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Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia após crise bancária milionária e pressão por impeachment
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5 de novembro de 2026), após uma grave crise bancária que atingiu milhões de cidadãos. O colapso do Ueno Bank provocou protestos, bloqueou o acesso de clientes ao próprio dinheiro e desencadeou um processo de impeachment contra o chefe de Estado.
A decisão ocorreu enquanto o Congresso paraguaio discutia o afastamento do presidente, que perdeu apoio até mesmo entre integrantes de sua base política.
Além disso, o escândalo envolve aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos ligados à previdência social do país.
Peña, economista de orientação conservadora, governava o Paraguai desde 2023 e havia mantido participação acionária no grupo controlador do banco até março de 2025.
Entretanto, o presidente nega ter cometido irregularidades relacionadas à instituição financeira.
A renúncia ainda depende de apreciação do Congresso, responsável por formalizar a saída do mandatário.
Presidente do Paraguai renuncia após colapso do Ueno Bank
A crise política no Paraguai ganhou força depois que o Banco Central interveio no Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do país.
Na terça-feira (3), a autoridade monetária identificou problemas graves na capacidade financeira do banco e iniciou os procedimentos para sua liquidação.
A decisão impediu milhões de clientes de movimentar normalmente suas contas.
Além disso, milhares de paraguaios enfrentaram dificuldades para acessar salários, aposentadorias e economias pessoais.
A situação provocou filas nas agências bancárias e manifestações contra o governo.
Consequentemente, a pressão sobre Santiago Peña aumentou rapidamente, levando parlamentares a defender sua destituição.
Banco digital tinha quase 3 milhões de clientes
O Ueno Bank atendia aproximadamente 2,9 milhões de pessoas, número próximo da metade da população paraguaia.
A instituição ganhou espaço no mercado financeiro por meio de serviços digitais e expansão acelerada de sua carteira de clientes.
Entretanto, o crescimento veio acompanhado de questionamentos sobre operações financeiras e empréstimos concedidos a empresas relacionadas aos controladores.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o Banco Central identificou que o índice de solvência do banco havia caído para menos da metade do mínimo exigido.
Além disso, a instituição administrava centenas de milhões de dólares pertencentes a órgãos públicos.
Portanto, o fechamento provocou preocupações que ultrapassaram os interesses dos clientes particulares e atingiram diretamente as contas do Estado.
Crise bancária no Paraguai envolve US$ 850 milhões em recursos públicos
Um dos aspectos mais graves da crise envolve o volume de recursos públicos depositados no Ueno Bank.
A instituição concentrava aproximadamente US$ 850 milhões, incluindo dinheiro de órgãos governamentais e fundos ligados à previdência.
Parte desses recursos pertencia ao Instituto de Previdência Social do Paraguai, responsável por administrar benefícios de trabalhadores e aposentados.
Além disso, a exposição de fundos públicos a uma instituição em dificuldades ampliou os questionamentos sobre fiscalização financeira.
Parlamentares passaram a exigir explicações sobre os critérios utilizados para direcionar recursos estatais ao banco.
Entretanto, a existência desses depósitos não comprova, isoladamente, desvio de dinheiro ou participação criminosa do presidente.
Banco Central identificou problemas de solvência
A intervenção ocorreu depois que os reguladores identificaram uma deterioração significativa dos indicadores financeiros do Ueno Bank.
Segundo as informações divulgadas, a instituição concedeu empréstimos considerados arriscados a empresas ligadas ao próprio grupo controlador.
Além disso, os problemas contábeis comprometeram a capacidade do banco de cumprir suas obrigações.
O índice de solvência ficou abaixo do patamar mínimo exigido pela legislação paraguaia.
Consequentemente, o Banco Central decidiu intervir para evitar o agravamento da situação.
A medida, entretanto, também provocou insegurança entre os correntistas, que ficaram temporariamente sem acesso aos recursos.
Santiago Peña anuncia renúncia e pede desculpas à população
Diante da pressão política e social, Santiago Peña divulgou um vídeo anunciando sua decisão de deixar a Presidência.
O mandatário afirmou que considerou a estabilidade nacional, a paz social e a preservação das instituições democráticas.
Além disso, pediu desculpas aos paraguaios prejudicados pela crise.
Peña declarou que nenhum cargo público deve se sobrepor ao bem-estar do país.
