Eleições
PL aciona PGR contra PT por vídeo que mira Flávio Bolsonaro
O Banco Master entrou de vez na disputa política entre PL e PT. Nesta segunda-feira, 27 de abril, o deputado federal Ubiratan Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul, pediu que a Procuradoria-Geral da República investigue o PT por causa de um vídeo contra Flávio Bolsonaro.
O material tenta associar o senador do PL do Rio de Janeiro ao caso envolvendo o Banco Master. Além disso, o vídeo usa a expressão “bolsomaster” para atacar Flávio, que aparece como pré-candidato à Presidência da República.
No entanto, a assessoria do senador reagiu e chamou as declarações de “mentirosas e absurdas”. Portanto, a briga saiu das redes sociais e chegou ao campo jurídico.
Banco Master vira munição política em vídeo do PT
O caso do Banco Master ganhou novo capítulo depois que o PT exibiu o vídeo durante o 8º Congresso Nacional do partido, em Brasília. Depois disso, perfis bolsonaristas e petistas passaram a compartilhar o material nas redes.
No vídeo, o narrador acusa Flávio Bolsonaro de ligação com “rachadinhas”, lavagem de dinheiro, milicianos e o chamado “esquema bolsomaster”. Entretanto, o PL afirma que o conteúdo trata acusações graves como se elas já tivessem comprovação.
Além disso, Sanderson diz que o vídeo usa frases de forte impacto emocional para atingir a imagem do senador. Por outro lado, o PT tenta colar o caso do banco no campo bolsonarista.
PGR recebe pedido para apurar vídeo contra Flávio
Ubiratan Sanderson pediu que a PGR identifique quem produziu e quem divulgou o vídeo sobre o Banco Master. O deputado também quer que as autoridades avaliem se o material violou regras eleitorais.
Segundo Sanderson, nenhuma investigação formal liga Flávio Bolsonaro ao caso do banco até agora. Além do mais, a assessoria do senador afirma que ele não aparece formalmente citado nas investigações.
No entanto, o vídeo apresenta a associação como se ela já estivesse consolidada. Portanto, o PL acusa o PT de tentar transformar narrativa política em condenação pública.
PL fala em possível desinformação eleitoral
O pedido enviado à PGR também cita possível desinformação eleitoral. Consequentemente, o caso pode avançar para outras instâncias caso as autoridades encontrem irregularidades.
Sanderson pediu medidas urgentes para frear a circulação do conteúdo, caso a PGR veja ilegalidade. Além disso, ele argumenta que vídeos políticos se espalham rápido e podem causar danos difíceis de corrigir.
Por exemplo, uma acusação sem investigação formal pode virar “verdade” para parte do público quando recebe repetição em massa. Em contraste, o direito de defesa costuma caminhar mais devagar do que a máquina de propaganda.
PT cita doações e tenta ligar Banco Master ao bolsonarismo
O PT também usa o vídeo para citar relações políticas ligadas ao Banco Master. A peça afirma que Daniel Vorcaro recebeu autorização para operar o banco em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro.
Além disso, o material diz que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e sócio do Master, doou R$ 5 milhões para campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas. Tarcísio governa São Paulo e também aparece como nome forte do campo da direita.
No entanto, o ponto central da reação do PL está na tentativa de ligar Flávio Bolsonaro diretamente ao caso. O partido afirma que o vídeo ultrapassa a crítica política e entra no terreno da acusação sem prova formal.
Mansão de Flávio Bolsonaro aparece no ataque
O vídeo também cita uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília. Segundo o material do PT, Flávio Bolsonaro teria recebido o imóvel como parte do suposto esquema.
Entretanto, a assessoria do senador nega a acusação e classifica a fala como absurda. Portanto, o PL quer que a PGR investigue se o PT produziu propaganda enganosa contra um adversário político.
Além do mais, o vídeo ainda afirma que “o governador que tentou acobertar essas fraudes” teria ajudado a comprar a mansão. A frase aumenta o tom do ataque e amplia a disputa para além de Flávio.
Banco Master expõe guerra política antes de 2026
O caso do Banco Master mostra que a eleição de 2026 já começou na prática. PT e PL disputam cada narrativa como se cada vídeo fosse uma peça de campanha.
Por outro lado, acusação política não substitui investigação. Uma coisa é cobrar explicações públicas; outra bem diferente é ligar um adversário a crimes sem base formal conhecida.
Em conclusão, o pedido do PL coloca o PT sob pressão na PGR. Agora, as autoridades precisam avaliar se o vídeo ficou no campo da propaganda agressiva ou se passou dos limites legais ao tentar associar Flávio Bolsonaro ao caso do Banco Master.