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Morre aos 90 anos Ethevaldo Siqueira, pai do jornalismo de tecnologia no Brasil

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O pai do jornalismo de tecnologia no Brasil está offline. Aos 90 anos, morreu na noite deste domingo, 16, o jornalista Ethevaldo Siqueira, pioneiro da cobertura tecnológica no País. Ele estava internado em São Paulo, no hospital Oswaldo Cruz, para o tratamento de leucemia.

Deixa esposa, dois filhos, cinco netos e uma bisneta. O velório será nesta segunda, 17, às 14h no Velório Samaritano (Rua Flávio Uchôa 998, Campos Elísios) e o enterro será no Cemitério da Bom Pastor às 16h (Avenida das Lágrimas, SN), ambos em Ribeirão Preto (SP).

Entre 1967 e 2012, o paulista de Monte Alto (SP) esteve nas páginas e site do Estadão, onde ocupou os cargos de repórter, editor, repórter especial, colunista e blogueiro.

Com o olhar voltado sempre para o futuro, Ethevaldo descreveu o desenvolvimento de diversas tecnologias no Brasil e no mundo. Em 15 de fevereiro de 1993, mais de dois anos antes da estreia da internet comercial no Brasil, ele escreveu no Estadão: “O mundo assiste a uma nova revolução no mundo da informática e da telecomunicações: a revolução das redes de voz e de dados. Ela é o resultado da crescente capacidade de comunicação dos computadores”. Era sinal de que o mundo digital alteraria para sempre a humanidade.

Com o crescimento da importância do tema no dia a dia, o trabalho de Ethevaldo pavimentou o caminho para a existência de editorias e veículos especializados – um legado que o Link, a editoria de tecnologia do Estadão, carrega ainda hoje.

“Dar conta do nível de pioneirismo do Ethevaldo é difícil — ele já era um repórter interessado na cobertura de tecnologia na década de 1960. Ninguém na imprensa brasileira via a área como algo que precisava ser coberto de forma sistemática. O Ethevaldo via. Quando o ‘jornalismo de informática’ começou a surgir, nos anos 1980, Ethevaldo já era um veterano de duas décadas”, diz o jornalista e colunista do Estadão, Pedro Doria.

Como todo jornalista de tecnologia descobre durante a carreira, Ethevaldo precisou manter um pé também no presente. Em boa parte de sua carreira, entre as décadas de 1970 e 1990, ele se dedicou à cobertura do avanço das telecomunicações, incluindo os aspectos políticos do tema, como políticas de inclusão, regulação do setor, disputas comerciais, monopólio e privatização.

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