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Suspensão de Pollon por 2 meses vira novo atrito na Câmara e deputado fala em perseguição

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A suspensão de Pollon por dois meses, recomendada pelo Conselho de Ética da Câmara, abriu uma nova crise entre a oposição e o comando da Casa. O deputado federal Marcos Pollon, do PL, afirmou que sofre perseguição após o colegiado aprovar parecer contra ele por 13 votos a 4.

A recomendação nasceu da ocupação da Mesa Diretora do plenário da Câmara, em agosto de 2025. Portanto, o episódio voltou ao centro da briga política justamente em meio ao debate sobre anistia e punições contra parlamentares da direita.

Além disso, Pollon também virou alvo de representação por causa de um discurso feito em cima de um caminhão durante ato pró-anistia em Campo Grande. No entanto, para o deputado, o objetivo seria calar quem não se dobra ao sistema político de Brasília.

Suspensão de Pollon foi aprovada por 13 votos a 4

A suspensão de Pollon avançou no Conselho de Ética durante sessão realizada na terça-feira, 5 de maio. O placar foi de 13 votos favoráveis à punição e 4 contrários.

Na prática, o colegiado recomendou que o parlamentar fique dois meses sem mandato. Entretanto, a punição ainda não representa decisão final da Câmara.

Pollon poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ. Caso o recurso caia, a representação seguirá ao plenário, que dará a palavra final sobre o caso.

Pollon diz que não vai se render

Após a decisão, Pollon afirmou que o objetivo da punição seria impedir quem não se rende. Ele disse que está sendo julgado por se levantar em favor de pessoas que, segundo ele, já não têm voz.

Além disso, o deputado declarou que não terá medo. A fala transforma a suspensão de Pollon em uma bandeira política contra o que a oposição vê como perseguição institucional.

Por outro lado, o Conselho de Ética trata o episódio como quebra de decoro parlamentar. Essa diferença mostra a guerra de versões dentro da própria Câmara.

Ocupação da Mesa Diretora cobrou pauta da anistia

Pollon, Zé Trovão, do PL de Santa Catarina, e Marcel van Hattem, do Novo do Rio Grande do Sul, participaram da ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025. A mobilização pressionava o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, a pautar a anistia.

Consequentemente, o protesto virou caso disciplinar. Para a Mesa Diretora, os parlamentares ultrapassaram o limite da atuação política.

Em contraste, a oposição enxerga o ato como reação legítima diante da resistência em votar uma pauta apoiada por parte expressiva do eleitorado conservador. Afinal, se o Parlamento não debate temas sensíveis, a pressão política cresce.

Suspensão de Pollon também envolve ato em Campo Grande

A suspensão de Pollon não se limita à ocupação da Mesa. Segundo o Midiamax, o deputado também respondeu a representação por discursar em cima de um caminhão durante ato pró-anistia em Campo Grande.

Esse detalhe dá peso regional ao caso. Pollon tem base em Mato Grosso do Sul e costuma atuar em pautas caras à direita, como anistia, liberdade política e reação ao que chama de perseguição.

No entanto, seus adversários tentam enquadrar essas ações como quebra de decoro. Portanto, o caso combina disputa regimental, pressão política e narrativa eleitoral.

Van Hattem e Zé Trovão também estão na mira

O parecer do relator Moses Rodrigues, do União Brasil do Ceará, também recomendou suspensão de Marcel van Hattem e Zé Trovão. O Conselho de Ética deve votar os casos separadamente.

Além do mais, os três parlamentares integram uma ala combativa da oposição. Por isso, qualquer punição contra eles deve gerar reação forte nas redes sociais e no plenário.

Para a direita, o sinal é claro. Quando deputados que cobram anistia recebem suspensão, o eleitor conservador tende a enxergar tentativa de intimidação política.

Câmara terá que decidir se pune ou recua

A decisão final ainda depende das próximas etapas. Pollon pode recorrer à CCJ e, depois, o plenário da Câmara poderá analisar a representação.

Entretanto, o desgaste já está instalado. A suspensão de Pollon virou mais um capítulo da tensão entre oposição, Conselho de Ética e comando da Câmara.

Em conclusão, o caso mostra uma Câmara cada vez mais dividida. De um lado, a maioria tenta punir parlamentares por atos considerados irregulares. Do outro, a direita denuncia perseguição contra quem pressiona pela anistia e não aceita baixar a cabeça.

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