Brasil
Segurança pública: após encontro com ministro de Bukele, Flávio diz que ‘basta coragem’ para enfrentar facções
A segurança pública no Brasil entrou novamente no centro da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Depois de se reunir com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, o senador afirmou que o país precisa de “coragem” política para enfrentar as facções criminosas.
Flávio pretende incorporar ao seu programa medidas inspiradas na experiência do governo de Nayib Bukele contra o crime organizado. Para o presidenciável, o Brasil possui recursos suficientes para recuperar territórios dominados por organizações criminosas, desde que o governo federal assuma a liderança desse enfrentamento.
Além disso, o candidato apresentou propostas que incluem um Ministério da Segurança Pública, 500 mil novas vagas em presídios e cinco penitenciárias federais de segurança máxima. O plano também prevê endurecimento de penas e maior integração entre forças de segurança.
Segurança pública no Brasil: Flávio cita exemplo de Bukele
A reunião com Villatoro aconteceu em São Paulo e colocou a experiência de El Salvador no centro das discussões sobre segurança pública no Brasil.
Segundo Flávio, muitas pessoas acreditam que acabar com o domínio das facções brasileiras seria impossível. Entretanto, o ministro salvadorenho afirmou ao candidato que seu país demonstrou ser possível enfrentar organizações criminosas com uma política de Estado determinada.
Flávio destacou que El Salvador possui território pequeno e enfrenta limitações econômicas. Em contraste, o Brasil tem dimensões continentais, riquezas e uma estrutura pública muito maior.
Para o senador, portanto, falta principalmente decisão política para enfrentar as facções. Ele afirmou que, caso seja eleito, terá coragem para assumir essa missão.
Encontro reúne Flávio, Alfredo Gaspar, Moro, Derrite e André do Prado
O encontro com Gustavo Villatoro também reuniu outros nomes importantes da direita e da campanha eleitoral de 2026.
Participaram Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, e Sergio Moro, candidato do PL ao governo do Paraná. Também estiveram presentes os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP).
Além disso, a conversa reforçou propostas que Flávio já havia colocado no eixo de segurança pública no Brasil de seu programa presidencial.
Segurança pública teria ministério exclusivo no governo Flávio
Uma das principais propostas consiste em separar a área de segurança do Ministério da Justiça. Flávio pretende criar um Ministério da Segurança Pública dedicado exclusivamente ao setor.
A nova pasta faria a coordenação nacional com forças estaduais e municipais. Além do mais, o candidato promete oferecer apoio financeiro, organização e compartilhamento de inteligência.
Flávio também afirmou que pretende exercer uma Presidência com forte relação com os municípios. Consequentemente, guardas e polícias municipais entrariam em uma estratégia mais ampla de integração entre diferentes esferas do poder público.
Segurança pública: plano prevê 500 mil novas vagas em presídios
O sistema penitenciário ocupa uma posição central no projeto apresentado pelo presidenciável.
Flávio Bolsonaro promete criar 500 mil novas vagas no sistema prisional brasileiro. Além disso, o plano estabelece a construção de cinco presídios federais de segurança máxima inspirados no modelo adotado por El Salvador.
O candidato também quer ampliar o tempo de permanência dos condenados na prisão. Para Flávio, a legislação brasileira permite que criminosos retornem rapidamente às ruas.
Como exemplo, o senador defendeu pena mínima de oito anos de prisão para quem roubar celulares. Portanto, seu projeto combina expansão do sistema prisional com endurecimento da legislação penal.
Flávio quer transformar presídios e endurecer penas
O presidenciável também critica a forma como parte dos presídios brasileiros funciona atualmente.
Segundo Flávio, as unidades precisam deixar de servir como ambientes de fortalecimento das organizações criminosas. Ele defende que condenados permaneçam presos por mais tempo e cumpram efetivamente as penas impostas.
Além do mais, o senador acredita que punições mais duras podem aumentar o efeito de dissuasão contra novos crimes. Essa visão aparece como um dos pilares da proposta de segurança pública no Brasil apresentada pela campanha.
PCC e Comando Vermelho podem ser classificados como narcoterroristas
Outro ponto de grande impacto envolve PCC e Comando Vermelho. O plano de Flávio Bolsonaro propõe classificar as duas facções como organizações narcoterroristas.
A proposta também prevê intensificar o combate às estruturas financeiras usadas pelo crime organizado. Portanto, o enfrentamento não ficaria limitado aos criminosos armados que controlam comunidades e territórios.
A estratégia pretende atingir financiamento, logística e patrimônio das organizações. Além disso, forças federais, estaduais e municipais atuariam conjuntamente em operações para recuperar regiões dominadas pelas facções.
Segurança pública inclui retomada de territórios
A integração das forças policiais aparece como outro elemento central do programa.
O projeto prevê operações coordenadas para retomar territórios onde organizações criminosas exercem controle. Nesse modelo, o governo federal teria papel direto na articulação com Estados e municípios.
Consequentemente, a proposta busca evitar ações isoladas entre diferentes órgãos de segurança. Inteligência, informações operacionais e recursos circulariam de maneira integrada entre as autoridades envolvidas.
Para Flávio, combater o crime organizado exige atacar simultaneamente território, dinheiro, comando e capacidade operacional das facções.
Flávio já visitou megaprídio de Bukele em El Salvador
A aproximação de Flávio com o modelo salvadorenho não começou agora. Em 2025, o senador visitou El Salvador para conhecer de perto as políticas implementadas durante o governo Bukele.
Na ocasião, Flávio esteve no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot). O presídio de segurança máxima tornou-se internacionalmente conhecido como um dos principais símbolos da política de combate às gangues do país.
Entretanto, o programa brasileiro apresentado pelo candidato não se limita à construção de novas penitenciárias. O pacote reúne mudanças penais, tecnologia, controle de fronteiras e integração policial.
Segurança pública terá câmeras e reconhecimento facial
Entre as medidas previstas está a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O programa também pretende estabelecer regras mais duras para adolescentes a partir dos 14 anos envolvidos em crimes graves.
Na área tecnológica, Flávio propõe ampliar o uso de reconhecimento facial. Além disso, seu programa prevê instalar mais de 1 milhão de câmeras de monitoramento.
O projeto ainda contempla a criação de um sistema nacional de fronteiras. A medida busca reforçar o controle das regiões utilizadas por organizações criminosas para transportar drogas, armas e outros produtos ilegais.
Em conclusão, Flávio Bolsonaro coloca a segurança pública no Brasil entre os principais pilares de sua campanha presidencial. A reunião com o ministro de Bukele reforça a intenção de aproveitar experiências internacionais no desenvolvimento desse projeto.
O eleitor terá, portanto, uma proposta claramente voltada ao endurecimento penal, expansão do sistema prisional e combate direto às facções. Para Flávio, recursos e instrumentos existem; o elemento decisivo seria a disposição política de enfrentar o crime organizado.