Siga-nos

Brasil

EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz jornal

Publicado

em

Os EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações divulgadas neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times. A discussão ocorre meses depois de Washington retirar medidas aplicadas anteriormente contra o magistrado.

Segundo a publicação, fontes próximas ao assunto afirmaram que uma nova aplicação de medidas baseadas na Lei Magnitsky está em análise pelo governo norte-americano. O tema voltou ao radar após decisões de Moraes envolvendo um jornalista e uma suposta fonte de reportagens sobre o ministro Flávio Dino.

EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes após buscas

De acordo com o Financial Times, a discussão sobre novas sanções contra Alexandre de Moraes ganhou força depois de operações relacionadas ao jornalista maranhense Luis Pablo Conceição Almeida.

Em março, Moraes autorizou buscas contra o jornalista. Mais recentemente, uma medida também atingiu o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como possível fonte de Luis Pablo.

As ações ocorreram depois que o jornalista publicou reportagens sobre um possível uso irregular de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares no Maranhão.

Moraes, entretanto, sustenta que as informações usadas nas matérias teriam sido obtidas e divulgadas ilegalmente. O caso passou a provocar discussões sobre liberdade de imprensa e proteção ao sigilo da fonte.

Lei Magnitsky volta ao centro das discussões nos EUA

Segundo a CNN Brasil, uma fonte ouvida pelo Financial Times afirmou que a possibilidade de retomar medidas da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes está sendo analisada.

A legislação norte-americana permite que Washington imponha sanções contra estrangeiros em determinadas circunstâncias previstas pela lei.

Além disso, Moraes já enfrentou sanções desse tipo anteriormente. Em julho de 2025, os Estados Unidos aplicaram medidas contra o ministro, relacionando a decisão à sua atuação no julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe após a derrota eleitoral de 2022.

Washington, no entanto, retirou as sanções em dezembro daquele ano.

Moraes aponta suspeita de perseguição contra ministro do STF

Em decisão obtida pela CNN Brasil, Alexandre de Moraes apontou indícios da possível prática do crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal.

Segundo o ministro, publicações realizadas na internet e nas redes sociais teriam atentado contra integrante do Supremo Tribunal Federal.

Moraes também argumentou que o material publicado indicaria o possível uso de algum mecanismo estatal para identificar e caracterizar veículos. Na avaliação do magistrado, isso poderia provocar exposição indevida relacionada à segurança de autoridades.

Consequentemente, o caso deixou de envolver apenas o conteúdo das reportagens e passou a incluir questionamentos sobre a forma como as informações teriam sido obtidas.

Novas sanções contra Alexandre de Moraes ampliariam pressão internacional

O episódio ganhou uma dimensão ainda maior diante da possibilidade de novas sanções contra Alexandre de Moraes por parte dos Estados Unidos.

Aliados de Flávio Dino apresentaram uma versão diferente sobre os fatos. Eles disseram à CNN Brasil que o veículo particular do ministro estaria sendo seguido e negaram que o episódio envolvesse o uso de carros oficiais.

Além disso, esses aliados alegaram que Luis Pablo cobraria R$ 100 mil para publicar as reportagens.

O jornalista contestou essas acusações. Luis Pablo afirmou à CNN Brasil que nunca seguiu o veículo de Dino ou de seus familiares e negou ter recebido dinheiro para produzir matérias contra o ministro.

Por outro lado, ele sustentou que o uso de veículo oficial por Dino e familiares seria um fato comprovado.

EUA e Alexandre de Moraes já tiveram embate por sanções

A possibilidade de novas sanções contra Alexandre de Moraes representa mais um capítulo da relação turbulenta entre autoridades norte-americanas e o ministro do STF.

Os Estados Unidos já recorreram à Lei Magnitsky contra Moraes em julho de 2025. Posteriormente, em dezembro, Washington retirou essas medidas.

Agora, segundo o Financial Times, o assunto voltou à mesa.

Para setores da direita brasileira, o movimento norte-americano tende a alimentar novamente o debate sobre os limites da atuação do Supremo, especialmente em casos envolvendo jornalistas, redes sociais e fontes de informação.

Entretanto, até o momento, trata-se de uma possibilidade em análise, e não de uma nova sanção oficialmente anunciada.

STF ainda não havia se manifestado

A CNN Brasil informou que procurou o Supremo Tribunal Federal para obter um posicionamento sobre a informação envolvendo possíveis novas sanções contra Alexandre de Moraes.

Até a atualização da reportagem, o STF ainda não havia apresentado resposta ao veículo.

Portanto, o cenário permanece aberto.

Caso Washington decida efetivamente retomar medidas baseadas na Lei Magnitsky, o episódio poderá elevar novamente a tensão institucional e diplomática envolvendo autoridades brasileiras e o governo norte-americano.


Continue Reading
Deixar um comentário

© Copyright 2021 - 2024 - Revista Brasil