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Careca do INSS usou sobrinha em suposta farsa para recuperar Audi de luxo, diz PF

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A Polícia Federal afirma que o Careca do INSS, Antonio Carlos Camilo Antunes, teria usado a própria sobrinha em uma suposta manobra para tentar recuperar um Audi RS6 de luxo, avaliado em R$ 377 mil. O caso envolve a Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS.

Careca do INSS teria usado sobrinha em suposta farsa

Segundo a investigação, a sobrinha Vitória Sernégio, advogada, comunicou à polícia um suposto furto do Audi RS6 em uma delegacia de Perdizes, em São Paulo.

No entanto, a PF sustenta que o veículo estava sob restrição judicial.

Portanto, o registro do suposto furto teria sido usado como parte de uma tentativa para recuperar o carro.

O Careca do INSS, segundo os investigadores, teria atuado por meio da sobrinha para tentar driblar a trava imposta pela Justiça.

Além disso, a PF chegou a pedir prisão domiciliar de Vitória Sernégio, apontando participação nos fatos ligados à tentativa de recuperar o veículo. O ministro André Mendonça, relator do caso, não acolheu o pedido.

Audi RS6 estava ligado à Operação Sem Desconto

O Audi RS6 foi um dos veículos apreendidos no contexto da Operação Sem Desconto. A ação investiga um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

O carro, segundo a apuração, estava em posse do Careca do INSS durante a operação.

Por outro lado, o veículo pertencia formalmente a Edson Medeiros, apontado como ex-assessor ou ex-sócio do lobista.

A PF também investiga se a suposta farsa tinha outro objetivo.

Além de tentar recuperar o automóvel, a manobra poderia servir para incriminar Medeiros como responsável pelo desvio do carro.

Em contraste com a narrativa de furto, os investigadores enxergam indícios de uma estratégia para confundir o caminho das investigações.

Careca do INSS e a suspeita de corrupção de policiais

A investigação também mira duas policiais civis de São Paulo.

A investigadora Karla Rodrigues e a escrivã Anna Lygia Paredes Gatti foram afastadas das funções e viraram alvos de mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, policiais civis teriam atuado para retirar restrições do veículo e viabilizar a restituição do Audi ao Careca do INSS.

Esse ponto torna o caso ainda mais grave.

Afinal, não se trata apenas de um carro de luxo.

Trata-se de uma investigação sobre possível ocultação de patrimônio, suposta corrupção e dinheiro que deveria proteger aposentados brasileiros.

Fraudes no INSS, carros de luxo e patrimônio milionário

O Careca do INSS é apontado como figura importante nas apurações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Segundo o Portal Novo Norte, a PF apura que ele teria movimentado mais de R$ 50 milhões em apenas 129 dias.

Além do Audi RS6, a Polícia Federal apreendeu outros carros de luxo ligados ao lobista em Brasília.

Entre os veículos citados estão BMW Competition, Porsche 911, Porsche Panamera e Land Rover.

Consequentemente, esses bens podem entrar na conta do ressarcimento aos aposentados lesados, caso a Justiça confirme o caminho apontado pela investigação.

A PF também identificou imóveis em São Paulo e no Lago Sul, em Brasília.

Um dos bens citados foi uma casa comprada à vista por R$ 3,3 milhões.

O escândalo que expõe a velha conta paga pelo povo

O caso do Careca do INSS reforça uma pergunta incômoda: como um esquema desse tamanho conseguiu avançar sobre aposentadorias e pensões?

Enquanto muita gente luta para receber um benefício justo, operadores do sistema aparecem cercados por carros importados, imóveis caros e manobras jurídicas.

No entanto, a investigação ainda precisa avançar.

Cabe à PF, ao Ministério Público e à Justiça separar fato, indício e responsabilidade penal.

Mas uma coisa já está clara: o Brasil não aguenta mais ver aposentado sendo tratado como fonte de dinheiro fácil para esquemas bem conectados.

Em conclusão, a suposta farsa envolvendo o Audi RS6 é mais um capítulo de um escândalo que precisa ser investigado até o fim.

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