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Ditadura

Papa reforça preocupação com a perseguição aos católicos na ditadura de Ortega na Nicarágua e Estados Unidos intervém

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Durante a tradicional benção do Angelus de Ano Novo, ocorrida na última segunda-feira (1º), o Papa Francisco expressou sua preocupação com a situação dos membros da Igreja Católica na Nicarágua. O governo do presidente Daniel Ortega protagonizou uma repressão que resultou na detenção de clérigos, na expulsão de missionários, na restrição de celebrações religiosas e no fechamento de estações de rádio católicas.

Em outras ocasiões o Papa definiu o regime de Ortega como uma ‘ditadura grosseira’ e que se funda no ódio a fé cristã.

Francisco compartilhou suas inquietações com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, afirmando: “Estou acompanhando com preocupação o que está acontecendo na Nicarágua, onde bispos e padres foram privados de sua liberdade.” Ele expressou sua proximidade na oração com eles, suas famílias e toda a Igreja do país, fazendo um apelo a todos os católicos para “rezarem insistentemente” na busca por “um caminho de diálogo para superar as dificuldades”.

Francisco concluiu suas palavras pedindo orações pela Nicarágua e reforçando a importância de encontrar “um caminho de diálogo para superar as dificuldades”.

EUA

Os Estados Unidos instam o presidente Daniel Ortega a libertar o bispo Rolando Álvarez, que completa 500 dias de detenção na Nicarágua, em meio a uma operação contra padres católicos, conforme informado pelo Departamento de Estado americano nesta terça-feira (2).

Álvarez, de 57 anos, foi condenado em 10 de fevereiro a 26 anos de prisão por traição à pátria, disseminação de notícias falsas e desacato, entre outras acusações. Esta sentença ocorreu um dia após sua recusa em se juntar a 222 opositores presos expulsos do país e ir para os Estados Unidos.

Em um comunicado, Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado, acusa Ortega e sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, de terem “prendido injustamente o bispo Rolando Álvarez por 500 dias”.

Miller acrescenta que durante esse período, as autoridades nicaraguenses mantiveram o monsenhor Álvarez isolado, impediram uma avaliação independente das condições de sua prisão e divulgaram vídeos e fotografias encenados que aumentam a preocupação com seu bem-estar.

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