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Flávio Dino no Maranhão: promessas não cumpridas expõem analfabetismo, baixo IDH e pobreza
As promessas de Flávio Dino no Maranhão voltaram ao centro do debate diante dos atuais indicadores socioeconômicos do Estado. O hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) governou o Maranhão por mais de sete anos. Antes disso, ao assumir o Palácio dos Leões, prometeu mudanças profundas em áreas como educação, renda e desenvolvimento humano.
Dino assumiu seu primeiro mandato como governador em 1º de janeiro de 2015. Na época, ele integrava o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Suas principais promessas ficaram registradas em vídeo divulgado no YouTube.
Entre os compromissos estavam o combate ao analfabetismo e a melhoria das condições socioeconômicas dos municípios mais pobres. Além disso, Dino anunciou o chamado Plano Mais IDH. A proposta buscava concentrar ações nas 30 cidades maranhenses com os piores índices de desenvolvimento humano.
Promessas de Flávio Dino no Maranhão incluíam avanço no IDH
Logo no início do governo, Dino apresentou uma meta ambiciosa para o desenvolvimento do Maranhão. Ele queria retirar os municípios maranhenses da lista das cem cidades brasileiras com os piores indicadores. Para isso, seu governo lançou o Plano Mais IDH.
Na ocasião, Dino afirmou que adotaria ações nas 30 cidades com pior IDH do Estado. Portanto, o próprio governador estabeleceu uma referência objetiva para avaliar os resultados de sua gestão. A realidade apresentada pelos indicadores posteriores, entretanto, ficou distante da expectativa anunciada.
Dino deixou o governo estadual em 2 de abril de 2022. No IDHM mais recente citado pela reportagem, referente a 2024, o Maranhão aparece na última posição entre as 27 unidades da Federação. O Estado registrou índice de 0,745.
Em contraste, o Distrito Federal ficou na primeira posição do levantamento. A unidade federativa alcançou índice de 0,866. Dessa forma, o desempenho atual do Maranhão mantém o Estado na parte mais baixa do ranking nacional.
Flávio Dino prometeu tirar municípios das piores posições
A promessa sobre desenvolvimento humano não era genérica. Dino afirmou que desejava terminar o governo sem nenhuma cidade maranhense entre as cem piores do Brasil. No entanto, os dados atuais apresentados pela reportagem mostram um cenário ainda preocupante.
O desenvolvimento do Maranhão também precisa ser analisado considerando o longo período de Dino no comando estadual. Ele venceu duas eleições consecutivas para governador. Consequentemente, teve mais de sete anos para implementar os programas apresentados desde sua primeira posse.
O contraste entre promessa e resultado chama atenção porque o Plano Mais IDH ocupou espaço importante no início da administração. Além do mais, o programa mirava justamente as regiões mais vulneráveis. O objetivo declarado era atacar problemas históricos que mantinham parte da população em condições precárias.
Promessas de Flávio Dino no Maranhão também envolviam educação
O combate ao analfabetismo representava outra bandeira anunciada pelo então governador. Dino prometeu enfrentar diretamente esse problema durante sua administração. Entretanto, o Maranhão continua entre os Estados brasileiros com maiores taxas de analfabetismo.
Segundo os dados apresentados pela Revista Oeste, a taxa maranhense está em 10,9%. Esse resultado coloca o Estado na quinta maior taxa de analfabetismo do Brasil. Apenas Ceará, Paraíba, Alagoas e Piauí apresentam índices superiores.
Portanto, o problema que Dino prometeu combater continua atingindo uma parcela significativa da população. O indicador também coloca o Maranhão novamente entre os piores desempenhos nacionais. Além disso, todos os Estados que aparecem à frente nesse ranking negativo ficam no Nordeste.
Analfabetismo permanece entre os problemas do Maranhão
As promessas de Flávio Dino no Maranhão ganham relevância justamente porque envolviam questões básicas para o desenvolvimento econômico. Educação influencia emprego, produtividade e capacidade de geração de renda. Por isso, reduzir o analfabetismo representava uma etapa importante da agenda apresentada em 2015.
