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Defesa de Bolsonaro diz a Moraes que ex-presidente não autorizou vídeo feito com inteligência artificial

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A defesa de Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido com inteligência artificial.

O conteúdo apareceu durante a convenção do PL realizada no último sábado (25), em São Paulo. No evento, o partido oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

No entanto, os advogados ressaltaram um ponto importante: embora Jair Bolsonaro não tenha autorizado especificamente a produção, ele também não se opõe ao uso de sua imagem por seus familiares no contexto político-partidário.

Defesa de Bolsonaro responde a Alexandre de Moraes sobre vídeo com IA

A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (29), depois que Alexandre de Moraes pediu esclarecimentos à defesa de Bolsonaro sobre o vídeo apresentado durante a convenção partidária.

Em petição encaminhada ao STF, os advogados afirmaram que Bolsonaro não concedeu autorização para utilização de sua imagem e de sua voz na produção feita com inteligência artificial.

Além disso, a defesa explicou que a situação atual do ex-presidente impediria uma autorização direta nas circunstâncias descritas no processo.

Segundo os advogados, Bolsonaro está com o direito de receber visitas suspenso pelo período de 30 dias. Flávio Bolsonaro, por sua vez, permanece impedido de visitá-lo.

Defesa de Bolsonaro cita restrições impostas ao ex-presidente

A defesa de Bolsonaro utilizou justamente as restrições atuais para explicar por que o ex-presidente não poderia ter autorizado a produção apresentada na convenção.

Os advogados sustentam que, diante da suspensão das visitas e do impedimento envolvendo Flávio Bolsonaro, não houve autorização de Jair Bolsonaro para aquele conteúdo específico.

Entretanto, a manifestação também procura diferenciar a falta de autorização para esse vídeo de uma eventual oposição do ex-presidente ao uso político de sua imagem pelos filhos.

Essa distinção aparece como um dos principais argumentos apresentados ao ministro Alexandre de Moraes.

Filhos já utilizavam imagem pública de Bolsonaro na atividade política

A defesa de Bolsonaro também destacou que o uso da imagem pública do ex-presidente pelos filhos não começou com o vídeo produzido por inteligência artificial.

De acordo com os advogados, antes da imposição das medidas cautelares, os filhos de Bolsonaro já utilizavam sua imagem dentro das atividades político-partidárias.

Fotografias, gravações, entrevistas, discursos, pronunciamentos e outras manifestações públicas do ex-presidente faziam parte dessa prática.

Além do mais, segundo a defesa, Bolsonaro nunca apresentou oposição a esse tipo de utilização de sua imagem pública pelos filhos.

Defesa de Bolsonaro aponta relação de confiança entre pai e filhos

Na petição, a defesa de Bolsonaro afirma que essa prática decorre da relação de confiança existente entre o ex-presidente e seus filhos.

Os advogados também relacionam essa liberdade à própria natureza pública da imagem de Jair Bolsonaro, uma das principais figuras políticas do país nos últimos anos.

Portanto, a tese apresentada ao STF estabelece duas situações distintas: Bolsonaro não autorizou o vídeo específico produzido com IA, mas historicamente permitiu que seus filhos utilizassem sua imagem pública na atuação política.

A manifestação agora integra a análise do caso conduzida por Alexandre de Moraes, que havia determinado que os advogados esclarecessem as circunstâncias envolvendo o conteúdo exibido pelo PL.

Vídeo foi exibido na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro

O episódio aconteceu durante um evento importante para as eleições de 2026. A convenção do PL realizada em São Paulo oficializou Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência da República.

Foi nesse encontro que o vídeo produzido com inteligência artificial e utilizando a imagem de Jair Bolsonaro apareceu.

Consequentemente, o conteúdo ganhou repercussão política e também passou a ser objeto de questionamento no STF.

A defesa de Bolsonaro, porém, sustenta que não houve autorização do ex-presidente para a produção específica e reforça que isso não significa oposição ao uso de sua imagem pelos próprios filhos.

Por outro lado, caberá ao STF analisar os esclarecimentos apresentados pelos advogados dentro do contexto das medidas aplicadas ao ex-presidente.

O caso coloca novamente no centro do debate político a imagem de Jair Bolsonaro, agora em meio à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e ao crescente uso de inteligência artificial na comunicação eleitoral.

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