresentou seu relatório anual em Caracas, na quinta-feira, 14 de maio de 2026. O documento analisa a situação dos direitos humanos na Venezuela em 2025 e registra violações em 14 áreas.
Além disso, a organização afirma que apenas em 2025 336 pessoas foram assassinadas por policiais e militares ligados ao regime chavista. A própria Provea aponta que a queda em relação a 2024 não encerra o padrão de violência estatal.
Venezuela de Maduro teve execuções sem julgamento
As execuções extrajudiciais são mortes provocadas por agentes do Estado sem julgamento, sem processo legal e fora de uma operação legítima. Em português claro: o Estado mata, depois tenta tratar a vítima como estatística.
Segundo a Provea, 54% das vítimas de 2025 tinham entre 18 e 30 anos. A maioria vivia em bairros populares, justamente onde a propaganda socialista dizia proteger os mais pobres.
Além disso, o relatório aponta que 76% das supostas execuções ocorreram em plena luz do dia. A Polícia Nacional Bolivariana e o CICPC aparecem como os principais órgãos envolvidos nos casos de 2025.
A coordenadora de Monitoramento, Pesquisa e Mídia da Provea, Lissette González, afirmou que o Ministério Público venezuelano, então comandado por Tarek William Saab, não investigou nenhuma dessas mortes registradas em 2025.
Maduro, desaparecimentos forçados e perseguição política
O relatório também mostra que os desaparecimentos forçados dispararam na Venezuela. Segundo a Provea, os casos cresceram 196% em 2025, na comparação com 2024. Foram 160 vítimas, contra 54 no ano anterior.
No entanto, não se trata apenas de números frios. A ONG afirma que alguns desaparecimentos duraram mais de 100 dias. Ou seja, famílias passaram meses sem saber se seus parentes estavam vivos.
A repressão também mirou sindicalistas. Mais de 130 dirigentes sindicais foram detidos arbitrariamente no ano passado, e muitos foram submetidos a desaparecimento forçado, segundo a organização.
Por outro lado, o regime não atacou apenas adversários eleitorais. A Provea afirma que a repressão ficou mais seletiva e passou a mirar líderes sociais, sindicalistas e defensores de direitos humanos.
Tortura e “liquidação do Estado de Direito” na Venezuela
A ONG registrou 659 denúncias de violações à integridade pessoal em 2025. Os relatos incluem tortura, tratamentos cruéis, ameaças, hostilidades e abusos praticados por agentes estatais ou paraestatais.
A Gazeta do Povo informou que Lissette González citou ao menos 42 vítimas de tortura no período. Já o relatório da Provea também descreve denúncias relacionadas a tortura e tratamentos desumanos.
O coordenador-geral da Provea, Óscar Murillo, afirmou que, depois de um 2024 marcado por um “apagão democrático”, a Venezuela viveu em 2025 “praticamente a liquidação do Estado de Direito”.
Consequentemente, a tragédia venezuelana mostra o que acontece quando um projeto autoritário domina instituições, polícia, Justiça e imprensa. Primeiro vem a promessa de igualdade. Depois vem o silêncio imposto pelo medo.
Mesmo após Maduro, aparato repressivo segue de pé
Segundo a Gazeta do Povo, Maduro foi capturado pelos Estados Unidos em janeiro de 2026 e está preso em Nova York. A Provea também trata esse episódio como o fechamento de um ciclo de 27 anos de chavismo-madurismo.
Entretanto, Murillo alertou que o aparelho repressivo do Estado venezuelano permanece intacto em 2026, mesmo após a queda de Maduro. Para ele, as vítimas ainda não têm garantias reais de verdade, justiça e reparação.
A Provea defende que a estabilização da Venezuela depende do desmonte da estrutura repressiva construída ao longo das últimas décadas. Sem isso, a transição pode virar apenas troca de rostos no poder.
Em conclusão, o relatório deixa uma mensagem clara: a Venezuela não caiu por acidente. Ela foi empurrada, passo a passo, por um regime que esmagou liberdades em nome de uma utopia política.
E, como sempre, quem mais pagou a conta foram os pobres, os jovens, os opositores e todos aqueles que ousaram enfrentar o monstro estatal chavista.