Brasil
Centrão fica em alerta e direita ganha força para disputar comando do Congresso Nacional em 2027
A eleição para a presidência do Congresso Nacional em 2027 já movimenta os bastidores de Brasília e coloca o Centrão em estado de alerta. Com o avanço da direita nas eleições de 2026, partidos ligados ao campo conservador enxergam novas possibilidades de conquistar o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
A nova composição do Congresso altera o equilíbrio de forças entre os partidos e promete intensificar as negociações políticas. Além disso, o crescimento do Partido Liberal (PL) amplia seu peso nas discussões sobre quem comandará as duas Casas legislativas.
Segundo reportagem da CNN Brasil, publicada nesta segunda-feira (12), o cenário preocupa dirigentes do Centrão, enquanto parlamentares da direita demonstram otimismo. A definição ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027, quando deputados e senadores iniciarão a nova legislatura.
CNN Brasil
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Eleição para presidência do Congresso Nacional preocupa o Centrão
A eleição para a presidência do Congresso Nacional ganhou importância após a definição das novas bancadas parlamentares. O resultado das urnas fortaleceu o PL e modificou a capacidade de articulação dos partidos tradicionais.
O Centrão, que historicamente participa das principais negociações políticas em Brasília, terá de lidar com uma direita mais numerosa. Entretanto, o grupo ainda reúne parlamentares importantes para a formação de maiorias e a aprovação de projetos.
A disputa envolve diretamente os atuais presidentes das duas Casas: Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, e Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá.
Ambos trabalham com a possibilidade de permanecer nos cargos. No entanto, o novo cenário partidário pode exigir acordos diferentes daqueles que garantiram suas eleições anteriores.
Direita fortalece presença no Congresso após eleições de 2026
O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados e ampliou sua representação no Senado. Com isso, a legenda ganhou maior influência nas articulações para a próxima legislatura.
Além disso, a nova composição do Congresso oferece aos parlamentares conservadores mais espaço para negociar a presidência das Casas e a distribuição dos principais cargos internos.
O resultado também altera a relação de forças com partidos como União Brasil, Progressistas, Republicanos, MDB e PSD.
Apesar dessas mudanças, nenhuma das principais correntes políticas possui força suficiente para controlar sozinha todas as decisões legislativas. Portanto, as alianças continuarão fundamentais para definir o comando do Parlamento.
Folha de S.Paulo
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Davi Alcolumbre enfrenta cenário mais difícil na eleição do Senado
A disputa pela presidência do Senado aparece como o principal foco de tensão entre os partidos.
Davi Alcolumbre pretende disputar a reeleição, mas encontrará um ambiente diferente daquele de 2025. Na ocasião, o senador conseguiu reunir uma ampla coalizão para assumir novamente o comando da Casa.
Agora, o fortalecimento do PL aumenta a possibilidade de surgimento de uma candidatura alternativa.
Além disso, o resultado do segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula poderá influenciar as negociações partidárias. A definição do próximo presidente da República terá impacto sobre as alianças políticas para 2027.
Alcolumbre busca apoio de MDB, PSD e partidos de esquerda
Diante do novo cenário, Alcolumbre começou a calcular os votos necessários para garantir sua permanência na presidência do Senado.
O parlamentar conta inicialmente com o União Brasil, que terá cinco senadores. Além disso, pretende conquistar o apoio de outras legendas que ainda não declararam adesão formal à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Entre os partidos considerados nas articulações estão o MDB, com oito senadores, e o PSD, com cinco representantes.
Alcolumbre também poderá receber votos de parlamentares de esquerda. O PT terá nove senadores, enquanto o PSB contará com quatro representantes.
Rede e PDT terão um senador cada. Portanto, esses partidos também podem participar da composição de uma eventual maioria favorável à reeleição.
Segundo a CNN Brasil, a tendência é que a esquerda não apresente candidato próprio à presidência do Senado. Nesse cenário, os partidos governistas poderiam repetir a estratégia de apoiar Alcolumbre.
CNN Brasil
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Flávio Bolsonaro pode influenciar eleição para presidência do Congresso
A disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula representa outro elemento importante nas negociações para o comando do Congresso Nacional.
Uma eventual vitória de Flávio poderia fortalecer ainda mais a posição política do PL nas articulações parlamentares. Entretanto, esse cenário dependerá do resultado do segundo turno e das decisões das demais legendas.
Partidos como Progressistas e Republicanos, que se aproximaram da candidatura de Flávio, poderão participar das negociações para a formação do próximo governo.
A distribuição de ministérios e a construção de uma base parlamentar também poderão influenciar os acordos para a presidência da Câmara e do Senado.
PL amplia influência nas negociações políticas em Brasília
O crescimento do PL transforma o partido em um dos principais participantes das negociações legislativas.
Na Câmara, a legenda terá a maior bancada, com 121 deputados. No Senado, sua representação também aumentou, chegando a 28 parlamentares conforme os números divulgados após o primeiro turno.