O presidente também defendeu a proteção dos recursos públicos e a devolução dos depósitos aos clientes.
Entretanto, não assumiu responsabilidade pessoal pelas irregularidades investigadas no Ueno Bank.
Presidente do Paraguai defende devolução do dinheiro aos clientes
Em sua manifestação, Santiago Peña pediu que as autoridades adotem medidas para proteger os cidadãos afetados.
O presidente destacou a importância do Fundo de Garantia de Depósitos para reduzir os prejuízos dos correntistas.
Além disso, solicitou prioridade à recuperação dos recursos pertencentes à população e às instituições públicas.
O governo também anunciou iniciativas para acelerar a devolução de valores depositados no banco.
Entretanto, o prazo e as condições de restituição dependem das regras de garantia e dos procedimentos conduzidos pelas autoridades financeiras.
Portanto, os clientes ainda precisam acompanhar as orientações oficiais para saber quando poderão recuperar seus recursos.
Congresso do Paraguai avança com impeachment de Santiago Peña
A crise bancária provocou uma reação imediata entre parlamentares paraguaios.
Um grupo de 35 deputados da oposição apresentou um pedido de impeachment contra Santiago Peña e seu vice-presidente.
Os parlamentares acusaram o governo de possíveis conflitos de interesses, falhas na fiscalização financeira e irregularidades envolvendo recursos previdenciários.
Além disso, questionaram a atuação do Banco Central diante dos problemas identificados no Ueno Bank.
O processo ganhou força depois que integrantes do próprio Partido Colorado, legenda de Peña, passaram a apoiar o afastamento.
Consequentemente, o presidente enfrentou uma perda significativa de sustentação política.
Câmara aprova acusação contra Peña por unanimidade
Mesmo após o anúncio da renúncia, a Câmara dos Deputados do Paraguai prosseguiu com a análise do impeachment.
Os parlamentares aprovaram a acusação contra Santiago Peña por 78 votos a zero, encaminhando o procedimento ao Senado.
Além disso, a Câmara analisou separadamente o pedido contra o vice-presidente Pedro Alliana.
Nesse caso, os deputados rejeitaram a acusação por 48 votos a 30.
Entretanto, o Senado ainda precisa deliberar sobre os próximos passos do processo contra Peña.
A renúncia também depende de aceitação formal pelas autoridades legislativas.
Santiago Peña tinha ligação empresarial com grupo controlador do banco
Outro ponto central da crise envolve a antiga relação empresarial entre Santiago Peña e o Grupo Vázquez.
O presidente foi acionista do conglomerado responsável pelo Ueno Bank até março de 2025.
Além disso, a instituição financeira recebeu grandes volumes de depósitos públicos durante seu governo.
Essas circunstâncias motivaram questionamentos da oposição sobre possíveis conflitos de interesses.
Entretanto, Peña nega irregularidades relacionadas à sua antiga participação empresarial.
A investigação deverá esclarecer se houve favorecimento indevido, falhas de fiscalização ou outros atos contrários à legislação.
Oposição acusa governo de conflito de interesses
Entre as acusações apresentadas pelos opositores estão possíveis manipulações regulatórias e irregularidades na administração de recursos previdenciários.
Os parlamentares também questionam se autoridades financeiras deixaram de agir diante de sinais de deterioração do banco.
Além disso, há suspeitas relacionadas a operações de crédito e à utilização de recursos públicos.
Entretanto, essas acusações ainda precisam passar pelos procedimentos de investigação e julgamento.
A participação acionária anterior de Peña não constitui, por si só, prova de envolvimento nas operações suspeitas.
Portanto, a responsabilização individual dependerá da comprovação dos fatos pelas autoridades competentes.
Presidente do Banco Central do Paraguai também deixa o cargo
A crise financeira provocou mudanças não apenas na Presidência da República, mas também na autoridade monetária paraguaia.
Carlos Carvallo, presidente do Banco Central, deixou o cargo após o agravamento dos problemas envolvendo o Ueno Bank.
Carvallo havia sido nomeado durante o governo de Santiago Peña e enfrentava críticas pela atuação do órgão regulador.
Além disso, parlamentares questionavam a fiscalização realizada sobre as operações financeiras da instituição.
A saída ocorreu em meio às investigações sobre possíveis irregularidades e falhas de supervisão.
