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Messias ao STF: Alckmin joga balde de água fria e diz que nova indicação é “pouco provável”

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A possível volta de Messias ao STF sofreu um banho de realidade dentro do próprio governo Lula. Nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, Geraldo Alckmin afirmou que considera “pouco provável” uma nova indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

O vice-presidente falou sobre o assunto em entrevista à GloboNews. No entanto, disse que ainda não conversou com Lula sobre uma eventual reapresentação do nome do atual advogado-geral da União.

Além disso, Alckmin lamentou a derrota de Messias no Senado. Ele elogiou o aliado do governo e disse que o STF segue com 10 ministros, quando deveria ter 11.

Messias ao STF vira problema político para Lula

A fala de Alckmin mostra que a derrota de Messias ao STF ainda pesa no Palácio do Planalto. Afinal, Lula apostou em um nome de confiança e saiu derrotado no Senado.

Segundo o Poder360, Alckmin afirmou que Lula deve deliberar sobre outros nomes para enviar à Corte, e não necessariamente insistir no chefe da AGU. Portanto, o governo já começa a sinalizar uma possível mudança de rota.

O vice-presidente também negou que a derrota tenha ocorrido por falha direta do governo. Para ele, alguns senadores tomaram decisões por fatores “às vezes pessoais”.

Alckmin nega falha de articulação do governo

Alckmin tentou blindar o governo da culpa pela derrota. Ele disse que o Planalto trabalhou e procurou apoio para aprovar Messias.

Além disso, citou que, na véspera da votação, almoçou com Rodrigo Pacheco, João Campos e o próprio Jorge Messias. A ideia era mostrar que houve articulação política.

No entanto, o resultado final conta outra história. Quando um governo não consegue aprovar seu indicado para o STF, a conta política sempre chega.

Senado rejeitou Messias ao STF por 42 votos a 34

A indicação de Messias ao STF caiu no Senado com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Houve ainda uma abstenção, e 79 dos 81 senadores participaram da sessão.

Para aprovar o nome, o governo precisava de pelo menos 41 votos favoráveis. Entretanto, ficou longe do mínimo necessário e sofreu uma derrota rara.

Segundo o Poder360, o Senado não rejeitava uma indicação presidencial ao STF havia 132 anos. A última vez ocorreu em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

Derrota histórica expõe fragilidade do Planalto

Esse dado histórico não é detalhe pequeno. Ele mostra que a base de Lula falhou em uma votação simbólica e estratégica.

Por outro lado, Alckmin preferiu tratar o episódio com tom de normalidade. Ele afirmou que é preciso respeitar o resultado e seguir adiante.

Entretanto, a derrota não some porque o governo quer virar a página. Ela revelou resistência no Senado e colocou Lula diante de uma escolha difícil.

Alckmin fala em “troca-troca” após rejeição de Messias

Questionado sobre um possível acordo para barrar Messias, Alckmin desconversou. Ele disse que não tem como provar “acordinho” ou “acordão”.

Mesmo assim, o vice-presidente apontou fatos que chamaram sua atenção. Ele citou a rejeição do indicado, a votação da dosimetria e o arquivamento da CPI do Master.

Consequentemente, o próprio Alckmin deixou no ar uma leitura política. Para quem acompanha Brasília, coincidência demais costuma parecer cálculo demais.

Governo tenta evitar nova derrota no Senado

A hipótese de insistir em Messias ao STF pode parecer teimosia política. Porém, dentro do governo, o custo de uma segunda derrota seria ainda maior.

Além do mais, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, disse ao Poder360 que Lula deve enviar um novo nome ao Senado antes das eleições deste ano. Isso indica pressa para resolver a vaga aberta no Supremo.

No entanto, o futuro de Messias ainda segue indefinido. Ele cogitou deixar o governo depois da derrota e colocou o cargo à disposição de Lula.

Messias ao STF mostra limite do poder de Lula

A derrota de Messias ao STF escancarou um limite claro para Lula. O presidente ainda tem força política, mas não controla completamente o Senado.

Em contraste com o discurso de força do governo, a votação mostrou um Congresso disposto a impor derrotas. E, para a direita, esse recado importa muito.

Em conclusão, Alckmin apenas verbalizou o que Brasília já percebeu. Reindicar Messias ao STF pode virar nova humilhação política para Lula, e o Planalto sabe disso.

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