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Guerra na Ucrânia se intensifica: veja o que esperar dos efeitos para a economia

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A guerra entre Rússia e Ucrânia se intensificou nas últimas semanas, com novos ataques aéreos, explosões e acusações de crimes de guerra dos dois lados. O aumento da tensão reflete diretamente em temores por parte do mercado, que age com cautela em razão de dependências energéticas da Europa com os russos, de investidas mais intensas contra países do Ocidente e por conta das ameaças nucleares.

Um dos pontos que os países têm focado recentemente é a destruição da infraestrutura do inimigo. A ponte que liga a Crimeia à Rússia foi destruída no início do mês, o que levou a retaliações por parte de Moscou. A Rússia também destruiu 30% das usinas de energia e água da Ucrânia, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Mas foi o repentino rompimento dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, as maiores rotas para o gás russo para a Europa, que preocuparam o Ocidente.

Uma investigação preliminar de danos indicou que as danificações ocorreram por conta de “explosões poderosas”, mas o Kremlin nega ter sido o autor dos vazamentos e disse que as investigações foram montadas com a intenção de culpar falsamente a Rússia. Seja como for, fato é que os europeus vão enfrentar um inverno em meio às retaliações russas de corte de energia.

“Os impactos no mercado internacional vão acontecer com a distância da mesa de negociações. Isso porque conforme o inverno europeu se aproxima, o preço da energia não vai ter nenhuma atenuação. Os países conseguiram gás suficiente para manter as casas iluminadas e aquecidas, mas não é possível abastecer a indústria na conjuntura atual”, destacou.

Petróleo
O petróleo deve acabar impactado pelos conflitos entre a Rússia e os países do Ocidente, segundo os especialistas. Isso porque os russos estão entre os três maiores produtores de petróleo do mundo, somente atrás de Estados Unidos e Arábia Saudita. Com isso, o país do leste europeu tem um grande poder de barganha à medida que a commodity sobe.

Mercados globais despencam
Os mercados despencaram logo após a Rússia invadir a Ucrânia e iniciar o conflito, em 24 de fevereiro deste ano. De lá para cá, as principais bolsas de valores do mundo registram variações negativas, algumas delas com recuos em mais de 10% no período.

“A situação preocupa bastante com esse acirramento, e os mercados acabam sendo impactados por isso. Temos perspectiva de crescimento menor, portanto menos lucro por parte das empresas e então o preço das ações acaba diminuindo”, explicou.

Mesmo com o cenário adverso, o Ibovespa encontrou espaço para recuperação, apoiado nas perspectivas positivas para as commodities. O principal índice da bolsa de valores brasileira teve alta de 4,20% no período, o único com variação positiva ao comparar com os índices americanos, asiáticos e da União Europeia.

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