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Celulares de Vorcaro irão para EUA e Israel; PF busca recuperar mensagens apagadas no Caso Master

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Os celulares de Vorcaro serão enviados aos Estados Unidos e a Israel para tentar recuperar mensagens apagadas, segundo a Coluna da Raquel, do SBT News. A medida mira conversas deletadas de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e possíveis respostas recebidas pelo ex-banqueiro durante o período investigado.

A Polícia Federal quer usar novas tecnologias para acessar informações que ainda não apareceram na investigação. Portanto, o envio dos aparelhos ao exterior pode abrir uma nova fase no Caso Master, que já movimenta Brasília, o mercado financeiro e os bastidores do poder.

Além disso, investigadores consultaram agentes nos dois países sobre ferramentas capazes de recuperar dados apagados. Em outras palavras, a PF parece disposta a ir até o fim para descobrir o que ainda existe nos aparelhos de Vorcaro.

Celulares de Vorcaro viram peça-chave na investigação

Os celulares de Vorcaro ganharam importância porque a PF apreendeu nove aparelhos com o ex-banqueiro. Até pouco tempo atrás, apenas um celular havia sido desbloqueado e analisado pelos investigadores.

No entanto, a situação começou a mudar. A Polícia Federal conseguiu acessar novos aparelhos depois da quebra de senhas e passou a analisar o conteúdo extraído.

Segundo o SBT News, mais da metade dos celulares já teve material extraído. Consequentemente, o volume de dados cresceu e atrasou a entrega de relatórios sobre autoridades com foro citadas na investigação.

PF busca mensagens apagadas e respostas recebidas

O objetivo central é recuperar mensagens apagadas por Daniel Vorcaro. Além disso, a PF quer acessar eventuais respostas que ele recebeu e que também foram deletadas.

Esse ponto é decisivo. Afinal, em investigações financeiras, uma mensagem apagada pode revelar contato, ordem, negociação, pedido ou tentativa de influência.

Por outro lado, os investigadores avaliam que Vorcaro estaria limitando suas revelações. A percepção na PF é que ele aposta na dificuldade da polícia para acessar todo o material.

Celulares de Vorcaro complicam possível delação

Os celulares de Vorcaro também mexem com a negociação de delação premiada. Segundo a coluna, o avanço da PF nas investigações está complicando cada vez mais a situação do ex-banqueiro.

Vorcaro está preso preventivamente na Superintendência da PF em Brasília. Ele assinou um acordo de confidencialidade para tentar uma delação premiada.

Entretanto, delação não funciona como carta branca. O investigado precisa entregar informações úteis, comprováveis e novas. Se a PF encontrar sozinha o que ele escondeu, seu poder de negociação pode diminuir.

Caso Master pode revelar mais nomes e bastidores

A investigação do Caso Master já produziu desdobramentos importantes. O primeiro celular analisado ajudou a orientar fases seguintes da Operação Compliance Zero, segundo reportagem anterior do SBT News.

Esse material serviu para apurar pontos como monitoramento de opositores e negociação de propina envolvendo Paulo Henrique Costa, ex-chefe do BRB, conforme informou o SBT News.

Além do mais, os dados também apareceram em relatório enviado ao Supremo sobre a relação de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli, antigo relator do caso Master no STF.

Relatório ao STF foi adiado pela análise dos aparelhos

A Polícia Federal também adiou a entrega de relatório ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O documento trataria de autoridades com foro citadas nas investigações.

O prazo inicial terminou na semana anterior à reportagem. No entanto, os investigadores decidiram segurar o envio porque o material dos celulares ainda estava em análise.

Portanto, o caso ainda pode ganhar novos capítulos. Quando a perícia terminar de cruzar mensagens, arquivos e contatos, o mapa da investigação pode mudar.

Tecnologia estrangeira pode mudar o rumo do Caso Master

O envio dos aparelhos aos Estados Unidos e a Israel mostra que a PF quer superar barreiras técnicas. Em contraste com uma apuração comum, o Caso Master exige tecnologia pesada, perícia digital e paciência investigativa.

Para a direita, a pergunta principal continua simples: quem falou com quem, quem pediu o quê e quem se beneficiou nos bastidores?

Em conclusão, os celulares de Vorcaro podem virar a chave do Caso Master. Se a PF recuperar mensagens apagadas, a investigação pode avançar sobre novos nomes, fortalecer provas e reduzir o espaço de manobra de quem aposta no esquecimento digital.

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