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Impeachment de Moraes: oposição amplia ofensiva e exige demissão do diretor-geral da PF

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A pressão pelo impeachment de Moraes ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (1º). A oposição no Senado anunciou uma ofensiva que também mira o comando da Polícia Federal.

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o grupo cobrará do presidente Lula a demissão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Além disso, os parlamentares pretendem adotar novas medidas depois das revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Impeachment de Moraes entra novamente na pauta da oposição

A reação ocorreu depois da divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro e de informações sobre a relação entre o ex-banqueiro e Moraes.

Entre os elementos citados pela reportagem estão diálogos mantidos às vésperas da prisão de Vorcaro e informações relacionadas ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

Portanto, Marinho anunciou que a oposição apresentará um novo pedido de impeachment de Moraes e defenderá a apuração formal das suspeitas.

Rogério Marinho fala em 53º pedido de impeachment

Segundo Marinho, esse seria o 53º pedido de impeachment apresentado contra Alexandre de Moraes.

O senador afirmou que, na avaliação da oposição, o ministro teria ultrapassado limites da legislação em sua atuação.

No entanto, o ponto central defendido pelo parlamentar é que as informações reveladas sejam efetivamente investigadas pelas autoridades competentes.

Oposição também quer demissão do diretor-geral da Polícia Federal

A ofensiva não ficará limitada ao impeachment de Moraes. Marinho informou que pretende enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a demissão de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

O diretor-geral aparece entre as autoridades mencionadas nas informações divulgadas a partir das investigações relacionadas ao caso Master.

Além disso, Marinho anunciou uma notícia-crime contra Moraes e Andrei Rodrigues, ampliando o alcance político e jurídico da reação da oposição.

Notícia-crime também envolve contexto relacionado à PGR

Segundo Marinho, a petição deverá seguir para o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.

A escolha ocorre porque as suspeitas levantadas no caso também fazem referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Consequentemente, a oposição tenta levar as revelações para diferentes frentes institucionais, pressionando PF, PGR, STF, Senado e o próprio governo Lula.

Impeachment de Moraes aumenta pressão sobre Davi Alcolumbre

Outro alvo da mobilização é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Cabe ao presidente da Casa decidir sobre o andamento dos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Entretanto, Rogério Marinho criticou justamente a concentração desse poder nas mãos de uma única autoridade do Senado.

Oposição quer mudar regra sobre impeachment de ministros do STF

Marinho defendeu uma alteração no Regimento Interno do Senado para mudar a forma como esses pedidos são analisados.

Na proposta defendida pelo senador, a decisão poderia passar pelo colegiado ou, pelo menos, pela Mesa Diretora da Casa.

Além do mais, o líder oposicionista argumentou que o Senado precisa assumir de maneira mais efetiva sua função institucional diante de pedidos envolvendo integrantes do STF.

Outros senadores reforçam pressão pelo impeachment de Moraes

A movimentação de Rogério Marinho ocorreu no mesmo dia em que outros nomes elevaram a pressão política sobre Alexandre de Moraes.

O senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou um pedido de impeachment e também um requerimento para que Moraes compareça ao plenário do Senado.

Por outro lado, a cobrança também ganhou força entre integrantes do PL, aumentando a pressão para que Alcolumbre tome uma decisão sobre os pedidos.

Flávio Bolsonaro cobra abertura imediata do processo

O senador Flávio Bolsonaro também cobrou uma reação do presidente do Senado.

Em discurso na tribuna, Flávio exigiu a abertura imediata do processo e acusou a Casa de omissão diante das novas revelações.

Em conclusão, o impeachment de Moraes volta ao centro da disputa política em Brasília enquanto a oposição amplia sua estratégia para alcançar também a direção da Polícia Federal e outras autoridades citadas no caso.

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