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Rumble contra Moraes: Fachin libera AGU e cita soberania do Brasil

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O caso Rumble contra Moraes ganhou um novo capítulo no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Corte, Edson Fachin, deu aval para a AGU atuar em ações movidas nos Estados Unidos pela plataforma Rumble e pela Trump Media contra Alexandre de Moraes.

Rumble contra Moraes vira disputa sobre soberania nacional

Fachin afirmou que o caso ultrapassa a figura individual de Alexandre de Moraes.

Segundo ele, estão em jogo a independência do Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito e a soberania nacional.

No entanto, para quem acompanha os abusos cometidos em nome do “combate à desinformação”, a discussão não pode parar nessa embalagem bonita.

A pergunta central continua de pé.

Até onde um ministro brasileiro pode mandar calar, bloquear ou restringir contas hospedadas em plataformas estrangeiras?

Além disso, o caso mostra como decisões tomadas no Brasil começaram a produzir efeitos fora do país.

Consequentemente, empresas americanas decidiram levar a briga para a Justiça dos Estados Unidos.

AGU entra no caso Rumble contra Moraes nos EUA

A Advocacia-Geral da União pretende pedir ingresso nos processos que tramitam na Justiça Federal dos Estados Unidos.

As ações foram apresentadas pela Rumble e pela Trump Media & Technology Group.

A AGU diz que atuará em nome da República Federativa do Brasil.

O argumento do órgão passa pela defesa institucional do Estado brasileiro, pela imunidade de jurisdição e pela proteção de atos praticados pelo Judiciário nacional.

Entretanto, a leitura política é inevitável.

A máquina do Estado brasileiro agora entra em uma disputa internacional que envolve uma reclamação direta contra decisões de Moraes.

Por outro lado, Fachin trata o caso como defesa do Brasil, não apenas de um ministro.

Empresas acusam Moraes de censura e violação à liberdade de expressão

A Rumble e a Trump Media entraram com ação nos EUA em 2025.

Elas pedem a nulidade de ordens de restrição e bloqueio emitidas por Alexandre de Moraes.

Segundo as empresas, as determinações configuram censura e atacam o direito à liberdade de expressão.

A disputa envolve ordens contra a Rumble, uma plataforma de vídeos parecida com o YouTube.

A rede já apareceu em decisões do STF sobre remoção de conteúdo.

No entanto, a empresa não cumpriu determinações de Moraes, pois não tinha representante legal no Brasil.

Conta de Allan dos Santos aparece no centro da briga

Segundo as empresas autoras da ação, Moraes violou a legislação americana ao ordenar à Rumble a suspensão da conta do blogueiro Allan dos Santos.

Esse ponto aumenta a tensão política.

Allan dos Santos vive nos Estados Unidos e virou um dos alvos mais conhecidos das decisões de Moraes.

Além disso, a Trump Media afirma que também foi prejudicada.

O motivo seria a relação entre a Rumble e a Truth Social, rede social ligada ao presidente americano Donald Trump.

Por exemplo, advogados da Trump Media dizem que a Rumble fornece serviços necessários para a manutenção da Truth Social.

Portanto, uma ordem contra a Rumble poderia atingir interesses da Trump Media.

Fachin defende Moraes e fala em atos do Judiciário

Na resposta enviada à AGU, Fachin afirmou que as decisões questionadas foram tomadas por Moraes no exercício da função jurisdicional.

Ele também disse que esses atos foram referendados pelo órgão colegiado competente do STF.

Em contraste, as empresas americanas tratam as ordens como censura ilegal.

Esse choque explica por que o caso ganhou tanta força.

De um lado, o STF fala em soberania brasileira.

Do outro, Rumble e Trump Media falam em liberdade de expressão e limites do poder judicial.

Rumble contra Moraes expõe crise maior entre poder e liberdade

O caso Rumble contra Moraes não é apenas uma disputa processual.

Ele mostra uma crise maior envolvendo STF, redes sociais, liberdade de expressão e alcance internacional de decisões brasileiras.

A direita enxerga nesse episódio mais um exemplo da concentração de poder nas mãos de ministros não eleitos.

Além do mais, a entrada da AGU reforça a percepção de que o governo brasileiro está disposto a transformar uma controvérsia sobre censura em bandeira de soberania nacional.

Em conclusão, a briga agora ultrapassou Brasília.

Ela chegou aos tribunais americanos e pode colocar sob análise internacional o modelo brasileiro de controle das redes sociais.

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