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Um editorial sobre um Frankenstein Jurídico

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Na última quarta-feira, 15 de Junho, as redes sociais foram tomadas pelo espanto por conta do editorial de ‘’O Globo’’. O espanto da direita refletia a concepção que a linha editorial que até pouco tempo tecia loas ao STF, tinha um acesso de razão e sinceridade. Para a esquerda, o editorial refletia uma ruptura com sua narrativa em voga do STF contra o bolsonarismo que tanto odeiam.

Mas o fato é que ‘’O Globo’’, parte da catedral para usar o termo do teórico político Curtis Yarvin, isto é, o ideário esquerdista organizado pela grande mídia, universidades e o funcionalismo público, já sente os perigos do leviatã que é nossa Suprema Corte, o monstro jurídico alimentado por essa mesma mídia que agora nota aquilo que era muito óbvio para aqueles do lado direito do espectro político.

É necessário refletir que se o STF persegue a direita hoje, em algum momento será a vez de perseguir a esquerda, pois desígnios de um burocrata sedento por poder cresce sempre e para todos os lados. Sua ideologia é somente o poder pelo poder.

Em parte é um arroubo de razão a reflexão do editorial de que ‘’a Corte, que deveria manter-se equidistante e alheia às paixões, parece a cada dia mais contaminada pelo noticiário, como se devesse prestar contas à opinião pública, não à lei ou à Constituição’’, essa demagogia demotista, isto é, não a observância da lei como concreta e objetiva, mas a atuação demagógica supostamente em nome do povo e que tende a relativizar leis, cria insegurança jurídica, ser tomada pelo ativismo judicial e falsas crenças sobre os outros poderes e, suas atuações é não apenas o afastamento de suas atribuições, mas uma poluição de suas decisões.

Algumas dessas decisões citadas pelo ‘’O Globo’’, como o caso do Ministro Barroso que estipulou 5 dias para o Presidente Jair Messias Bolsonaro tomar decisões e que atuasse diretamente por suas atribuições na busca do jornalista e indigenista desaparecido na floresta amazônica, como se tal decisão alterasse a realidade da busca ou encontro dos desaparecidos.

Daí se reflete que o pior problema da Corte seja a ideia de que suas vontades possam alterar não somente a realidade, mas a natureza dos agentes humanos, o que coloca em perigo qualquer ato que não esteja ao gosto de algum ministro e ou que conflite com suas crenças.

Em um país com leis mutáveis a cada canetada ou vontade de um togado, qualquer coisa pode vir a ser crime e qualquer um criminoso. Isso inclui de Daniel Silveira até o Globo, pois a sanha autoritária não tem lado, exceto o seu próprio. O STF é a criatura que atormentará a esquerda e mídia, como o monstro de Victor Frankenstein, o atormentou até sua morte.

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