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Senado deve votar uso do Fundo do Pré-Sal para renegociar dívidas rurais de até R$ 30 bilhões

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A renegociação de dívidas rurais deve entrar na pauta do Senado nesta quarta-feira, 10, com uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

O projeto mira produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos, como secas, enchentes, geadas e perdas sucessivas de safra.

Segundo a Revista Oeste, a proposta tem apoio forte da Frente Parlamentar da Agropecuária.

No entanto, o texto enfrenta resistência da área econômica do governo Lula.

A preocupação está no impacto fiscal e no precedente que a medida pode abrir para novas renegociações.

Além disso, estimativas debatidas no Congresso apontam que o estoque de dívidas enquadráveis pode chegar a R$ 180 bilhões.

Renegociação de dívidas rurais avança no Senado

A renegociação de dívidas rurais avançou na Comissão de Assuntos Econômicos no dia 27 de maio.

O relator da proposta é o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas.

Agora, o texto aguarda votação no plenário do Senado.

Portanto, a decisão passa a depender diretamente dos senadores.

A proposta ganhou prioridade entre parlamentares ligados ao agronegócio.

O setor cobra uma resposta para produtores afetados por perdas causadas pelo clima.

Por outro lado, a equipe econômica teme aumento de pressão sobre o Orçamento.

Projeto usa recursos do Fundo Social do Pré-Sal

O texto autoriza o uso de receitas correntes e do superávit financeiro do Fundo Social do Pré-Sal.

Esses recursos financiariam uma linha especial para quitação de débitos rurais.

O limite global previsto para essa linha de crédito é de R$ 30 bilhões.

Além disso, a Rádio Senado informou que a proposta também permite uso de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda.

As dívidas alcançadas precisam ter sido contratadas até 31 de dezembro de 2025.

O projeto trata de débitos ligados a eventos climáticos e geopolíticos internacionais.

Consequentemente, o Congresso tenta criar uma saída para produtores que acumularam prejuízos fora do controle normal da atividade.

Renegociação de dívidas rurais divide governo e bancada do agro

A renegociação de dívidas rurais divide o Senado e o governo federal.

A Frente Parlamentar da Agropecuária defende a medida como socorro necessário ao campo.

A área econômica, entretanto, olha para o custo fiscal.

O estoque de dívidas que poderiam se enquadrar na proposta pode chegar a cerca de R$ 180 bilhões.

Mesmo com limite de R$ 30 bilhões para a linha de crédito, o governo teme efeito dominó.

Por exemplo, outros setores endividados podem pedir tratamento parecido.

Além do mais, qualquer uso de fundo público exige controle rigoroso.

O agro sustenta parte importante da economia brasileira.

Mas o país também precisa cuidar das contas públicas.

Quem poderá aderir ao programa

O projeto alcança produtores localizados em municípios com calamidade pública recorrente ou perdas relevantes de produção nos últimos anos.

A medida também inclui cooperativas, associações de produtores e condomínios rurais que cumpram os critérios previstos.

Segundo a Band Agro, o texto mira produtores e cooperativas com perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025.

A redução mínima de renda agropecuária esperada seria de 30%.

Portanto, a proposta tenta direcionar o benefício a quem realmente sofreu perdas severas.

No entanto, a fiscalização precisará funcionar.

Sem controle, qualquer programa de renegociação pode virar porta aberta para abuso e favorecimento.

Campo pede socorro após secas, enchentes e geadas

O agronegócio enfrentou uma sequência dura de eventos climáticos.

Secas, enchentes e geadas afetaram diferentes regiões do país.

Muitos produtores perderam safra, renda e capacidade de pagamento.

Consequentemente, a dívida rural cresceu e virou pressão política em Brasília.

O campo cobra solução porque produz alimento, gera emprego e sustenta exportações.

Em contraste, parte do governo trata o agro como adversário político em vários debates públicos.

Essa contradição pesa.

Na hora da arrecadação e da balança comercial, o agro serve ao país.

Na hora da crise, o produtor precisa brigar para ser ouvido.

Governo Lula fica entre o discurso fiscal e a pressão do agro

O governo Lula tenta equilibrar duas pressões.

De um lado, precisa evitar nova bomba fiscal.

De outro, não pode ignorar um setor estratégico para a economia.

Entretanto, o debate expõe um problema maior.

O Brasil vive com orçamento apertado, juros altos e dívida crescente.

Qualquer nova despesa ou linha subsidiada vira motivo de alerta.

Por outro lado, eventos climáticos extremos atingiram produtores de forma concreta.

Por isso, a discussão exige responsabilidade.

O Senado precisa separar socorro real de gasto mal desenhado.

Também precisa garantir regras claras, transparência e limite financeiro.

Senado decidirá se o Pré-Sal vai financiar alívio ao produtor rural

A votação deve ocorrer em meio à pressão do setor agropecuário.

O projeto pode aliviar dívidas acumuladas em diferentes regiões do Brasil.

No entanto, a proposta também testa o compromisso do governo com responsabilidade fiscal.

O uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociação rural não é assunto pequeno.

Ele envolve bilhões de reais, produtores endividados e disputa sobre o destino de recursos públicos.

Em conclusão, o Senado terá de decidir se transforma o fundo em ferramenta de socorro ao agro.

Se aprovar o texto, precisará exigir fiscalização dura.

Afinal, o produtor que perdeu tudo merece amparo.

Mas o contribuinte também merece respeito.


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