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Virginia Fonseca investigada pela PF: Coaf mira WePink, Talismã Digital e movimentações milionárias

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Virginia Fonseca investigada pela PF virou um dos assuntos mais comentados desta terça-feira, 2 de junho. Segundo reportagem da revista piauí, citada pela Revista Oeste, a influenciadora entrou na mira da Polícia Federal após alertas do Coaf sobre movimentações financeiras ligadas a empresas associadas ao seu nome.

Virginia Fonseca investigada pela PF após relatórios do Coaf

A investigação envolve movimentações financeiras, contratos publicitários e empresas ligadas à influenciadora.

Segundo a Oeste, a PF teria colocado Virginia na mira depois da convocação dela para depor na CPI das Bets.

No entanto, a CPI terminou sem aprovar o pedido de indiciamento de 16 pessoas, incluindo a influenciadora.

Agora, a apuração busca entender a legalidade das operações financeiras.

Além disso, os investigadores analisam a origem dos recursos movimentados.

A reportagem da piauí afirma que a investigação também verifica eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.

É importante deixar claro: investigação não significa condenação.

Por outro lado, quando aparecem valores milionários, empresas, Pix, Coaf e CPI das Bets na mesma história, o caso naturalmente ganha peso nacional.

Talismã Digital recebeu milhões via Pix e TED

Um dos pontos centrais do caso Virginia Fonseca investigada pela PF envolve a Talismã Digital.

A empresa de mídias digitais era mantida por Virginia e pelo ex-marido, o cantor Zé Felipe.

Conforme a reportagem, a Talismã recebeu cerca de R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024.

Desse total, R$ 21,4 milhões teriam entrado via Pix.

Outro R$ 1 milhão teria entrado por TED.

Além do mais, a AMP Pay Marketing e Negócios aparece como principal depositante.

A empresa teria transferido R$ 17,7 milhões em cinco remessas via Pix.

No entanto, um detalhe chamou atenção: a AMP Pay estaria registrada no Simples Nacional.

Esse regime atende empresas de menor porte, com limite de faturamento anual.

Portanto, o volume movimentado levantou dúvidas nos relatórios financeiros citados pela imprensa.

WePink e Wpink Suplementos também aparecem na apuração

A marca WePink também entrou no radar.

Segundo a Oeste, informações sobre a Wpink Suplementos Nutricionais e a WePink Cosméticos aparecem na investigação.

No caso da Wpink Suplementos, um relatório encaminhado ao Coaf apontou R$ 43,6 milhões em créditos.

Os débitos chegaram a R$ 43,5 milhões entre janeiro e março de 2025.

Consequentemente, o volume teria sido considerado incompatível com o faturamento informado pela empresa.

Já a WePink Cosméticos aparece por meio da Savi Cosméticos S.A., razão social da marca.

O Coaf registrou 190 operações consideradas suspeitas.

Essas operações somaram cerca de R$ 500 mil entre novembro de 2023 e maio de 2024.

Segundo a apuração, os depósitos ocorreram em caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias.

Origem da WePink e antiga sociedade citada pela revista

A reportagem também trata da origem da WePink.

Segundo a piauí, a empresa surgiu a partir da Pink Lash, rede de estética criada por Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile.

A antiga sociedade teria contado com Karen de Moura Tanaka Mori.

Ela ficou conhecida como “Japa do PCC” e é viúva de Wagner Ferreira da Silva, apontado como integrante do PCC.

Além disso, a reportagem afirma que Mori declarou ter investido recursos na criação da empresa em 2017.

A Oeste também informa que Virginia participou de eventos da marca antes da criação da WePink.

Esse ponto aumenta a repercussão pública.

No entanto, a investigação ainda precisa separar suspeita, contexto societário e eventual responsabilidade individual.

Defesa nega irregularidades e cita notas fiscais

A defesa de Virginia negou irregularidades.

Segundo reportagem do Hugo Gloss, os advogados afirmaram que as operações da AMP Pay para a Talismã Digital se referem a cachês por campanhas publicitárias contratadas.

Eles também disseram que as operações foram declaradas aos órgãos fiscais competentes.

Além disso, citaram emissão de notas fiscais.

Sobre a Wpink, a defesa afirmou que a empresa usa antecipação de recebíveis de cartão de crédito.

Esse tipo de prática, segundo os advogados, é lícito e comum no mercado.

Em relação aos depósitos em espécie, a explicação foi outra.

A defesa disse que os valores vinham de vendas diárias em quiosques próprios da empresa.

Esses quiosques ficavam em shoppings de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Caso expõe o mundo das bets, influenciadores e dinheiro fácil

O caso Virginia Fonseca investigada pela PF toca em uma ferida grande do Brasil atual.

As bets cresceram, os influenciadores enriqueceram e milhões de brasileiros foram bombardeados por promessas de dinheiro rápido.

Enquanto isso, o cidadão comum trabalha, paga imposto e vê cifras milionárias circulando em estruturas difíceis de entender.

Por outro lado, qualquer investigação precisa respeitar o devido processo legal.

Ninguém deve ser condenado por manchete.

Entretanto, o público tem direito de saber quando relatórios do Coaf, PF e empresas milionárias entram na mesma história.

Em conclusão, a apuração sobre Virginia Fonseca ainda está em andamento.

Mas o caso já mostra como o mercado de influência, publicidade digital, bets e grandes marcas precisa de mais transparência.

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