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Milton Leite segue foragido e polícia apreende quase R$ 800 mil com ex-assessor

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A investigação sobre PCC no transporte público ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, 18. A Polícia Civil encontrou uma grande quantia em dinheiro na casa de um ex-assessor ligado ao ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que segue foragido.

Segundo a Revista Oeste, os agentes apreenderam R$ 287 mil e US$ 89 mil em espécie no imóvel localizado em Sorocaba, interior de São Paulo. Pela cotação atual, a publicação calcula que o total se aproxima de R$ 800 mil.

Além disso, os policiais procuravam Milton Leite no endereço, mas não o encontraram. O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo completou cerca de 24 horas na condição de foragido depois da Operação Vectura Corrupta.

PCC no transporte público: polícia procura Milton Leite

A Operação Vectura Corrupta investiga a suspeita de infiltração do PCC no transporte público de São Paulo. Ministério Público e Polícia Civil apuram possíveis esquemas envolvendo lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e controle de linhas de ônibus.

Milton Leite está entre os principais alvos da investigação. A Justiça decretou a prisão temporária do ex-vereador, que não havia sido localizado até a manhã desta sexta-feira.

No entanto, Leite rejeita as acusações. Ele afirmou que não possui relação com integrantes do Primeiro Comando da Capital e disse que pretende colaborar com a Justiça.

O ex-vereador também declarou que estava cumprindo agenda no interior paulista. Além disso, afirmou que se apresentaria às autoridades por não ter “nada a esconder”.

Polícia encontra reais e dólares na casa de ex-assessor

A nova diligência ocorreu em Sorocaba enquanto a polícia buscava Milton Leite. No imóvel de um ex-assessor, os investigadores localizaram centenas de milhares de reais e uma grande quantidade de dólares.

A Revista Oeste informou a apreensão de R$ 287 mil e US$ 89 mil. Entretanto, outras coberturas publicadas nesta sexta-feira informaram R$ 280 mil em moeda brasileira e US$ 89 mil, totalizando aproximadamente R$ 740 mil.

Essa diferença decorre dos valores em reais divulgados pelas fontes e da conversão do dólar utilizada em cada cálculo. Em ambos os casos, a apreensão envolve uma quantia expressiva em dinheiro vivo.

Por outro lado, a presença do dinheiro no imóvel não demonstra, isoladamente, origem criminosa. A investigação deverá esclarecer a procedência dos recursos e eventual relação deles com os fatos apurados.

PCC no transporte público é alvo da Operação Vectura Corrupta

A investigação sobre PCC no transporte público mira empresas e pessoas ligadas ao sistema de ônibus. Segundo as autoridades, o objetivo é identificar possíveis conexões entre integrantes da facção e companhias do setor.

As investigações também alcançaram pessoas que ocuparam cargos importantes na estrutura do transporte paulistano. Entre elas está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, preso durante a operação.

A polícia também prendeu Júlio Salvador Filho, diretor da A2 Transportes. Além disso, investigadores apuram a atuação da empresa dentro do conjunto de suspeitas levantadas pela força-tarefa.

A direção da A2 rejeitou qualquer envolvimento com práticas criminosas ou utilização de recursos ilícitos. A defesa de Levi também contestou a prisão e destacou o histórico profissional do ex-dirigente da SPTrans.

Prefeitura reage à investigação sobre PCC no transporte público

A dimensão da investigação provocou uma reação da Prefeitura de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou a criação de um grupo especial para avaliar uma possível intervenção na A2 Transportes.

A força-tarefa reúne integrantes da Procuradoria-Geral, Controladoria-Geral, SPTrans e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. O grupo deve analisar contratos, relações empresariais e possíveis irregularidades envolvendo a companhia.

Além disso, a prefeitura anunciou uma auditoria rigorosa sobre os contratos e eventuais vínculos da empresa mencionada na investigação. A administração municipal afirma que o transporte público continua operando normalmente.

O governo municipal também lembrou das intervenções realizadas na Transwolff e na UPBus em 2024. Portanto, a prefeitura acompanha os novos desdobramentos para decidir quais medidas administrativas poderá adotar.

Milton Leite nega ligação com o PCC

Milton Leite divulgou um áudio depois da operação e negou categoricamente qualquer vínculo com o PCC no transporte público. O ex-vereador também contestou a ideia de que estivesse fugindo deliberadamente das autoridades.

Segundo Leite, ele não conhece integrantes do PCC e pretende colaborar com a investigação. Entretanto, a polícia não o encontrou durante as diligências realizadas até a manhã desta sexta-feira.

A investigação sustenta que existem indícios de participação de Leite em decisões estratégicas envolvendo o setor de transporte e apura sua relação com a Transwolff. O político e a empresa negam essas acusações.

Em conclusão, a Operação Vectura Corrupta amplia uma investigação que alcança empresários, antigos dirigentes públicos e figuras políticas de São Paulo. Agora, as autoridades também terão de esclarecer a origem da elevada quantia em dinheiro encontrada no imóvel do ex-assessor e localizar Milton Leite.


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