Brasil
Alexandre de Moraes vota para tornar Oswaldo Eustáquio réu pelo 8 de Janeiro no STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (16 de outubro) para tornar o jornalista Oswaldo Eustáquio réu por associação criminosa, em um processo relacionado aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
A decisão integra o julgamento da denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou contra o jornalista. Além disso, o caso tramita na Primeira Turma do STF, que analisa se existem elementos suficientes para abrir uma ação penal.
O voto de Moraes representa mais uma etapa de um processo judicial que envolve manifestações políticas, publicações nas redes sociais e acusações relacionadas ao resultado das eleições presidenciais de 2022. Entretanto, o posicionamento do ministro ainda não significa uma condenação, pois os demais integrantes da Turma também precisam analisar a denúncia.
Poder360
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Alexandre de Moraes vota contra Oswaldo Eustáquio em julgamento no STF
Ministro considera que denúncia da PGR reúne requisitos para abertura de ação penal
Alexandre de Moraes apresentou seu voto como relator do processo que envolve Oswaldo Eustáquio. O ministro entendeu que a denúncia da PGR atende aos requisitos necessários para iniciar uma ação criminal.
A acusação atribui ao jornalista o crime de associação criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal. Além disso, o Ministério Público relaciona sua suposta atuação às mobilizações que ocorreram depois das eleições de 2022.
Segundo a PGR, Eustáquio participou de iniciativas que contestavam o sistema eleitoral brasileiro e o resultado da disputa presidencial. A acusação também menciona publicações nas redes sociais e a divulgação de manifestações políticas.
Entretanto, o recebimento de uma denúncia não representa reconhecimento definitivo de culpa. Nessa fase, o STF examina se existem fundamentos jurídicos mínimos para permitir o prosseguimento da acusação.
Caso a maioria dos ministros acompanhe Moraes, Oswaldo Eustáquio passará à condição formal de réu. Consequentemente, o processo seguirá para as etapas de produção de provas e apresentação dos argumentos da defesa.
Poder360
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STF analisa denúncia contra Oswaldo Eustáquio em julgamento virtual
Primeira Turma tem até 23 de outubro para concluir votação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou a análise da denúncia nesta sexta-feira, 16 de outubro. O julgamento ocorre no plenário virtual e tem previsão de encerramento em 23 de outubro de 2026.
Nesse formato, os ministros registram seus votos eletronicamente, sem a necessidade de uma sessão presencial. Além disso, cada integrante pode examinar os documentos e apresentar seu posicionamento durante o período estabelecido.
Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar, na condição de relator.
O colegiado decidirá se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Portanto, o resultado determinará se o jornalista responderá formalmente a uma ação penal por associação criminosa.
A análise atual não tem como objetivo estabelecer uma pena. Entretanto, uma eventual aceitação da denúncia permitirá que o STF avance para o exame das provas e da responsabilidade penal atribuída ao acusado.
CNN Brasil
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PGR acusa Oswaldo Eustáquio de associação criminosa pelo 8 de Janeiro
Ministério Público cita manifestações em quartéis e publicações nas redes sociais
A Procuradoria-Geral da República sustenta que Oswaldo Eustáquio participou de mobilizações contrárias ao resultado das eleições presidenciais de 2022.
Segundo a acusação, o jornalista atuou de maneira contínua em manifestações que questionavam a diplomação e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, a PGR aponta a participação de Eustáquio em protestos realizados nas proximidades de instalações militares.
O Ministério Público também menciona conteúdos divulgados nas redes sociais. Para os procuradores, essas atividades integravam uma atuação coletiva destinada a desacreditar o sistema eleitoral.
A acusação afirma que o jornalista teria se associado a centenas de pessoas com objetivos contrários ao Estado Democrático de Direito.
Entretanto, caberá ao processo judicial examinar a consistência dessas alegações e a responsabilidade individual do acusado.
Poder360
Moraes afirma que liberdade de expressão não protege ataques à democracia
Ministro apresenta argumentos constitucionais para justificar seu voto
No voto, Alexandre de Moraes reconheceu a importância da liberdade de expressão e do pluralismo de ideias para o funcionamento da democracia.
Entretanto, o ministro argumentou que a Constituição não protege manifestações destinadas a destruir instituições republicanas ou promover a violência.
Moraes também mencionou discursos que defendem intervenções militares e o rompimento da ordem constitucional.
Para o relator, a denúncia apresenta elementos suficientes para justificar a abertura da ação penal. Além disso, o ministro associou as condutas descritas pela PGR a manifestações que teriam ultrapassado os limites constitucionais.
A posição do magistrado reacende uma discussão jurídica importante: como distinguir manifestações políticas protegidas pela Constituição de condutas que podem configurar crimes?
O debate envolve diretamente a liberdade de expressão, o direito de reunião e a necessidade de demonstrar a participação individual em atividades criminosas.
Metrópoles
Oswaldo Eustáquio critica Alexandre de Moraes e contesta denúncia da PGR
Jornalista afirma sofrer perseguição e menciona decisão da Justiça espanhola
Oswaldo Eustáquio rejeita as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.
O jornalista classificou a denúncia como “estúpida, patética e inconstitucional”. Além disso, afirmou que a Justiça espanhola já havia analisado condutas atribuídas a ele e concluído que não configuravam crimes naquele país.
Atualmente, Eustáquio vive na Espanha, onde enfrentou procedimentos relacionados a pedidos de extradição apresentados pelas autoridades brasileiras.
O jornalista também questiona a forma como o STF conduziu sua citação processual. Segundo ele, a Corte poderia ter utilizado seus advogados constituídos ou seus contatos telefônicos para comunicá-lo sobre o processo.
Por outro lado, o procedimento de citação por edital integra as controvérsias jurídicas levantadas pela defesa.
Eustáquio afirma que suas atividades estavam relacionadas ao exercício do jornalismo. Ele também declarou que mantinha um podcast enquanto acompanhava manifestações nas proximidades do Quartel-General do Exército, em Brasília.
Além disso, anunciou a intenção de apresentar uma denúncia contra Alexandre de Moraes ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.
As declarações representam a posição do jornalista e de sua defesa. Entretanto, não significam que o STF tenha reconhecido qualquer irregularidade na investigação.
Revista Oeste
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Julgamento de Oswaldo Eustáquio no STF terá votos de outros três ministros
Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino ainda precisam se manifestar
Além de Alexandre de Moraes, outros três ministros integram a análise da denúncia na Primeira Turma.
Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino ainda precisam apresentar seus votos, conforme as informações disponíveis nesta sexta-feira.
O julgamento deverá terminar em 23 de outubro, salvo eventual alteração no andamento processual.
Se a maioria acompanhar o relator, o STF receberá a denúncia e dará início à ação penal. Entretanto, o jornalista continuará com o direito de apresentar sua defesa e contestar as provas.
O processo também poderá envolver novas manifestações das partes e outras etapas de instrução.
Portanto, o voto de Alexandre de Moraes não encerra a discussão judicial sobre a participação de Oswaldo Eustáquio nos acontecimentos relacionados ao 8 de Janeiro.
O caso permanece relevante para o debate sobre os limites da atuação judicial, as garantias constitucionais e a responsabilização criminal individual.