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VALORIZAÇÃO DO REAL PASSA A SER UMA REALIDADE

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A moeda brasileira, o Real que andava meio em baixa, é hoje uma das moedas que mais se valoriza no mercado. Cambialmente a moeda Brasileira foi que mais aumentou seu valor em janeiro e o mesmo vem se seguindo em fevereiro. Em janeiro o índice Bovespa bateu quase 7% na B3 (Bolsa de Valores Oficial do País) ao passo que o real se desvalorizou em aproximadamente 5% em relação a nossa moeda.

O economista Marcel Pereira explicou a equipe do Revista Brasil sobre essa alta do real de forma repentina. ”Não chamaria de valorização do real, pelo menos não ainda. Ano passado, batemos R$ 4,80 no câmbio, mas atualmente estamos em R$5,25.”

Quando perguntado sobre qual a razão desta alta Marcel nos explicou que, ”Subimos as taxas de juros [Banco Central] em um ritmo muito forte e os juros podem ser entendidos como ‘o preço do dinheiro ao longo do tempo’. Essa não é a definição técnica, mas serve como parâmetro. Nosso dinheiro encareceu, por isso houve essa desvalorização do dólar perante o real. Acontece, porém, que os EUA já se posicionam para elevar os juros por lá e isso pode valorizar o dólar frente o real.”

Marcel falou sobre quais seria os parametros para manter a moeda em alta. Para ele nossa principal dificuldade é conseguir aplicar uma política-economica que conseguisse parar a depreciação da moeda. Disse ele que o passo agora para susntentar nossa alta é, ”menos intervencionismo governamental, menos ‘QE’, isto é, menos “estímulos”, mais produtividade, mais competitividade”. Segundo ele, isso é um passo dificil no pós-pandemia, o que é uma dificuldade que afeta não só o Brasil.

Ainda perguntado sobre o atual papel do Governo Federal, nos respondeu ele que ”o governo atual vem conduzindo como pode a politica monetaria e fiscal [do país], mas são resultados vagoros que só aparecem agora”.

Apesar do desemprego ter estado em alta antes da pandemia, o cenário é animador com aumento da oferta de emprego, pois o aumento que havia estado em alta em 2020 parece amortecer, dado que só em 2021 houve geração de 3 milhões de novos empregos, o que reflete no aumento da produtividade.

Como a economia brasileira já estava fragilizada antes da pandemia, quando ela veio, o FMI chegou a projetar PIB de – 9% para o Brasil em 2020. Entretanto, a queda ficou em – 4,1%, largamente melhor que o esperado pela organização. Para título de comparação, o resultado de algumas das principais economias do mundo como o Japão foi de -4,8%, Canadá foi -5,1%, Alemanha teve um PIB de -5,3%, França atingiu -8,3%, Itália terminou o pós-pandemia com-8,8% e o Reino Unido bateu recorde de queda do PIB com -9,9%.

Somente China e EUA tiveram maior capacidade de absorção de impacto, desempenhando, respectivamente, PIB de 2,3% e – 3,5% em 2020. Isso mostra a enorme resiliência da economia brasileira perante crises.

Outro fator que explica a alta do real é o controle da inflação pelo governo, pois normalmente, a desvalorização da moeda é consequência da inflação, essa entendida como expansão da base monetária sem lastro. Com a expansão da base monetária sem lastro, os preços tendem a subir. O câmbio é um preço como qualquer outro, portanto ele sofre os efeitos da inflação também, ou seja, outras moedas ficam mais caras de se adquirir. O Banco Central o diminuiu a base da inflação com o aumento dos juros, o que fez valorizar o Real na disputa cambial com outras moedas.

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