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Lula pode ser ‘varrido’ pela direita e encerrar carreira política com derrota para Flávio Bolsonaro, diz revista dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um momento decisivo nas eleições presidenciais de 2026. Uma análise da revista norte-americana The New Yorker aponta que uma eventual derrota para Flávio Bolsonaro (PL) poderia encerrar sua trajetória política e representar uma mudança histórica no Brasil.

A publicação, conhecida por sua linha editorial progressista, avalia o crescimento da direita na América Latina. Além disso, destaca o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e as dificuldades enfrentadas pelo atual presidente para conquistar mais quatro anos no Palácio do Planalto.

O artigo norte-americano, publicado na quarta-feira (21), também compara Lula ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden. Entretanto, a análise não trata uma derrota como resultado confirmado, mas como uma possibilidade diante do cenário eleitoral apresentado.

A repercussão internacional ocorre às vésperas do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. Portanto, a eleição brasileira também desperta atenção no exterior por suas possíveis consequências para o equilíbrio político da América Latina.

Revista Oeste

Revista dos EUA aponta risco de derrota de Lula nas eleições de 2026

A revista The New Yorker publicou uma análise intitulada A última dança de Lula, assinada pelo jornalista Ishaan Tharoor. O texto integra a coluna Global Notes e examina os desafios eleitorais do presidente brasileiro.

Segundo o autor, Lula pode enfrentar uma derrota capaz de encerrar sua longa carreira política. Além disso, Tharoor relaciona esse cenário ao avanço de partidos e lideranças de direita em diferentes países latino-americanos.

A análise chama atenção porque parte de uma publicação identificada com posições progressistas. Entretanto, mesmo com essa orientação editorial, a revista reconhece as dificuldades políticas que o atual presidente enfrenta na disputa contra Flávio Bolsonaro.

O artigo também considera que o resultado da eleição brasileira poderá ter consequências além das fronteiras nacionais. Consequentemente, uma mudança de governo poderia alterar as relações diplomáticas do Brasil com outros países, especialmente os Estados Unidos.

Lula disputa sua sétima eleição presidencial

A eleição de 2026 representa a sétima candidatura de Lula à Presidência da República.

O petista acumula três derrotas presidenciais, registradas em 1989, 1994 e 1998. Por outro lado, conquistou vitórias nas eleições de 2002, 2006 e 2022.

Agora, aos 80 anos, Lula tenta conquistar um quarto mandato presidencial. Entretanto, o resultado do primeiro turno colocou o presidente diante de uma disputa competitiva contra o senador Flávio Bolsonaro.

A revista norte-americana avalia que uma nova derrota poderia representar o encerramento da carreira eleitoral do petista. Essa conclusão, contudo, constitui uma interpretação do articulista sobre o futuro político de Lula.

Flávio Bolsonaro supera Lula no primeiro turno das eleições presidenciais

Os resultados do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, receberam destaque na análise internacional.

Segundo os números apresentados pela The New Yorker, Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos válidos. O candidato do PL recebeu aproximadamente 56,1 milhões de votos.

Lula, por sua vez, alcançou 45,16% dos votos válidos, equivalentes a cerca de 53,8 milhões de votos. Portanto, Flávio terminou a primeira etapa da disputa numericamente à frente do atual presidente.

A diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual. Além disso, a revista destacou o desempenho de candidatos e partidos de direita nas disputas para o Congresso Nacional e governos estaduais.

Para o articulista, os resultados demonstram que o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro mantém presença relevante no eleitorado brasileiro. Entretanto, o resultado do primeiro turno não determina o vencedor da votação seguinte.

Eleições de 2026 também registram avanço da direita no Congresso

A análise da publicação norte-americana não se limita à disputa presidencial.

O jornalista Ishaan Tharoor observa que candidatos de direita também ampliaram sua presença nas eleições legislativas e estaduais. Além disso, relaciona esse movimento às transformações políticas que ocorreram recentemente em outros países da América Latina.

O cenário parlamentar aparece como um dos principais desafios para o próximo presidente, independentemente do resultado da eleição.

Segundo a revista, até mesmo uma eventual vitória de Lula poderia resultar em dificuldades para seu próximo mandato. Isso porque uma composição parlamentar com forte presença de partidos de direita poderia limitar a aprovação de propostas do governo.

