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Evangelho de mil anos revela DNA de vírus antigo e surpreende cientistas com descoberta histórica
Uma descoberta científica surpreendente revelou que um Evangelho de mil anos preservou DNA de um vírus antigo em suas páginas. Pesquisadores da University College Dublin (UCD), na Irlanda, encontraram vestígios genéticos da varíola ovina nos pergaminhos de um manuscrito religioso medieval conhecido como Evangelhos de York.
O material possui aproximadamente mil anos e guarda informações que vão muito além dos textos religiosos. Além disso, os cientistas descobriram que o DNA encontrado pode ajudar a compreender a evolução de doenças que afetaram animais durante milhares de anos.
O estudo ganhou destaque na revista científica Science Advances e a universidade anunciou os resultados no início de setembro de 2026.
A descoberta também chama a atenção pela capacidade de conservação dos antigos pergaminhos. Afinal, um documento produzido por escribas cristãos há cerca de dez séculos acabou preservando informações biológicas que os pesquisadores conseguem analisar com tecnologias modernas.
Portal Norte Diário
DNA de vírus antigo é encontrado em Evangelho de mil anos
Os cientistas identificaram o DNA de um vírus antigo nas páginas dos Evangelhos de York, um manuscrito religioso produzido na Inglaterra.
O material genético pertence ao vírus da varíola ovina, uma doença altamente contagiosa que afeta principalmente ovelhas e outros animais suscetíveis.
Entretanto, a varíola ovina não é conhecida por infectar seres humanos. Portanto, a descoberta não representa uma evidência de transmissão dessa doença para pessoas que manusearam o manuscrito.
Os pesquisadores encontraram o material genético em pergaminhos feitos de pele de bezerro e de cabra.
Além disso, a presença do vírus nesses materiais sugere que ocorreu contaminação entre espécies ou durante a fabricação artesanal das páginas.
Na Idade Média, artesãos utilizavam peles de animais para produzir pergaminhos destinados à escrita de textos religiosos, documentos e registros históricos.
Consequentemente, esses materiais também podiam conservar vestígios biológicos presentes no ambiente em que os animais viviam ou onde os pergaminhos eram preparados.
Evangelhos de York foram escritos por cristãos há cerca de mil anos
Os Evangelhos de York surgiram no final do século 10, na cidade de Canterbury, na Inglaterra.
Escribas anglo-saxões produziram o manuscrito religioso, que posteriormente chegou à Catedral de York.
Desde então, a instituição preserva o documento, considerado um importante testemunho da história religiosa e cultural inglesa.
Além disso, o manuscrito demonstra como os materiais utilizados pelos antigos cristãos podem revelar informações que ultrapassam o conteúdo escrito.
O pergaminho conservou vestígios de um vírus que circulava entre animais há muitos séculos.
Por outro lado, os pesquisadores não afirmam que o manuscrito contenha vírus ativos ou capazes de provocar novas infecções.
A descoberta envolve fragmentos de DNA antigo, que funcionam como registros genéticos de organismos existentes no passado.
Pesquisa científica revela que vírus antigo circulava há pelo menos 3.700 anos
A investigação não ficou restrita aos Evangelhos de York.
Os cientistas também analisaram DNA presente em dentes de ovelhas que viveram durante a Idade do Bronze.
Ao comparar os materiais, a equipe encontrou evidências de que o vírus da varíola ovina já circulava entre rebanhos há pelo menos 3.700 anos.
Além disso, os resultados permitiram investigar mudanças genéticas que ocorreram durante milhares de anos de evolução.
A pesquisa mostra como materiais arqueológicos podem contribuir para compreender a origem e a disseminação de doenças infecciosas.
Portanto, objetos históricos e restos de animais podem funcionar como arquivos biológicos naturais.
Dentes de animais preservaram DNA de vírus antigo durante milênios
Segundo a University College Dublin, os dentes apresentam condições favoráveis à conservação de vestígios genéticos.
Essas estruturas podem proteger fragmentos de DNA durante períodos extremamente longos.
Além disso, os pesquisadores observaram que os dentes podem conservar evidências de infecções antigas de maneira mais eficiente do que outros materiais ósseos.
Consequentemente, a análise desses vestígios permite reconstruir parte da história de doenças que atingiram populações animais.
