Brasil
Dólar registra maior queda semanal desde 1994 após primeiro turno e Bolsa de Valores bate recorde histórico
Moeda americana recua para R$ 4,98, enquanto Ibovespa supera 209 mil pontos. Mercado financeiro acompanha pesquisas eleitorais e expectativas para a economia brasileira em 2027.
O dólar registrou sua maior queda semanal após um primeiro turno presidencial desde 1994, enquanto a Bolsa de Valores brasileira alcançou um novo recorde histórico. O movimento ocorreu em meio à repercussão do resultado das eleições de 2026 e das pesquisas para o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na sexta-feira, 9 de outubro, a moeda americana encerrou as negociações cotada a R$ 4,985, depois de recuar 0,79%. Além disso, o Ibovespa avançou 1,38% e terminou o pregão aos 209.066,90 pontos, estabelecendo uma nova máxima histórica de fechamento.
Segundo a Revista Oeste, investidores reagiram às perspectivas de mudanças na política econômica brasileira a partir de 2027. Entretanto, o comportamento do mercado também depende de fatores como juros, inflação, cenário internacional e expectativas fiscais.
Revista Oeste
Dólar tem maior queda semanal desde a criação do Plano Real
A cotação do dólar apresentou uma queda expressiva durante a primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais. A moeda americana saiu de aproximadamente R$ 5,21 e terminou a sexta-feira próxima de R$ 4,98.
Com isso, o dólar acumulou uma desvalorização de 4,43% em apenas cinco pregões. Segundo os dados publicados pela Revista Oeste, essa foi a maior queda semanal após um primeiro turno presidencial desde a criação do real, em 1994.
Confira os números da cotação do dólar
Durante o pregão de sexta-feira, a moeda americana apresentou as seguintes movimentações:
- Cotação de fechamento: R$ 4,985.
- Queda na sexta-feira: 0,79%.
- Maior cotação do dia: R$ 5,009.
- Menor cotação do dia: R$ 4,976.
- Queda acumulada na semana: 4,43%.
- Desvalorização em outubro: 3,67%.
- Queda acumulada em 2026: 9,19%.
Esses resultados mostram uma valorização importante do real diante da moeda norte-americana. Além disso, a queda do dólar pode reduzir custos de importação e aliviar preços de produtos que dependem de insumos estrangeiros.
No entanto, os efeitos sobre a inflação e o bolso dos brasileiros não acontecem automaticamente. Empresas, consumidores e investidores também precisam considerar os custos de produção, os impostos e as condições gerais da economia.
Bolsa de Valores dispara e Ibovespa bate novo recorde histórico
Enquanto o dólar recuava, a Bolsa de Valores brasileira registrava mais um resultado histórico. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, encerrou a sexta-feira com valorização de 1,38%.
O indicador terminou o pregão aos impressionantes 209.066,90 pontos, alcançando seu maior fechamento até aquela data. Além disso, durante as negociações, o índice chegou aos 209.713,45 pontos, estabelecendo também um recorde intradiário.
Ibovespa supera 209 mil pontos e movimenta mercado financeiro
A Bolsa brasileira apresentou os seguintes resultados na sexta-feira:
- Fechamento do Ibovespa: 209.066,90 pontos.
- Valorização diária: 1,38%.
- Máxima durante o pregão: 209.713,45 pontos.
- Mínima registrada: 206.237,55 pontos.
O desempenho chamou a atenção dos investidores que acompanham o mercado de ações e as perspectivas para o Brasil. Consequentemente, as expectativas sobre a próxima administração federal ganharam espaço nas análises econômicas.
A valorização das ações pode refletir expectativas de maiores lucros empresariais, mudanças nas taxas de juros e redução de riscos. Entretanto, um recorde na Bolsa não significa, por si só, crescimento imediato da renda ou melhoria das condições financeiras de toda a população.
Pesquisas eleitorais entram no radar dos investidores
As pesquisas para o segundo turno presidencial também ganharam destaque nas negociações do mercado financeiro. Segundo a Revista Oeste, investidores acompanharam os levantamentos que indicavam Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa marcada para 25 de outubro.
O Datafolha, em pesquisa divulgada na quinta-feira, 8 de outubro, apresentou Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos. Lula apareceu com 48%, conforme os números divulgados pelo instituto.
Além disso, uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na sexta-feira, 9, mostrou Flávio com 52,8% dos votos válidos. O presidente Lula registrou 47,2% no mesmo levantamento.
Resultado do primeiro turno também influencia expectativas
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu aproximadamente 56,1 milhões de votos. Esse resultado representou 47,03% dos votos válidos, segundo os números apresentados pela publicação.
Lula, por sua vez, conquistou cerca de 53,9 milhões de votos, equivalentes a 45,16% dos votos válidos. Portanto, a disputa presidencial avançou para o segundo turno com os dois candidatos separados por uma diferença relativamente pequena na votação inicial.
Os levantamentos seguintes passaram a integrar as análises dos agentes econômicos. No entanto, pesquisas representam a intenção de voto no momento da coleta e não determinam antecipadamente o resultado das urnas.
Mercado financeiro acompanha propostas econômicas para 2027
As expectativas sobre a política econômica do próximo governo também ajudam a explicar a movimentação do dólar e da Bolsa de Valores. De acordo com a Revista Oeste, agentes financeiros avaliam a possibilidade de mudanças na condução das contas públicas caso Flávio Bolsonaro vença a eleição.
Entre os pontos acompanhados pelos investidores estão a redução dos gastos federais e o controle da dívida pública. Além disso, parte do mercado espera medidas voltadas à estabilidade fiscal e à ampliação da confiança na economia brasileira.
Reforma administrativa, Previdência e taxa Selic estão entre as expectativas
Uma eventual agenda econômica liberal também aparece nas avaliações de investidores e analistas. Entre as possibilidades mencionadas estão uma reforma administrativa e uma nova etapa de mudanças no sistema previdenciário.
Essas medidas, entretanto, dependeriam de propostas concretas do Executivo e de negociações com o Congresso Nacional. Por outro lado, o controle das despesas públicas poderia influenciar as expectativas sobre a trajetória da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Outra questão importante envolve a taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central. Alguns agentes financeiros consideram que uma eventual melhora das expectativas inflacionárias poderia abrir espaço para uma redução dos juros.
Consequentemente, o mercado acompanha não apenas as pesquisas eleitorais, mas também os sinais sobre a política fiscal e monetária. A concretização dessas expectativas dependerá das condições econômicas e das decisões adotadas pelas autoridades responsáveis.
Queda do dólar e recorde da Bolsa colocam economia brasileira em destaque
A combinação entre a forte queda do dólar e os recordes do Ibovespa marcou a primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O desempenho dos dois indicadores chamou a atenção pela intensidade dos movimentos e pelo contexto político.
Além disso, os resultados reforçaram o interesse dos investidores pelas propostas econômicas dos candidatos que disputam o Palácio do Planalto. As decisões sobre gastos públicos, dívida, reformas e inflação continuarão no centro das discussões.
O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será um dos acontecimentos acompanhados pelo mercado nas próximas semanas. Entretanto, a trajetória do dólar, da Bolsa e dos juros continuará sujeita às condições nacionais e internacionais, independentemente do resultado eleitoral.