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Delação de Daniel Vorcaro pode mirar os Três Poderes após reaproximação com Mendonça

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A delação de Daniel Vorcaro voltou ao radar político depois de uma nova movimentação nos bastidores do caso Master. Segundo a CNN Brasil, o advogado Sergio Leonardo iniciou uma reaproximação com André Mendonça, ministro do STF e relator do caso.

A mudança ocorre depois da saída do advogado José Oliveira Lima, conhecido como Juca. A CNN informou que o desgaste na relação com Mendonça teria pesado para essa troca na defesa.

Delação de Daniel Vorcaro entra em nova fase no caso Master

A delação de Daniel Vorcaro pode ganhar novo rumo depois da chegada de Sergio Leonardo à linha de frente da defesa. Ele já teve pelo menos uma reunião com André Mendonça desde a saída de Juca, que deixou o caso na sexta-feira, 22 de maio.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, Sergio Leonardo causou boa impressão no ministro. Além disso, Mendonça teria visto no advogado alguém “sério” para conduzir as conversas.

No entanto, o ministro também teria feito um recado sobre limites profissionais. Ele reconheceu o papel do advogado na defesa do cliente, mas ressaltou que existe uma ética a seguir.

Reaproximação com Mendonça era prioridade para Vorcaro

A reconstrução da ponte com André Mendonça virou uma prioridade para Daniel Vorcaro. Portanto, esse foi o principal pedido do banqueiro à equipe que permaneceu com ele nesta nova etapa das negociações.

A CNN informou que cinco advogados terão acesso a Vorcaro nesta fase. Consequentemente, a defesa tenta reorganizar sua estratégia em um momento sensível do caso Master.

Por outro lado, a reaproximação com o relator do caso no STF mostra como esse assunto ultrapassou a esfera bancária. Agora, a discussão também envolve política, Judiciário e personagens poderosos de Brasília.

Delação de Daniel Vorcaro teria ficado abaixo do esperado pela PF

A delação de Daniel Vorcaro já teve um primeiro rascunho apresentado. Porém, esse material acabou rejeitado pela Polícia Federal.

A avaliação dos investigadores, segundo a CNN, foi dura. O conteúdo teria ficado aquém do que a PF encontrou, por exemplo, nos celulares do banqueiro.

Além do mais, Vorcaro teria relatado à sua equipe interesse em ampliar o escopo da colaboração premiada. Isso significa que a nova fase pode trazer informações mais pesadas e mais abrangentes.

Aliados falam em estratégia para poupar ministros do STF

Aliados de Daniel Vorcaro disseram à CNN que a primeira delação refletiu uma estratégia do advogado anterior. Segundo esses relatos, a ideia seria entregar apenas parte das autoridades e poupar, por exemplo, ministros do Supremo Tribunal Federal.

Em contraste com uma colaboração ampla, esse modelo teria servido mais como peça de defesa. A própria reportagem afirma que a delação parecia menos voltada a reconhecer supostos crimes e explicar como eles ocorreram.

O ponto mais delicado está justamente aí. A delação poderia avançar sobre pessoas nos Três Poderes, caso Vorcaro decida abrir mais informações sobre quem participou, como participou e onde cada peça se encaixa.

Caso Master pode expor bastidores de Brasília

A delação de Daniel Vorcaro tem potencial para mexer com muito mais do que o mercado financeiro. Quando uma investigação encosta em banqueiro, STF, Polícia Federal e autoridades, o cheiro de bastidor poderoso aparece rapidamente.

No entanto, ainda é preciso separar fato de especulação. Até aqui, a CNN relata movimentações da defesa, avaliação da PF e relatos de aliados sobre a estratégia anterior.

Entretanto, uma coisa já ficou clara: a defesa tenta reconstruir pontes e melhorar o conteúdo da colaboração. E, quando isso acontece em Brasília, geralmente tem gente grande olhando com preocupação.

Em conclusão, a nova fase da delação de Daniel Vorcaro pode transformar o caso Master em uma bomba política. A pergunta agora é simples: a colaboração vai chegar até onde a PF espera ou ficará limitada à proteção do próprio banqueiro?

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