Brasil
Preço do diesel cai na Petrobras, mas governo Lula amplia subsídios até julho
A Petrobras reduziu o preço do diesel a partir desta segunda-feira, 1º de junho, em meio a mais uma rodada de medidas do governo federal para tentar segurar os combustíveis no país. O valor médio cobrado das distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro, segundo a Revista Oeste.
A queda representa um desconto de R$ 0,3515 por litro para as distribuidoras. No entanto, como sempre acontece nesse setor, o consumidor ainda precisa esperar para ver quanto disso chegará de verdade às bombas.
Preço do diesel cai com pacote bilionário do governo
A redução no preço do diesel faz parte de um pacote do governo Lula para conter os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional. Os conflitos no Oriente Médio pressionaram os preços e acenderam o alerta em Brasília.
Além disso, o governo decidiu substituir a isenção de PIS e Cofins por uma subvenção federal. Na prática, o desconto de R$ 0,35 entra como ajuda paga com dinheiro público.
O apoio federal ao diesel chegará a R$ 1,47 por litro. Portanto, a conta não desaparece; ela muda de lugar e passa pelo bolso do contribuinte.
Governo prorroga desconto no gás de cozinha até 31 de julho
O governo também prorrogou até 31 de julho a subvenção para produtores e importadores de GLP, o popular gás de cozinha. O orçamento do programa dobrou, saindo de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões.
Segundo o governo, a medida busca aliviar o preço do botijão para as famílias. No entanto, o brasileiro já conhece bem esse filme: Brasília anuncia alívio, mas a vida real no mercado nem sempre acompanha o discurso oficial.
Além do mais, o pacote inteiro terá custo estimado de R$ 30,5 bilhões. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que outras receitas compensarão o valor, como arrecadação sobre óleo diesel e royalties do petróleo.
Preço do diesel terá subvenção para refinarias e importadores
A partir desta segunda-feira, o governo pagará R$ 1,12 por litro de diesel a refinarias e importadores. Esse benefício substitui auxílios anteriores, incluindo um subsídio de R$ 0,32 por litro em vigor desde março.
Por outro lado, as empresas continuam obrigadas a repassar a redução de custos ao consumidor. Esse ponto será o verdadeiro teste da medida.
Em contraste com o discurso de “alívio”, o governo amplia a dependência de subsídios. Consequentemente, o país segue administrando o preço dos combustíveis com canetadas, decretos e portarias.
Querosene de aviação e biodiesel também entram no pacote
O Executivo ainda prorrogou até 31 de julho a isenção de tributos federais sobre querosene de aviação e biodiesel. As alíquotas de PIS/Pasep e Cofins seguem zeradas para esses combustíveis.
A justificativa oficial é reduzir a pressão sobre o setor aéreo e a cadeia de combustíveis. Por exemplo, o querosene de aviação representa cerca de 45% das despesas operacionais das companhias aéreas, segundo dados citados pela Abear.
Em conclusão, a Petrobras cortou o preço do diesel, mas o pacote revela uma escolha clara do governo: segurar preços agora, com subsídios, e empurrar a discussão sobre o custo real para depois.