A universidade descreveu os Evangelhos de York como uma espécie de cápsula do tempo biológica.
A expressão destaca a capacidade do manuscrito de preservar informações invisíveis aos olhos humanos durante aproximadamente mil anos.
Vírus antigo encontrado em Evangelho pode ajudar no combate a doenças
A descoberta possui importância que ultrapassa o campo da arqueologia.
A varíola ovina continua representando uma ameaça para a pecuária em diferentes regiões do mundo.
A doença pode se espalhar rapidamente entre rebanhos e provocar perdas significativas para os produtores rurais.
Além disso, animais jovens apresentam maior vulnerabilidade às complicações provocadas pela infecção.
Os surtos podem comprometer a produção de carne, leite e lã, gerando prejuízos econômicos.
Na época da divulgação do estudo, a Grécia enfrentava um surto da doença com impactos relevantes para o setor agropecuário.
Portanto, compreender a evolução do vírus pode ajudar pesquisadores e autoridades sanitárias a desenvolver estratégias de prevenção e controle.
Cientistas identificam estabilidade genética do vírus ao longo dos séculos
Louis L’Hôte, doutorando da University College Dublin e principal autor do estudo, destacou a importância dos resultados.
Segundo o pesquisador, os pergaminhos antigos podem preservar material genético de agentes infecciosos durante centenas de anos.
Além disso, a análise revelou uma característica importante do vírus da varíola ovina.
Seu genoma apresentou relativa estabilidade ao longo dos últimos milênios, diferentemente do comportamento observado no vírus da varíola humana.
Essa informação ajuda os cientistas a compreender a evolução genética do agente infeccioso.
Entretanto, a estabilidade do genoma não significa que a doença deixou de representar perigo para os animais.
Os pesquisadores consideram que o conhecimento sobre a história genética do vírus pode contribuir para o desenvolvimento de medidas sanitárias mais eficientes.
Evangelho de mil anos pode abrir caminho para novas descobertas científicas
A identificação de DNA de vírus antigo nos Evangelhos de York também amplia as possibilidades de investigação em arquivos históricos.
Bibliotecas, museus e instituições religiosas conservam milhares de manuscritos produzidos com pergaminhos de origem animal.
Segundo Louis L’Hôte, esses documentos podem guardar vestígios genéticos de doenças que circularam em diferentes períodos históricos.
Além disso, muitos desses materiais ainda não passaram por análises capazes de identificar DNA antigo.
Consequentemente, novas pesquisas poderão revelar informações sobre epidemias, criação de animais e condições sanitárias de civilizações antigas.
A descoberta também demonstra como a ciência moderna consegue extrair informações de objetos que permaneceram preservados durante séculos.
Outras descobertas de DNA antigo ajudam a esclarecer mistérios históricos
A pesquisa sobre os Evangelhos de York integra uma área científica que utiliza técnicas genéticas para investigar acontecimentos do passado.
Em 2026, pesquisadores também identificaram DNA relacionado à varíola em múmias chilenas centenárias.
Além disso, cientistas da Universidade Yale encontraram evidências de malária no DNA de um governante italiano do século 16.
A investigação ajudou a esclarecer questões históricas relacionadas à morte desse personagem.
Esses estudos demonstram como a análise genética pode complementar documentos escritos e descobertas arqueológicas.
Por outro lado, cada resultado exige cuidados científicos para evitar interpretações equivocadas sobre doenças antigas.
Descoberta nos Evangelhos de York une história cristã, arqueologia e ciência
Os Evangelhos de York representam um importante patrimônio religioso da Inglaterra medieval.
Durante aproximadamente mil anos, o manuscrito conservou textos cristãos e também vestígios biológicos que seus autores jamais poderiam imaginar que seriam identificados.
Além disso, o trabalho dos pesquisadores mostra como documentos históricos podem contribuir para investigações científicas atuais.
A descoberta oferece novas informações sobre a circulação da varíola ovina e a evolução de um vírus que continua afetando rebanhos.
Em conclusão, os Evangelhos de York passaram a representar não apenas um testemunho da tradição cristã medieval, mas também uma fonte de informações sobre a história das doenças animais.
O estudo reforça a importância da preservação de manuscritos, arquivos religiosos e materiais arqueológicos para as próximas gerações.