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Caiado anuncia Aldo Rebelo como coordenador político de sua campanha presidencial

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A campanha presidencial de Caiado anunciou o ex-ministro Aldo Rebelo como coordenador político da candidatura ao Palácio do Planalto.

O anúncio ocorreu na quinta-feira, 30 de julho. Ronaldo Caiado disputa a Presidência pelo PSD e terá Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.

O convite partiu dos dois integrantes da chapa. Além disso, a definição ocorreu durante uma reunião com Heráclito Fortes, coordenador político do PSD, em São Paulo.

Campanha presidencial de Caiado reforça articulação política

Em nota, a campanha informou que a escolha busca ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

A equipe também pretende reunir nomes com experiência na elaboração de propostas para o país. Segundo o partido, a decisão representa outra etapa da estruturação da candidatura.

Portanto, Aldo Rebelo atuará na articulação política e na aproximação da chapa com lideranças, partidos e setores organizados da sociedade.

O ex-ministro já havia participado da convenção nacional do PSD. O evento oficializou Ronaldo Caiado como candidato à Presidência e Kassab como vice.

Durante a convenção, Aldo defendeu um projeto nacional direcionado ao desenvolvimento, à soberania e ao fortalecimento da capacidade de planejamento do Estado brasileiro.

Aldo Rebelo participou da convenção do PSD

A presença de Aldo na convenção já indicava sua aproximação com a campanha presidencial de Caiado.

O ex-ministro ocupou uma posição de destaque no evento, realizado no domingo, 26 de julho. Ele estava entre os poucos representantes de outras legendas presentes na cerimônia.

Além disso, sua experiência em diferentes cargos públicos pesou na escolha anunciada pelo PSD.

Aldo foi deputado federal por São Paulo e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007.

Ele também comandou a Secretaria de Coordenação Política durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Trajetória política de Aldo Rebelo

Aldo Rebelo integrou o PCdoB durante cerca de 40 anos. Ele deixou a legenda em 2017 e, posteriormente, passou por PSB, Solidariedade, PDT e MDB.

Nos governos de Dilma Rousseff, comandou os ministérios do Esporte, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa.

Ao longo dos últimos anos, no entanto, Aldo se afastou da esquerda e passou a fazer críticas ao governo Lula.

No final de 2025, ele anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Democracia Cristã, o DC.

Aldo apresentou o antipetismo como um dos eixos de sua candidatura. Entretanto, sua tentativa de concorrer ao Palácio do Planalto enfrentou dificuldades dentro do partido.

Pré-candidatura provocou disputa no DC

Em 16 de maio, o DC filiou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

Na ocasião, o partido apresentou Barbosa como novo pré-candidato à Presidência, ocupando o espaço até então destinado a Aldo.

O presidente nacional da legenda, João Caldas, afirmou que a mudança ocorreu porque Rebelo não avançava nas pesquisas eleitorais.

Aldo contestou a decisão e continuou apresentando-se como pré-candidato. Além disso, classificou Joaquim Barbosa como um “nome clandestino” na disputa interna.

Rebelo também afirmou que a mudança poderia ter relação com receios envolvendo o caso Banco Master e a família de João Caldas em Alagoas.

A declaração aumentou o conflito entre o ex-ministro e a direção nacional do Democracia Cristã.

Disputa entre Aldo Rebelo e DC chegou à Justiça

Em 22 de maio, a direção nacional do DC decidiu expulsar Aldo Rebelo da legenda por unanimidade.

João Caldas afirmou que a conduta e as declarações do ex-ministro haviam ultrapassado todos os limites.

Aldo, por outro lado, alegou que não recebeu uma notificação oficial sobre o processo de expulsão.

Após a comunicação do partido à Justiça Eleitoral, o juiz Tiago Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, oficializou o cancelamento da filiação.

A decisão considerou como data do desligamento o dia 22 de maio. Rebelo recorreu e apontou supostas irregularidades no procedimento adotado pelo partido.

Consequentemente, a disputa deixou o ambiente partidário e passou a tramitar também no Poder Judiciário.

Justiça determinou a reintegração de Aldo ao partido

Em 9 de junho, a Justiça do Distrito Federal suspendeu a expulsão de Aldo Rebelo.

A juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria, da 6ª Vara Cível de Brasília, determinou que o DC reintegrasse o ex-ministro em até 72 horas.

A decisão estabeleceu multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Segundo a magistrada, o partido não comprovou a abertura do devido processo disciplinar antes da expulsão.

Aldo declarou que as medidas adotadas pelo DC para impedir sua candidatura continham ilegalidades e irregularidades.

Naquele momento, ele ainda se apresentava como pré-candidato à Presidência. Posteriormente, passou a integrar a campanha presidencial de Caiado.

Joaquim Barbosa desistiu da candidatura

Joaquim Barbosa desistiu de disputar a Presidência mesmo depois de ocupar o lugar inicialmente reservado a Aldo Rebelo.

Após a desistência, o Democracia Cristã apresentou a advogada Clariana Barão como nova pré-candidata ao Palácio do Planalto.

O partido também discutiu a retirada de Clariana para lançar Barbosa como candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema.

Entretanto, as negociações não avançaram. Com isso, o DC manteve Clariana como seu nome para a disputa presidencial.

Aldo, por sua vez, aceitou o convite de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab para assumir uma função na coordenação da campanha.

Em conclusão, sua chegada reforça a equipe responsável pela articulação política da chapa do PSD para as eleições de 2026.

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