Consequentemente, o partido terá condições de exercer influência sobre a escolha das presidências e a composição das comissões parlamentares.
Entretanto, a força numérica não garante automaticamente a vitória de candidatos apoiados pelo PL. As eleições internas dependem dos votos dos próprios deputados e senadores, além dos acordos entre as bancadas.
UOL Notícias
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Eleição para presidência do Congresso pode ter Rogério Marinho e Tereza Cristina
O PL já sinalizou dois possíveis nomes para a disputa pela presidência do Senado: Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, e Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, filiada ao Progressistas.
Marinho atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Além disso, exerce a liderança da oposição no Senado e participa das articulações do partido.
Segundo a CNN Brasil, o PL projeta uma bancada de 29 senadores na próxima legislatura. Com esse número, precisaria conquistar outros 12 votos para alcançar os 41 necessários à eleição.
Senadores eleitos com apoio de Bolsonaro entram nos cálculos
O partido também considera a possibilidade de conquistar votos de parlamentares de outras legendas que receberam apoio da família Bolsonaro.
Entre os nomes citados estão Marcel Van Hattem, do Novo de Santa Catarina, e Deltan Dallagnol, do Novo do Paraná.
A lista inclui ainda Mara Rocha, do MDB do Acre, e Arthur Lira, do Progressistas de Alagoas.
Entretanto, esses apoios ainda dependem das negociações políticas. O PL precisará construir uma maioria efetiva para superar uma eventual candidatura de Alcolumbre.
Na eleição de 2025, Alcolumbre recebeu 73 dos 81 votos possíveis. Seus adversários, Marcos Pontes, do PL, e Eduardo Girão, do Novo, conquistaram quatro votos cada.
CNN Brasil
Hugo Motta enfrenta possível candidatura do PL à presidência da Câmara
A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados apresenta um cenário diferente daquele observado no Senado.
Hugo Motta pretende disputar a reeleição e mantém relações com partidos de diferentes campos políticos. Entretanto, o crescimento da bancada do PL pode estimular uma candidatura própria da legenda.
O nome mencionado nas articulações é o deputado Sóstenes Cavalcante, do Rio de Janeiro, atual líder do PL na Câmara.
Com 121 deputados eleitos, o partido precisaria conquistar outros 136 votos para atingir os 257 necessários à vitória em primeiro turno.
Hugo Motta tenta preservar aliança formada por 17 partidos
Em 2025, Hugo Motta conquistou a presidência da Câmara com 444 votos.
Na ocasião, recebeu o apoio de um bloco que reunia 17 partidos: PL, PT, PCdoB, PV, União Brasil, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD.
Agora, a possibilidade de candidatura própria do PL poderá modificar essa composição.
O Republicanos, partido de Motta, tende a manter apoio ao atual presidente da Câmara. Além disso, a federação Brasil da Esperança e o MDB aparecem entre as forças consideradas em seus cálculos.
Segundo a CNN Brasil, Republicanos, federação Brasil da Esperança e MDB somam 165 deputados. Motta também poderá buscar votos do PSB, com 15 parlamentares, e do PDT, com seis.
Na eleição anterior, Marcel Van Hattem recebeu 32 votos e Pastor Henrique Vieira, do PSOL do Rio de Janeiro, conquistou 22. Outros dois deputados votaram em branco.
CNN Brasil
Presidência do Congresso Nacional terá influência sobre STF e projetos de lei
A eleição para a presidência do Congresso Nacional vai muito além da escolha de quem comandará as sessões parlamentares.
Os presidentes da Câmara e do Senado exercem influência sobre a tramitação de projetos, propostas de emenda à Constituição e outras decisões legislativas.
Além disso, participam diretamente da definição das prioridades políticas e da organização dos trabalhos parlamentares.
No Senado, o presidente também comanda o Congresso Nacional e pode convocar sessões conjuntas de deputados e senadores.
Pedidos de impeachment de ministros do STF entram na disputa
Um dos temas que aumentam a importância da eleição para a presidência do Senado envolve os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
O presidente da Casa exerce papel decisivo na tramitação inicial dessas solicitações. Consequentemente, sua posição pode influenciar o andamento de processos apresentados por parlamentares.
Segundo a CNN Brasil, o ministro Alexandre de Moraes acumula 55 pedidos de impeachment.
A análise dessas solicitações integra a agenda defendida por setores da direita no Congresso. Entretanto, a apresentação de um pedido não significa que existam fundamentos reconhecidos ou votos suficientes para sua aprovação.
Com a nova composição parlamentar, o debate sobre a relação entre Senado e STF poderá ganhar maior destaque em 2027.
A eleição de 1º de fevereiro será, portanto, um momento importante para definir como os diferentes grupos políticos exercerão influência sobre o Congresso Nacional durante a próxima legislatura