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Defesa de Daniel Silveira pede ajustes em tornozeleira após autorização para trabalhar no Rio
Defesa de Daniel Silveira pede ajustes em tornozeleira após autorização para trabalhar no Rio
A defesa de Daniel Silveira pediu ao Supremo Tribunal Federal ajustes na tornozeleira eletrônica do ex-deputado federal.
O novo pedido foi apresentado nesta terça-feira, 16, depois que Alexandre de Moraes autorizou Silveira a circular entre Petrópolis e a cidade do Rio de Janeiro para trabalhar. Além disso, a defesa afirma que as regras atuais podem gerar registros indevidos de descumprimento da pena.
Defesa de Daniel Silveira pede ajuste preventivo
A defesa de Daniel Silveira apresentou a manifestação ao STF por meio do advogado Michael Robert.
O pedido trata dos parâmetros do monitoramento eletrônico.
Segundo a defesa, o sistema pode apontar falhas mesmo quando Silveira estiver cumprindo a decisão corretamente.
Portanto, o objetivo é evitar problemas futuros.
A defesa afirma que não houve descumprimento das determinações impostas pelo Supremo.
Tornozeleira eletrônica pode gerar alerta indevido
O principal ponto envolve feriados que caem em segundas ou sextas-feiras.
A decisão permite que Silveira trabalhe durante os dias úteis na capital fluminense.
Nos fins de semana, ele deve retornar à residência da família em Petrópolis.
No entanto, a defesa afirma que feriados podem causar conflito entre os locais autorizados.
Por exemplo, se um feriado nacional cair em uma sexta-feira, pode surgir dúvida sobre onde o monitorado deveria permanecer.
Autorização para trabalhar no Rio teve aval da PGR
A flexibilização do regime contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Moraes permitiu que Daniel Silveira exerça atividade profissional no Rio de Janeiro durante os dias úteis.
Além disso, a decisão manteve o retorno a Petrópolis nos fins de semana.
A defesa elogiou a decisão e afirmou que Moraes agiu com “extrema sensibilidade e equilíbrio”.
Segundo a petição, a autorização preserva o direito ao trabalho, a dignidade e o sustento do ex-deputado.
Defesa de Daniel Silveira aponta risco em feriado prolongado
A defesa citou outro exemplo envolvendo feriado em uma segunda-feira.
Nessa situação, Silveira poderia permanecer regularmente em Petrópolis durante o fim de semana prolongado.
Entretanto, o sistema poderia registrar ausência indevida do perímetro do Rio de Janeiro.
Consequentemente, um cumprimento correto da ordem poderia virar um falso alerta contra o ex-parlamentar.
Esse é o ponto central do pedido.
A defesa quer impedir que a tecnologia crie uma acusação automática sem base real.
Pedido mira a Central de Monitoramento
Michael Robert pediu que Moraes analise um pedido subsidiário já apresentado anteriormente nos autos.
Como alternativa, solicitou que a Central de Monitoramento ajuste os parâmetros da fiscalização eletrônica.
A ideia é impedir alertas automáticos incompatíveis com as autorizações dadas pelo STF.
Além do mais, a defesa afirma que o pedido mostra boa-fé.
O advogado destacou que a manifestação veio antes de qualquer intercorrência.
Caso Daniel Silveira segue sob vigilância do STF
Daniel Silveira foi condenado a mais de oito anos de prisão por supostas ameaças a ministros do STF.
Desde então, o caso segue cercado de debates jurídicos e políticos.
Para a direita, o episódio continua simbolizando um dos capítulos mais controversos da relação entre o Supremo e parlamentares conservadores.
Por outro lado, o STF mantém o controle sobre as condições impostas ao ex-deputado.
Em conclusão, a defesa de Daniel Silveira tenta evitar que falhas de parametrização da tornozeleira gerem novos problemas judiciais.
O pedido agora depende de análise de Alexandre de Moraes.