Dino deixou o Palácio dos Leões em 2022 para seguir outros projetos políticos. Posteriormente, elegeu-se senador pelo Maranhão. Depois, integrou o governo Lula como ministro da Justiça e Segurança Pública antes de assumir uma cadeira no STF.
Por outro lado, os indicadores atuais permitem comparar os compromissos públicos daquele período com a realidade encontrada anos depois. Essa comparação coloca novamente sua passagem pelo governo estadual sob escrutínio. E o analfabetismo permanece como um dos pontos mais sensíveis.
Economia do Maranhão também aparece entre promessas de Dino
Dino também prometeu promover ações para geração de renda e desenvolvimento de arranjos produtivos. O objetivo envolvia melhorar as condições econômicas da população maranhense. No entanto, os dados municipais mostram enormes dificuldades nessa área.
De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citadas pela reportagem, oito das dez cidades brasileiras com menor PIB per capita ficam no Maranhão. O dado mostra a dimensão dos desafios econômicos que permanecem no Estado. Além disso, reforça o contraste com as promessas feitas no começo do governo Dino.
O PIB per capita ajuda a dimensionar a produção econômica em relação ao tamanho da população. Portanto, a concentração de municípios maranhenses entre os menores resultados nacionais merece atenção. O cenário também evidencia dificuldades na geração de riqueza em diversas regiões do Estado.
Geração de renda estava entre compromissos de Flávio Dino
A promessa de ampliar a geração de renda integrava a estratégia apresentada pelo ex-governador para melhorar os indicadores sociais. Dino falava também no fortalecimento dos chamados arranjos produtivos. Entretanto, a presença de oito municípios maranhenses entre os dez menores PIBs per capita do país expõe a dimensão do problema atual.
Em contraste com o discurso apresentado na posse, o Maranhão continua enfrentando dificuldades graves em desenvolvimento humano, alfabetização e geração de riqueza. Esses três indicadores atingem diretamente a qualidade de vida. Consequentemente, também pesam na avaliação do legado deixado por uma administração estadual.
Os números não significam que todos os indicadores dependam exclusivamente de uma única gestão. Ainda assim, permitem comparar metas anunciadas pelo próprio governante com resultados posteriores. Nesse sentido, as promessas públicas de Dino oferecem uma referência concreta para analisar sua passagem pelo Palácio dos Leões.
Flávio Dino deixou governo, mas mantém influência no Maranhão
A atuação de Flávio Dino no Maranhão não terminou quando ele deixou o governo estadual. Segundo a Revista Oeste, o atual ministro do STF continua exercendo influência na política local. Essa atuação inclui questões relacionadas ao seu sucessor no Palácio dos Leões e às indicações para o Tribunal de Contas do Estado.
Dino construiu grande parte de sua trajetória política no Maranhão. Ele foi deputado federal e depois comandou o governo estadual por dois mandatos. Em 2022, conquistou uma cadeira no Senado.
Posteriormente, Dino deixou o mandato de senador para assumir o Ministério da Justiça no terceiro governo Lula. Depois, Lula indicou Dino para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Hoje, ele integra a mais alta Corte do país.
Passagem pelo governo volta ao debate político
A trajetória nacional de Dino não apaga as cobranças relacionadas aos resultados de sua administração estadual. Pelo contrário, sua posição atual no STF aumenta a atenção sobre sua vida pública. Além do mais, o desempenho do Maranhão oferece números concretos para avaliar antigas promessas.
O Estado aparece na última posição do IDHM citado pela reportagem. Também registra taxa de analfabetismo de 10,9%. Por outro lado, oito das dez cidades brasileiras com menor PIB per capita estão em território maranhense, segundo os dados mencionados.
Em conclusão, as promessas de Flávio Dino no Maranhão contrastam com indicadores que continuam colocando o Estado entre os piores desempenhos do Brasil em áreas importantes. O ex-governador prometeu avanços em desenvolvimento humano, alfabetização e geração de renda. Anos depois, esses temas continuam no centro dos principais desafios enfrentados pelos maranhenses.