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Zema confirma candidatura à Presidência em 2026, critica Lula e deixa vice em aberto

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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema confirmou sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026 pelo Partido Novo nesta segunda-feira, 27.

A oficialização ocorreu durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília. Entretanto, o Novo ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa presidencial.

Durante o discurso, Zema afirmou possuir maior “capacitação do que os demais candidatos” e concentrou críticas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A candidatura também foi confirmada por aclamação na convenção partidária.

Candidatura de Zema à Presidência entra oficialmente na disputa de 2026

A candidatura de Zema à Presidência coloca oficialmente o ex-governador mineiro na corrida pelo Palácio do Planalto.

Zema deixou o governo de Minas Gerais em março deste ano para disputar a Presidência. Além disso, o político já vinha afirmando durante a pré-campanha que pretendia levar sua candidatura até o fim.

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou durante a convenção que o partido pretende lançar outros 150 candidatos pelo país, principalmente para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

Apesar da candidatura definida, o nome do vice continua em aberto. O Novo ainda busca uma composição para completar a chapa e avalia conversas com outras legendas.

Zema critica governo Lula e cita economia e escândalos

Durante seu discurso, Zema fez críticas diretas à atual gestão federal e afirmou que o Brasil teria afundado economicamente.

O candidato também mencionou episódios recentes envolvendo o Banco Master e as fraudes investigadas no INSS. Portanto, a economia e o combate à corrupção aparecem como temas centrais do discurso político apresentado pelo ex-governador.

A estratégia reforça o posicionamento oposicionista que Zema pretende levar à campanha presidencial. Além do mais, Eduardo Ribeiro também atacou o PT ao defender o legado administrativo do ex-governador em Minas Gerais.

Zema critica STF e defende impeachment de ministros

Outro ponto de destaque na candidatura de Zema à Presidência foi a postura adotada pelo ex-governador em relação ao Supremo Tribunal Federal.

Zema defendeu a abertura de processos de impeachment contra alguns ministros da Corte. Posteriormente, citou Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli ao abordar suas críticas ao tribunal.

Segundo Zema, o STF já desempenhou no passado um papel de contenção em momentos de crise institucional. No entanto, ele afirmou que a Corte teria mudado de comportamento ao longo das últimas décadas.

Candidato propõe novas regras para indicação ao STF

Zema também apresentou mudanças que pretende defender para a escolha de ministros do Supremo caso chegue à Presidência.

Entre as propostas está a criação de uma idade mínima de 60 anos para novos ministros. Além disso, ele defendeu que a passagem pelo STF represente o coroamento de uma longa carreira jurídica ou acadêmica.

Zema também propôs limitar a permanência de um ministro indicado a 15 anos.

Outra mudança seria exigir que o presidente da República recebesse uma lista tríplice para escolher novos integrantes da Corte. Como exemplo, Zema lembrou que, enquanto governador de Minas Gerais, recebeu listas tríplices durante processos de indicação de desembargadores.

O ex-governador ainda afirmou que pretende acabar com decisões monocráticas, sobretudo quando elas interferirem em decisões tomadas pelo Poder Legislativo. Nesses casos, segundo sua proposta, eventuais decisões deveriam partir do plenário do tribunal.

Candidatura de Zema mira mudanças na relação entre Planalto e STF

Ao tratar das indicações ao Supremo, Zema voltou suas críticas para Lula e questionou as escolhas realizadas pelo presidente.

O candidato citou as indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino. Zanin atuou como advogado pessoal de Lula, inclusive na defesa do petista em processos da Operação Lava Jato.

Flávio Dino, por outro lado, ocupou o Ministério da Justiça e Segurança Pública no início do atual governo antes de chegar ao Supremo.

Consequentemente, Zema argumenta que o processo de escolha precisa de novas regras para reduzir a influência direta do presidente sobre a composição da Corte.

Zema comenta presos do 8 de janeiro

Durante a convenção, Zema também respondeu a uma pergunta sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.

O candidato defendeu manifestantes presos em decorrência dos atos e classificou o que ocorreu no STF como “julgamento político”. Dessa forma, o tema também entrou no conjunto de críticas institucionais apresentado durante sua oficialização como candidato.

Vice de Zema continua indefinido

Apesar da confirmação da candidatura de Zema à Presidência, o Novo ainda precisa definir quem será candidato a vice-presidente.

Zema afirmou anteriormente que o partido mantinha conversas com legendas que não possuem candidatura própria ao Planalto. Entre as possibilidades discutidas apareceu uma eventual composição com o Podemos.

O empresário mineiro Geraldo Rufino chegou a ser citado por Zema como um dos nomes considerados para vice. Entretanto, a tendência de neutralidade do Podemos pode dificultar essa composição e levar o Novo a formar uma chapa apenas com integrantes da própria legenda.

A legislação permite que a convenção homologue somente o candidato a presidente e delegue posteriormente a escolha do vice à direção partidária.

O prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto. Portanto, o Novo ainda dispõe de tempo para concluir as negociações e apresentar a composição definitiva da chapa.

Com a candidatura oficializada, Zema passa agora da fase de pré-candidato para candidato escolhido pelo partido, enquanto busca ampliar alianças e definir o nome que estará ao seu lado na corrida presidencial.

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