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Comando Vermelho teria pago viagens para treinar criminosos na guerra da Ucrânia, diz CNN

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O Comando Vermelho teria custeado viagens de integrantes para a guerra da Ucrânia com um objetivo assustador: fazer com que criminosos aprendessem técnicas militares e depois repassassem esse conhecimento a outros membros da facção no Rio de Janeiro. A informação foi publicada pela CNN Brasil nesta terça-feira, 26 de maio de 2026.

Segundo a reportagem, a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio já identificou dois suspeitos que saíram do Brasil, lutaram no conflito entre Rússia e Ucrânia e depois retornaram ao país.

Comando Vermelho teria buscado treinamento militar no exterior

As investigações apontam que o Comando Vermelho não queria apenas enviar homens para uma guerra distante. A suspeita é que a facção buscava transformar criminosos em multiplicadores de técnicas de combate.

Além disso, mesmo na Ucrânia, os suspeitos teriam mantido contato com integrantes da facção no Brasil. Eles compartilhariam informações militares aprendidas no conflito, segundo a apuração da CNN.

Portanto, o caso mostra uma mudança grave no crime organizado. Não se trata mais apenas de tráfico de drogas, fuzis e domínio territorial.

Agora, segundo a polícia, o crime tenta importar conhecimento de guerra para dentro das comunidades brasileiras.

Suspeitos voltaram da Ucrânia para o Complexo do Alemão

O delegado Pablo Sartori, subsecretário de Inteligência da Polícia Civil do Rio, afirmou à CNN que os suspeitos passaram cerca de um ano na Ucrânia. Depois, eles teriam voltado ao Brasil e seguido diretamente para o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

O Comando Vermelho domina áreas estratégicas da capital fluminense. No entanto, a possível conexão com treinamento militar internacional eleva a preocupação das autoridades.

Por outro lado, esse tipo de informação também expõe a fragilidade do Estado. Enquanto o cidadão comum enfrenta burocracia para tudo, facções criminosas parecem operar com logística internacional, dinheiro e planejamento.

Drones viram nova preocupação no avanço do Comando Vermelho

A maior preocupação das autoridades envolve o uso de drones. Segundo Sartori, os investigados começaram a treinar criminosos para operar drones agrícolas de grande porte, com capacidade de sustentar até 80 quilos.

Além do mais, a polícia afirma que esses equipamentos já aparecem em ações de monitoramento de comunidades e operações policiais. A CNN também informou que a facção já usaria drones para ataques com granadas e outros artefatos explosivos.

Consequentemente, a guerra urbana ganha uma nova camada de risco. Antes, o confronto se concentrava no chão, em becos, barricadas e pontos de domínio.

Agora, o céu das comunidades também entra no radar do crime organizado.

Polícia flagrou treinamento com drone

Um treinamento com drone chegou a ser flagrado pela polícia, segundo a CNN. A imagem teria sido melhorada por inteligência artificial pelas autoridades para permitir a visualização do equipamento manuseado pelos suspeitos.

O modelo exato do drone ainda não foi identificado. Entretanto, as apurações indicam que esse tipo de equipamento costuma ter valor elevado e não circula com facilidade no mercado comum.

Em contraste com a velha imagem do criminoso improvisado, o caso revela uma estrutura mais sofisticada. O Comando Vermelho, segundo a reportagem, tenta modernizar sua atuação com tecnologia, logística e conhecimento de combate.

Facção quer facilitar transporte de armas e munições

Sartori afirmou que a facção pretende usar drones para facilitar o deslocamento de armas e munições entre comunidades. A ideia seria evitar o asfalto e reduzir o risco de abordagem policial.

Esse ponto merece atenção. Se a facção consegue transportar armamento pelo alto, o trabalho das forças de segurança fica ainda mais complexo.

Além disso, a tática pode ampliar a capacidade de reação do crime durante operações policiais. Portanto, o caso não envolve apenas tecnologia, mas também segurança pública, inteligência e controle territorial.

Crime organizado avança enquanto o Estado hesita

A CNN destaca que o Comando Vermelho é hoje considerado a maior facção do Rio de Janeiro e a segunda maior do Brasil. A facção atua principalmente no tráfico de drogas, mas também expandiu sua presença para outras regiões, especialmente Norte e Nordeste.

A reportagem também aponta que o grupo passou a diversificar sua forma de obter armamentos. Além de armas importadas, a facção já recorreria à fabricação de arsenal no próprio Brasil.

Em conclusão, a notícia deveria acender todos os alertas. Quando uma facção criminosa consegue financiar viagens internacionais, absorver técnicas de guerra e treinar operadores de drones, o país não está diante de um problema comum de polícia.

Está diante de uma ameaça organizada, armada, tecnológica e cada vez mais ousada. E, nesse cenário, discurso bonito não protege ninguém. O que protege a população é inteligência, ação firme e Estado presente de verdade.

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