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Jaques Wagner tenta vender terreno milionário após operação da PF e tem negociação barrada

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) voltou ao centro das atenções depois que veio à tona a tentativa de vender um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões apenas um dia após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. A operação da PF contra Jaques Wagner ganhou novo capítulo quando a negociação foi impedida por determinação judicial.

Segundo documentos confirmados pela CNN Brasil, o cartório responsável bloqueou a transferência do imóvel em cumprimento a uma ordem expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O caso aumentou a repercussão da investigação envolvendo o chamado Caso Master, que apura suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas.

Entretanto, a defesa do senador afirma que não existe qualquer irregularidade na negociação. Os advogados sustentam que a operação imobiliária começou anos antes e apenas seguia seu curso normal.

Operação da PF contra Jaques Wagner motivou bloqueio da venda

A operação da PF contra Jaques Wagner ocorreu em junho, quando o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF. Além das diligências, a decisão determinou restrições patrimoniais para impedir movimentações financeiras durante a investigação.

Por isso, bancos, órgãos públicos e cartórios receberam comunicação para impedir negociações envolvendo bens do senador. Consequentemente, quando a documentação da venda chegou ao 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari, na Bahia, o cartório recusou o registro da transferência.

O imóvel seria negociado com a empresa Lagoons Empreendimentos, ligada ao Grupo City. Além disso, interlocutores do STF afirmaram que esse tipo de bloqueio é um procedimento considerado padrão quando investigados sofrem medidas cautelares patrimoniais.

Terreno é avaliado em quase R$ 16 milhões

A propriedade envolvida na negociação possui aproximadamente 51 mil metros quadrados e foi avaliada em R$ 15,8 milhões. O terreno está localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Segundo as informações divulgadas, o senador adquiriu a área no ano 2000. Posteriormente, iniciou negociações com um grupo do setor imobiliário interessado no desenvolvimento de um empreendimento na região.

No entanto, a ordem judicial tornou indisponível o patrimônio antes da conclusão do registro imobiliário. Dessa forma, o cartório interrompeu imediatamente a transferência do bem.

Defesa afirma que negociação começou antes da investigação

A operação da PF contra Jaques Wagner provocou grande repercussão política. Mesmo assim, a defesa do parlamentar insiste que toda a negociação foi iniciada muito antes da investigação atual.

Os advogados afirmam que o acordo começou em 2024 e foi formalizado em 2025. Segundo a nota, tratava-se de uma permuta de imóvel por lotes do empreendimento, acompanhada do pagamento antecipado de R$ 2 milhões, com recolhimento do imposto sobre ganho de capital.

Além do mais, a defesa declarou que a escritura pública foi lavrada em maio de 2026 e preservou a natureza da operação como permuta imobiliária. Para os advogados, isso demonstra que não houve tentativa de ocultar patrimônio nem qualquer ilegalidade.

Investigação cita supostas vantagens econômicas

A decisão que autorizou a operação da Polícia Federal afirma que os investigadores encontraram indícios de suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo senador, direta ou indiretamente.

Os documentos mencionam benefícios que incluiriam utilização gratuita de aeronaves, estruturação de pagamentos e aquisições patrimoniais relacionadas ao grupo econômico investigado. Entretanto, essas suspeitas continuam sendo objeto da apuração oficial e ainda serão analisadas durante o andamento do processo.

Por outro lado, Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que responderá às acusações exclusivamente pela via judicial. Após a operação, o senador também confirmou sua saída da liderança do governo no Senado Federal.

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