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Crime organizado movimenta bilhões e invade economia formal, alerta Alfredo Gaspar

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O crime organizado no Brasil deixou de atuar somente no tráfico de drogas e no controle armado de territórios. Segundo Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, as facções passaram a movimentar bilhões por meio de empresas, operadores financeiros e esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro.

Gaspar afirma que organizações criminosas aprenderam a ocupar espaços da economia formal e a utilizar tecnologia para ampliar suas operações. Para o parlamentar, essa transformação expõe uma das principais fragilidades do Estado brasileiro no combate às facções.

Além disso, Gaspar sustenta que o crescimento dessas organizações ocorreu enquanto o poder público deixava espaços vazios. O alerta coloca segurança pública e combate ao crime organizado entre os temas centrais defendidos pela chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.

Crime organizado no Brasil já vai muito além do tráfico de drogas

Durante entrevista à Revista Oeste, Alfredo Gaspar resumiu a mudança ocorrida nas últimas décadas. Para ele, o crime organizado no Brasil já não pode ser entendido apenas pela presença de traficantes nas comunidades.

As facções contam hoje com empresas, operadores financeiros, tecnologia e mecanismos sofisticados para lavar dinheiro. Portanto, combater apenas os criminosos que atuam diretamente nas ruas não seria suficiente para desmontar essas estruturas.

Gaspar argumenta que o Estado precisa enfrentar também quem movimenta, administra e esconde o dinheiro das organizações. A estratégia busca atingir justamente o patrimônio que sustenta o poder econômico das facções.

Fronteiras, presídios e leis são apontados como problemas

Na avaliação do candidato a vice-presidente, não existe apenas uma falha responsável pelo crescimento do crime organizado no Brasil.

O problema começa nas fronteiras usadas para transportar drogas e armas. Também passa pelo sistema penitenciário, onde chefes de facções conseguiram comandar organizações mesmo enquanto estavam presos.

Além disso, Gaspar defende uma legislação penal mais rigorosa. Para ele, todos esses fatores estão ligados e precisam receber respostas simultâneas do Estado.

Crime organizado exige combate ao dinheiro das facções

Gaspar considera especialmente preocupante a capacidade das organizações criminosas de lavar bilhões de reais e inserir esses recursos na economia formal.

Consequentemente, o combate precisa atingir empresas, patrimônio, operadores financeiros e estruturas usadas para esconder a origem do dinheiro. O objetivo seria enfraquecer financeiramente as organizações, além de enfrentar sua atuação territorial.

O candidato a vice de Flávio Bolsonaro defende uma ofensiva ampla contra as facções. Segundo ele, o Estado precisa recuperar sua capacidade de ser mais forte do que as organizações criminosas.

Combate ao crime organizado exige ação em várias frentes

A proposta apresentada por Gaspar envolve uma reação coordenada do poder público. Fronteiras, presídios, legislação, inteligência financeira e lavagem de dinheiro aparecem entre os pontos que precisam receber atenção.

Por outro lado, o discurso também mostra uma mudança importante na forma de encarar a segurança pública. Hoje, uma organização criminosa pode combinar domínio territorial com negócios aparentemente legais e sofisticados mecanismos financeiros.

Portanto, atacar somente a ponta visível do esquema pode deixar intacta a estrutura que financia suas operações. Gaspar defende justamente que o Estado alcance o núcleo econômico dessas organizações.

Alfredo Gaspar também promete reforçar proteção do INSS

A entrevista também abordou outra área de destaque na atuação recente de Alfredo Gaspar: as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

Gaspar atuou como relator da CPMI do INSS e apresentou um relatório com quase 5 mil páginas. O documento reuniu mais de 200 pedidos de indiciamentos e investigações, mas o parecer acabou rejeitado depois de uma articulação da base governista no Congresso.

Além disso, o deputado afirma que um eventual governo de Flávio Bolsonaro pretende reforçar mecanismos tecnológicos e de inteligência para impedir descontos sem autorização verdadeira dos beneficiários.

Segurança pública e tecnologia também chegam à proteção dos aposentados

Questionado sobre qual seria a primeira medida para impedir novas fraudes, Gaspar defendeu fechar o acesso indevido aos recursos dos aposentados.

O deputado considera inadmissível que terceiros consigam retirar dinheiro de uma aposentadoria sem autorização segura e comprovada. Além do mais, ele cobra responsabilização de quem permitiu o funcionamento dos esquemas investigados.

Gaspar argumenta que uma fraude de grandes proporções não acontece sem falhas graves nos mecanismos de controle. Por isso, promete tratar a proteção do dinheiro dos aposentados como prioridade.

Para o parlamentar, quem trabalhou durante toda a vida precisa encontrar segurança no sistema previdenciário. Quem desviar esses recursos, segundo sua proposta, deverá responder pelos atos praticados.

Bolsa Família será mantido em eventual governo Flávio Bolsonaro

Outro ponto abordado por Gaspar envolve o futuro do Bolsa Família. Segundo o candidato a vice, a chapa de Flávio Bolsonaro não pretende acabar com o programa social.

O benefício continuará protegendo famílias em situação de vulnerabilidade. Entretanto, a proposta prevê combinar essa assistência com medidas destinadas a gerar emprego, qualificação profissional, renda e independência financeira.

Gaspar chama essa estratégia de “proteção à autonomia”. A ideia consiste em preservar a rede social enquanto o governo oferece condições para que as famílias possam deixar gradualmente a dependência do benefício.

Crime organizado, emprego e autonomia entram no debate eleitoral

Segundo Gaspar, a intenção não consiste simplesmente em reduzir estatisticamente o número de beneficiários do Bolsa Família.

O objetivo anunciado pela chapa seria diminuir a quantidade de brasileiros que precisam do benefício porque conquistaram trabalho e renda própria. Portanto, o programa permaneceria, mas teria uma estratégia mais clara de saída da pobreza.

Ao mesmo tempo, o crime organizado no Brasil aparece como outro eixo importante da plataforma defendida pelo candidato a vice. Gaspar relaciona o avanço das facções à necessidade de fortalecer instituições, inteligência e capacidade de reação estatal.

Em conclusão, o parlamentar apresenta uma agenda que combina segurança pública, combate financeiro às facções, proteção dos aposentados e manutenção de programas sociais vinculados à geração de renda.

Para Gaspar, enfrentar organizações criminosas modernas exige reconhecer que o problema deixou há muito tempo de estar restrito à chamada “boca de fumo”. As facções entraram na economia formal, movimentam grandes volumes financeiros e exigem uma resposta igualmente sofisticada do Estado.


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