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Caso Banco Master: PF diz que Vorcaro pagou US$ 38 mil a ex-diretor do Banco Central em Orlando

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O caso Banco Master ganhou um novo capítulo depois que uma investigação da Polícia Federal identificou um pagamento atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a apuração, o antigo dono do Banco Master custeou US$ 38 mil em serviços de concierge para Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central. O atendimento ocorreu durante uma viagem aos parques da Disney e da Universal, em Orlando, nos Estados Unidos.

A informação surgiu no âmbito das investigações envolvendo Vorcaro e foi divulgada originalmente pelo portal Metrópoles, segundo a Revista Oeste. O empresário Léo Serrano, responsável pela consultoria de luxo SL Consulting, confirmou o pagamento durante depoimento à PF em São Paulo. Além disso, os investigadores analisam mensagens que, segundo a corporação, sugerem uma possível troca de favores entre Vorcaro e o servidor do BC.

Caso Banco Master: empresário confirma pagamento de US$ 38 mil

O empresário Léo Serrano prestou depoimento na manhã de segunda-feira, 24, na sede da Polícia Federal em São Paulo. Ele confirmou aos investigadores que Daniel Vorcaro pagou o serviço destinado a Paulo Sérgio Neves de Souza. O caso Banco Master, portanto, passa a contar com mais um elemento analisado pela PF dentro das apurações envolvendo o ex-banqueiro.

Serrano explicou que sua empresa ofereceu somente assistência personalizada durante a passagem de Souza pelos parques temáticos de Orlando. O pacote não incluía passagens aéreas nem hospedagem. No entanto, o serviço garantia facilidades durante a visita, incluindo pagamentos, logística centralizada e mecanismos para evitar filas nos parques.

Caso Banco Master envolve viagem para Disney e Universal

A viagem que aparece no caso Banco Master ocorreu no início de 2024. Naquele momento, Paulo Sérgio já havia deixado o comando da Diretoria de Fiscalização do Banco Central. Entretanto, ele continuava no BC como chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária.

O depoimento de Léo Serrano durou aproximadamente dez minutos. Durante a conversa, o empresário detalhou à PF qual serviço sua consultoria forneceu ao então servidor do Banco Central. Além disso, afirmou que a atuação da SL Consulting ficou restrita à experiência de Souza dentro dos parques.

Polícia Federal investiga possível troca de favores no caso Banco Master

A Operação Compliance Zero identificou mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Paulo Sérgio Neves de Souza. Segundo a Polícia Federal, o conteúdo sugere uma possível troca de favores entre os dois. A PF sustenta que Vorcaro buscava informações privilegiadas enquanto oferecia vantagens ao servidor, incluindo a viagem para Orlando.

Esse ponto amplia a importância do caso Banco Master, pois a investigação procura entender a natureza da relação entre o banqueiro e um integrante da estrutura de supervisão bancária. Portanto, os investigadores tentam reconstruir contatos, benefícios e eventuais contrapartidas relacionados aos personagens investigados. A apuração, contudo, precisa distinguir as suspeitas levantadas pela polícia dos fatos que eventualmente serão comprovados no processo.

André Mendonça apontou indícios de corrupção

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, também tratou da relação entre Vorcaro e Paulo Sérgio. Em março, Mendonça autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero. Na decisão, o ministro apontou indícios de corrupção envolvendo o ex-banqueiro e o servidor do Banco Central.

Mendonça destacou especificamente as mensagens relacionadas à viagem de Paulo Sérgio aos parques de Orlando. Segundo a decisão, Vorcaro tomou conhecimento da viagem por meio de uma mensagem de WhatsApp enviada pelo próprio servidor. Consequentemente, a oferta das vantagens relacionadas à passagem pela Disney e Universal passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.

Caso Banco Master coloca ex-diretor do Banco Central no centro da apuração

Paulo Sérgio Neves de Souza é economista formado pela PUC-SP e trabalha no Banco Central desde 1998. Entre 2019 e 2023, durante a presidência de Roberto Campos Neto, ele comandou a Diretoria de Fiscalização da autoridade monetária. Antes de entrar no BC, Paulo Sérgio trabalhou no Banco do Brasil, em São Paulo.

A trajetória profissional ajuda a explicar a relevância de seu nome dentro do caso Banco Master. A Diretoria de Fiscalização exerce funções diretamente relacionadas ao acompanhamento das instituições que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, Paulo Sérgio permaneceu em uma função ligada à supervisão bancária depois de deixar a diretoria.

Ex-diretor foi afastado do Banco Central

Em 4 de março, Paulo Sérgio Neves de Souza deixou suas funções no Banco Central por determinação judicial. Ele já enfrentava uma sindicância interna desde janeiro. O afastamento ocorreu enquanto as autoridades aprofundavam as investigações relacionadas ao caso Banco Master.

A Polícia Federal agora reúne os diferentes elementos encontrados durante a Operação Compliance Zero. Entre eles aparecem mensagens, relações entre investigados e o pagamento do serviço de US$ 38 mil em Orlando. Entretanto, a existência de indícios em uma investigação não equivale, por si só, a uma condenação criminal definitiva.

Banco Master e Vorcaro seguem sob investigação da PF

O pagamento revelado acrescenta um novo elemento às investigações sobre Daniel Vorcaro e as relações mantidas pelo antigo controlador do Banco Master. O valor de US$ 38 mil chama atenção especialmente porque financiou serviços de luxo para alguém que ocupava uma posição relevante na supervisão do sistema bancário. Por outro lado, Serrano afirmou que sua empresa não forneceu passagens ou hospedagem, limitando o atendimento ao período dentro dos parques.

A questão central para a PF envolve a possível existência de uma contrapartida ligada aos benefícios oferecidos. Segundo a investigação, Vorcaro buscava informações privilegiadas e teria oferecido vantagens em troca. Portanto, as mensagens e os pagamentos ganharam importância para a reconstrução da relação entre os envolvidos.

O caso Banco Master permanece sob investigação, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer responsabilidades individuais e a extensão das condutas investigadas. Em conclusão, o pagamento de US$ 38 mil pelo serviço em Orlando adiciona mais uma peça a uma apuração que alcançou um ex-banqueiro e um antigo diretor de Fiscalização do Banco Central. O avanço da investigação deverá mostrar qual peso jurídico esse episódio terá dentro do conjunto de provas reunidas pela Polícia Federal.

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