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Heróis sem capa! Veja quem são os servidores que vazaram os dados de ministros do STF!
Os dados de ministros do STF viraram motivo de mais um “inquérito em modo turbo” em Brasília. No entanto, desta vez o alvo não é um meme, um tweet ou um cidadão comum. A Polícia Federal foi atrás de servidores públicos suspeitos de acessar sistemas da Receita e vazar informações sigilosas.
O que aconteceu com os dados de ministros do STF
A PF abriu uma operação para apurar o suposto vazamento de dados de ministros do STF e familiares. Além disso, a ação mirou quatro alvos ligados à Receita e ao Serpro, segundo as notas divulgadas.
Operação no Carnaval por dados de ministros do STF
A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. Portanto, a investigação avançou com diligências em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além do mais, as reportagens registraram que não houve prisões nessa fase.
Medidas cautelares após os vazamento
O ministro Alexandre de Moraes determinou quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático. Além disso, ele mandou aplicar tornozeleira eletrônica, afastamento da função pública e cancelamento de passaporte, com proibição de sair do país. Consequentemente, os investigados também precisam cumprir recolhimento domiciliar à noite e nos fins de semana e não podem sair de suas cidades.
Quem são os quatro servidores na mira
O STF divulgou os nomes dos investigados. Portanto, o caso envolve Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Além disso, todos devem prestar depoimento à PF enquanto a apuração segue.
Ricardo Mansano de Moraes e os dados de ministros do STF
Ricardo atua como auditor da Receita desde 2007. Além disso, ele integra a Eqrat, que trabalha com análise, auditoria e gestão de créditos tributários, e atua em Presidente Prudente (SP). No entanto, as reportagens registraram que ele recebeu R$ 51 mil em dezembro, conforme o Portal da Transparência, e citaram ainda perfis de políticos que ele segue nas redes.
Ruth Machado dos Santos
Ruth entrou no serviço público em 1994. Além disso, ela trabalha como técnica do Seguro Social e exerce função administrativa em unidade da Receita no Guarujá (SP), segundo a apuração. Portanto, o texto também apontou contracheque de R$ 11.664,79 em dezembro, no contexto do caso dos dados de ministros do STF.
Luciano Pery Santos Nascimento
Luciano também atua como técnico do Seguro Social. Além disso, ele está lotado na Bahia e aparece associado a uma delegacia da Receita em Salvador, conforme publicado. Consequentemente, o material citou pagamento de R$ 18.777,19 em dezembro, dentro da investigação dos dados de ministros do STF.
Luiz Antônio Martins Nunes
Luiz Antônio trabalha no Serpro, no Rio de Janeiro, e está no órgão desde 2000. Além disso, a cobertura aponta que ele estava cedido e vinculado ao contexto operacional que envolve a Receita, no caso dos dados de ministros do STF. Por outro lado, o Serpro informou que a Receita centraliza as informações oficiais sobre a operação.
Como o caso dos dados de ministros do STF começou
A Receita explicou que o STF pediu, em 12 de janeiro de 2026, uma auditoria para identificar desvios de acesso aos dados de autoridades nos últimos três anos. Além disso, a auditoria envolve dezenas de sistemas e contribuintes, e a Receita já comunicou ao relator os desvios detectados.
Segundo nota citada pela imprensa, a apuração identificou “múltiplos acessos ilícitos” e um “bloco de acessos” sem justificativa funcional. Portanto, o STF enquadrou o episódio como possível violação de sigilo funcional, com medidas cautelares pesadas.
Operação Compliance Zero e o Banco Master
As suspeitas ganharam força após o estouro da Operação Compliance Zero, ligada ao Banco Master. Além disso, reportagens conectaram a escalada do caso à divulgação de informações fiscais relacionadas a esse contexto.
Contrato de Viviane Barci e a reação no STF
O noticiário também apontou que uma possível vítima seria Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. No entanto, nem STF nem Receita detalharam oficialmente as vítimas, segundo as publicações. Além do mais, um outro alvo citado seria o filho de outro ministro.
Ainda sobre o pano de fundo, a imprensa relatou um contrato de serviços jurídicos assinado em janeiro de 2024. Consequentemente, o texto citou previsão de R$ 3,6 milhões por mês por três anos, o que poderia somar R$ 129 milhões até o início de 2027, em cenários de execução integral.
O que STF, Receita e Serpro disseram
O STF informou que os investigados vão depor e que a PF continua a investigação. Além disso, a Receita declarou que seus sistemas são rastreáveis e que qualquer desvio pode gerar punição, inclusive criminal, no caso dos dados de ministros do STF.
A Receita também afirmou que não detectou acesso a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, apesar de a auditoria ter incluído esse recorte. Portanto, o órgão tentou limitar o alcance de algumas suspeitas noticiadas.