Brasil
EMS terá “clone” da caneta emagrecedora Ozivy e prepara segunda marca de semaglutida para ampliar disputa no mercado
A semaglutida se tornou um dos medicamentos mais disputados do mundo. Depois do sucesso de produtos como Ozempic e Wegovy, o mercado brasileiro entra em uma nova fase de concorrência, com laboratórios nacionais acelerando investimentos para oferecer alternativas mais acessíveis aos consumidores.
Nesse cenário, a EMS prepara uma estratégia ambiciosa. Além da caneta emagrecedora Ozivy, a farmacêutica trabalha no lançamento de uma segunda marca baseada no mesmo princípio ativo, ampliando sua presença em um dos segmentos que mais crescem na indústria farmacêutica.
Semaglutida ganha nova concorrente no mercado brasileiro
A EMS já recebeu autorização para comercializar a Ozivy e pretende ampliar rapidamente sua atuação. Além disso, a empresa prepara uma segunda marca de semaglutida para atender diferentes perfis de consumidores e estratégias comerciais.
Segundo informações divulgadas pelo NeoFeed, a nova marca funcionará como uma espécie de “clone” da Ozivy. Entretanto, ambos os produtos utilizarão o mesmo princípio ativo, mas serão posicionados de maneiras diferentes no mercado.
Essa estratégia é comum na indústria farmacêutica. Por exemplo, empresas costumam utilizar marcas distintas para disputar diferentes canais de venda e ampliar sua participação sem depender apenas de um único produto.
EMS aposta em preços menores para ganhar espaço
O mercado das canetas emagrecedoras movimenta bilhões de reais por ano. Consequentemente, diversas farmacêuticas enxergam uma oportunidade para disputar espaço com as gigantes internacionais.
A expectativa é que os medicamentos nacionais sejam vendidos por valores inferiores aos praticados atualmente pelos produtos importados. Além do mais, isso pode aumentar significativamente o acesso dos pacientes ao tratamento.
A própria EMS já informou anteriormente que pretende oferecer preços competitivos. A empresa também investiu pesadamente em tecnologia e estrutura para produzir medicamentos à base de peptídeos no Brasil.
Produção nacional fortalece a indústria farmacêutica
A fabricação nacional representa uma mudança importante para o setor. Hoje, boa parte dos medicamentos de última geração depende de grandes multinacionais.
Com produção local, o país reduz parte dessa dependência. Além disso, a capacidade industrial brasileira ganha força justamente em um segmento considerado estratégico para os próximos anos.
A EMS afirma ter investido mais de R$ 1,2 bilhão ao longo de aproximadamente uma década em sua planta dedicada à produção de peptídeos. Portanto, a companhia pretende transformar esses investimentos em liderança comercial no segmento de terapias metabólicas.
Mercado da semaglutida deve ficar ainda mais competitivo
O cenário competitivo está apenas começando. Outras farmacêuticas brasileiras também avançam em projetos envolvendo medicamentos à base de semaglutida, aproveitando o fim de barreiras relacionadas às patentes e o crescimento da demanda.
Por outro lado, a concorrência tende a beneficiar principalmente os consumidores. Quanto maior o número de fabricantes, maiores são as chances de redução dos preços ao longo do tempo.
Especialistas avaliam que o mercado brasileiro de medicamentos para obesidade e diabetes deverá registrar forte expansão nos próximos anos. Consequentemente, laboratórios nacionais e estrangeiros disputam cada espaço disponível nesse segmento altamente lucrativo.
EMS quer ampliar presença em um dos mercados mais lucrativos da saúde
A estratégia da EMS demonstra que a disputa pelas canetas emagrecedoras está apenas começando. Em vez de apostar apenas na Ozivy, a empresa pretende utilizar duas marcas distintas para ampliar sua participação comercial.
Essa movimentação pode aumentar a concorrência e pressionar os preços para baixo. Entretanto, o sucesso da estratégia dependerá da aceitação dos médicos, dos pacientes e da capacidade de distribuição da companhia em todo o país.
Se o plano se confirmar, o mercado brasileiro de semaglutida poderá viver uma transformação importante, com maior oferta de produtos e competição mais intensa entre laboratórios nacionais e multinacionais.