Investigação leva à prisão de oito dirigentes do Ueno Bank
As autoridades paraguaias também avançaram nas investigações criminais relacionadas ao banco.
O Ministério Público determinou a detenção de oito dirigentes e ex-dirigentes ligados à instituição financeira.
Além disso, os investigadores apuram operações de crédito suspeitas, possíveis irregularidades contábeis e movimentações envolvendo empresas relacionadas aos controladores.
A Justiça também determinou medidas de bloqueio patrimonial.
Entretanto, as investigações ainda precisam estabelecer a responsabilidade de cada pessoa envolvida.
As acusações não equivalem a condenações definitivas. <Cite refs={[“turn553804search4″,”turn553804news15″,”turn216105news16”]}/>
Quem assume a Presidência do Paraguai após a renúncia de Santiago Peña?
Com a saída de Santiago Peña, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do Paraguai, conforme as regras constitucionais.
Alliana também pertence ao Partido Colorado e integra o grupo político que venceu as eleições presidenciais de 2023.
Além disso, possui experiência no Legislativo e já presidiu a Câmara dos Deputados paraguaia.
Entretanto, a posse depende da formalização da renúncia pelo Congresso.
Pedro Alliana poderá governar até agosto de 2028
O mandato presidencial atual termina em agosto de 2028.
Caso o Congresso aceite a renúncia, Pedro Alliana deverá concluir o período restante, sem necessidade de convocar novas eleições presidenciais.
Além disso, a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de impeachment contra o vice-presidente por 48 votos a 30.
A decisão permite que Alliana permaneça na linha sucessória.
Entretanto, o processo político contra Santiago Peña ainda depende de deliberações do Senado.
Portanto, a situação institucional exige novas decisões parlamentares para definir formalmente a transição de governo. <Cite refs={[“turn216105news11″,”turn216105search1″,”turn216105search2”]}/>
Crise bancária no Paraguai preocupa investidores e ameaça confiança no sistema financeiro
O colapso do Ueno Bank também provocou preocupações sobre a estabilidade do sistema financeiro paraguaio.
O país vinha atraindo investimentos estrangeiros, inclusive brasileiros, em razão de seu crescimento econômico e ambiente de negócios.
Entretanto, o fechamento de uma instituição com quase três milhões de clientes colocou a fiscalização bancária sob questionamento.
Além disso, a presença de grandes volumes de recursos públicos no banco ampliou o impacto da crise.
A recuperação da confiança dependerá das medidas adotadas pelas autoridades financeiras e do andamento das investigações.
Governo tenta acelerar devolução de depósitos aos clientes
O Banco Central anunciou medidas para proteger correntistas e permitir a recuperação de valores.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o sistema de garantia de depósitos cobre valores de até aproximadamente US$ 38 mil por cliente, observadas as regras aplicáveis.
Além disso, as autoridades trabalham para antecipar pagamentos e reduzir os efeitos da paralisação bancária.
Entretanto, clientes com saldos superiores aos limites garantidos poderão enfrentar procedimentos diferentes para recuperar o dinheiro.
A situação continua exigindo atenção das autoridades e dos órgãos responsáveis pela proteção dos depositantes. <Cite refs={[“turn553804news16″,”turn216105news15”]}/>
Renúncia de Santiago Peña marca nova fase da crise política no Paraguai
A renúncia de Santiago Peña representa um desdobramento importante da crise desencadeada pelo fechamento do Ueno Bank.
O episódio reuniu dificuldades financeiras, manifestações populares, denúncias políticas e investigações criminais.
Além disso, provocou a perda de apoio parlamentar ao presidente, inclusive dentro de seu próprio partido.
A Câmara aprovou a acusação para impeachment, enquanto o Congresso ainda precisa definir o destino da renúncia.
Entretanto, as investigações sobre as operações do banco continuarão independentemente da mudança de governo.
Portanto, o desafio das autoridades paraguaias envolve esclarecer as irregularidades, proteger os recursos públicos e garantir a devolução do dinheiro aos clientes.
Fontes: g1, CNN Brasil, Reuters, Agência EFE, Associated Press e imprensa paraguaia. Reportagens de 5 de novembro de 2026. <Cite refs={[“turn553804search0″,”turn553804search3″,”turn553804search2″,”turn553804news11”]}/>