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Gastos do governo Lula disparam: R$ 21 milhões vão para anúncios no Instagram e Facebook

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Os gastos do governo Lula com anúncios no Instagram e no Facebook passaram de R$ 20 milhões até meados de maio. A informação, segundo a Revista Oeste, saiu da biblioteca de anúncios da Meta e foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O valor chama atenção. Afinal, representa quase o dobro dos R$ 11,45 milhões gastos no mesmo período de 2025.

Além disso, a movimentação ocorre em ano eleitoral. Ou seja, enquanto o brasileiro aperta o cinto, o Planalto abre a carteira para vender sua própria imagem nas redes.

Gastos do governo Lula miram Instagram e Facebook

A estratégia digital do Planalto busca divulgar projetos, obras, programas e ações do governo em diferentes Estados. No entanto, o volume de dinheiro público usado na promoção acendeu um alerta político.

Segundo a reportagem, Lula destinou pouco mais de R$ 20 milhões para anúncios nas plataformas da Meta. Portanto, Instagram e Facebook viraram peças centrais da comunicação governamental.

A justificativa oficial gira em torno da divulgação de ações públicas. Entretanto, em ano eleitoral, cada campanha institucional ganha peso político maior.

O governo sabe que as redes sociais influenciam a opinião pública. Consequentemente, investir milhões nesse ambiente pode ajudar a tentar melhorar a imagem presidencial.

Campanhas regionais receberam parte do dinheiro

Até 19 de maio, pouco mais de 20% dos recursos aplicados nas redes sociais divulgaram entregas do governo em Estados com muitos eleitores. Entre eles estão São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Por outro lado, o governo também direcionou anúncios para ações emergenciais. A reportagem cita o Rio Grande do Sul, afetado por enchentes, além de Ceará, Pernambuco e cidades mineiras atingidas por tragédias naturais.

A divulgação regional mostra uma estratégia clara. O governo fala diretamente com públicos locais e tenta associar Lula a obras, socorro e benefícios.

Além do mais, essa tática permite segmentar mensagens. Assim, cada Estado recebe uma propaganda ajustada ao seu próprio cenário político.

Gastos do governo Lula incluem PAC e Imposto de Renda

O Novo PAC também entrou no pacote de publicidade digital. Ao todo, R$ 3,3 milhões foram voltados à promoção de obras em Estados como Santa Catarina, Maranhão, Pará, São Paulo, Amazonas, Acre e Alagoas.

Além disso, R$ 2,85 milhões impulsionaram anúncios sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Conforme a reportagem, a medida já está em vigor.

No entanto, a própria matéria cita um dado incômodo. Uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que mais da metade dos eleitores com renda entre R$ 2 mil e R$ 10 mil desaprova o governo atual.

Em contraste, o governo parece apostar justamente nessa faixa. Ou seja, tenta transformar uma promessa de alívio no bolso em propaganda política permanente.

TSE limita publicidade em ano eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral estabelece que campanhas governamentais sobre programas, obras e serviços podem ir ao ar até 4 de julho. Depois dessa data, a publicidade sofre restrições.

Após esse prazo, só pode haver publicidade de bens e serviços com concorrência privada. Também há exceção para casos de urgência reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Portanto, o calendário explica a pressa. O governo tem uma janela curta para turbinar sua narrativa antes das limitações eleitorais.

E, claro, quando Brasília corre contra o relógio, o contribuinte costuma pagar a conta.

Escala 6×1 também virou peça de propaganda

Outro destaque citado pela Revista Oeste envolve a campanha pelo fim da escala 6×1. A promessa de Lula recebeu cerca de R$ 2,1 milhões em anúncios. Esse valor representa aproximadamente 10% do total gasto.

A pauta tem apelo popular. No entanto, também funciona como instrumento de mobilização política nas redes.

Por exemplo, uma mensagem sobre jornada de trabalho pode alcançar milhões de trabalhadores. Depois, o governo tenta converter esse alcance em aprovação.

Em conclusão, os gastos do governo Lula com anúncios digitais revelam uma operação robusta de comunicação. O Planalto investe pesado para tentar controlar a narrativa antes do período de restrições eleitorais.

Enquanto isso, o brasileiro segue vendo impostos altos, serviços ruins e uma máquina pública cada vez mais cara. E ainda precisa assistir ao governo gastar milhões para explicar como tudo estaria indo bem.

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