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Lula fica fora da Agrishow e abre espaço para oposição no agronegócio

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A Agrishow 2026 começou em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, sem a presença do presidente Lula. Segundo a Coluna do Estadão, o petista deve encerrar seu terceiro mandato sem comparecer à maior feira agropecuária do país, mesmo em ano eleitoral e diante de um setor decisivo para a economia brasileira.

Agrishow 2026 vira vitrine para a oposição

A feira teve abertura protocolar no domingo, 26 de abril. No entanto, a visitação oficial ao público ocorre de 27 de abril a 1º de maio, das 8h às 18h.

Além disso, a Agrishow reúne empresas, produtores, autoridades e lideranças políticas. O evento funciona como vitrine de tecnologia, negócios e influência no campo.

A ausência de Lula, portanto, não passa despercebida. Afinal, o agronegócio segue como um dos setores mais fortes do Brasil e mantém relação difícil com o governo petista.

Segundo o Estadão, mesmo enviando representantes, Lula amplia o terreno da oposição no setor. Em contraste, nomes ligados à direita confirmaram presença no evento.

Oposição ocupa espaço na Agrishow 2026

O senador Flávio Bolsonaro, do PL, confirmou presença na feira. Além dele, os ex-governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Romeu Zema, de Minas Gerais, também entraram na agenda do evento.

Flávio Bolsonaro marcou presença na segunda-feira, 27, quando a feira abriu ao público geral. Ele apareceu ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

Por outro lado, Zema e Caiado devem usar os corredores da Agrishow para reforçar críticas ao governo Lula. A feira, consequentemente, deixou de ser apenas um espaço de negócios e virou palco da sucessão presidencial.

Agronegócio segue mais próximo da direita

A Coluna do Estadão afirma que a Agrishow virou um termômetro político nos últimos anos. Com Jair Bolsonaro inelegível, o setor, historicamente alinhado ao ex-presidente, virou um “espólio político” em disputa.

Essa leitura explica a movimentação dos possíveis presidenciáveis. Eles sabem que o agro representa votos, capilaridade, dinheiro, produção e forte influência regional.

Entretanto, o governo Lula parece preferir distância física do evento. E essa distância tem custo político.

Governo Lula envia Alckmin e ministro da Agricultura

O governo federal escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura, André de Paula, para representar Lula na Agrishow. A Secom informou ao Estadão/Broadcast que não havia previsão de ida do presidente ao evento.

Além disso, o governo tentou fazer acenos ao setor. Segundo a Gazeta do Povo, Alckmin anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para modernização de máquinas e implementos agrícolas.

O vice-presidente também falou em juros mais baixos para financiamento de tecnologia no campo. Além do mais, afirmou que o governo prepara um programa de renegociação de dívidas rurais.

No entanto, aceno financeiro não apaga desgaste político. O produtor rural quer crédito, mas também quer segurança jurídica, previsibilidade e respeito.

Crise entre Lula e Agrishow vem desde 2023

A relação entre o governo Lula e a Agrishow entrou em crise logo no primeiro ano do terceiro mandato. Em 2023, houve o episódio do suposto “desconvite” ao então ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Naquele momento, a tensão cresceu tanto que o governo chegou a questionar patrocínios ligados ao evento. Desde então, a presença do Planalto na feira passou a carregar forte simbolismo político.

Portanto, a ausência de Lula em 2026 não parece um simples detalhe de agenda. Ela confirma um problema maior: o governo fala em diálogo com o agro, mas evita encarar um público que, em grande parte, rejeita o PT.

Agrishow expõe distância entre Lula e o campo

A Agrishow 2026 mostra uma realidade difícil para o governo. O agro continua sendo um dos motores do Brasil, mas Lula não conseguiu transformar discurso em proximidade política.

Em conclusão, a ausência do presidente abre espaço para a oposição ocupar o palco. Enquanto o governo manda representantes e anuncia crédito, a direita aparece, conversa com produtores e reforça sua ligação com o campo.

Para quem vive da produção rural, a mensagem parece clara. O agro quer menos discurso ideológico e mais respeito por quem trabalha, investe, exporta e sustenta boa parte da economia brasileira.

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