Lula depende de eleitores ausentes no primeiro turno, avalia revista americana

Outro ponto destacado pela The New Yorker envolve os brasileiros que não compareceram às urnas em 4 de outubro.

De acordo com o artigo, Lula precisa ampliar sua votação para superar o desempenho de Flávio Bolsonaro. Portanto, a mobilização dos eleitores que se abstiveram no primeiro turno aparece como uma das possibilidades consideradas pela publicação.

A revista afirma que o presidente espera conquistar o apoio de milhões de brasileiros insatisfeitos que não participaram da primeira votação.

Entretanto, o comparecimento desses eleitores não significa automaticamente que eles escolherão Lula. O comportamento do eleitorado dependerá de diferentes fatores, incluindo propostas, avaliações do governo e decisões individuais.

O texto também menciona a avaliação negativa da atual administração como um dos obstáculos enfrentados pelo presidente.

Uma eventual vitória de Lula também enfrentaria obstáculos no Congresso

A revista americana considera que os desafios de Lula não terminariam necessariamente com uma reeleição.

Segundo Tharoor, o presidente poderia enfrentar um Congresso com forte presença de parlamentares de direita. Consequentemente, negociações políticas e articulações com diferentes partidos continuariam fundamentais para a aprovação de projetos.

Esse cenário também poderia afetar propostas econômicas, medidas fiscais e prioridades administrativas de um eventual quarto mandato.

Por outro lado, a capacidade de governar dependeria da composição efetiva do Congresso, das alianças partidárias e das negociações entre Executivo e Legislativo.

Revista compara Lula a Joe Biden e analisa força do bolsonarismo

A The New Yorker também estabelece paralelos entre Lula e o ex-presidente norte-americano Joe Biden.

Biden governou os Estados Unidos entre 2021 e 2025, depois de derrotar Donald Trump nas eleições de 2020. Entretanto, o democrata não disputou a reeleição em 2024.

Naquele ano, Kamala Harris assumiu a candidatura presidencial do Partido Democrata. Trump venceu a eleição e retornou à Casa Branca.

Segundo a revista, Lula e Biden representam lideranças políticas experientes que enfrentaram movimentos conservadores com grande capacidade de mobilização.

A publicação argumenta que as vitórias eleitorais dos dois políticos não eliminaram o trumpismo nos Estados Unidos nem o bolsonarismo no Brasil. Além disso, observa que ambos enfrentaram dificuldades para mobilizar parte do eleitorado em torno de seus discursos sobre a democracia.

Comparação entre Lula e Biden envolve diferenças importantes

Apesar dos paralelos políticos, a revista reconhece diferenças entre as trajetórias recentes de Lula e Biden.

O artigo observa que Lula continua apresentando publicamente sua rotina de exercícios físicos. A publicação utiliza esse aspecto para distinguir a situação do presidente brasileiro das discussões que cercaram Biden durante seu mandato.

Entretanto, o principal ponto da comparação envolve a permanência dos movimentos políticos associados a Trump e Jair Bolsonaro.

Na avaliação de Tharoor, derrotar eleitoralmente uma liderança não significa necessariamente enfraquecer o movimento político que ela representa.

Assim, a disputa presidencial brasileira também aparece como um teste da capacidade de mobilização das diferentes correntes políticas do país.

Eleições presidenciais de 2026 podem alterar relações entre Brasil e Estados Unidos

A análise da The New Yorker também aborda os possíveis impactos internacionais da eleição brasileira.

Segundo a publicação, uma eventual mudança de governo poderia aproximar o Brasil da administração de Donald Trump. Além disso, esse movimento faria parte de uma tendência de crescimento da direita observada em países latino-americanos nos últimos dois anos.

O artigo destaca que Brasil e Estados Unidos representam as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental.

A revista também associa Trump e Jair Bolsonaro a movimentos políticos que criticam estruturas tradicionais de poder. Entretanto, utiliza uma caracterização crítica dessas lideranças, relacionada ao nacionalismo e à mobilização de eleitores insatisfeitos.

Tharoor menciona ainda a importância do eleitorado cristão evangélico na formação das bases políticas de ambos os movimentos.

Relações diplomáticas podem ganhar novos rumos após a eleição

Uma eventual mudança no comando do Palácio do Planalto poderia trazer novas prioridades para a política externa brasileira.

Entre os temas de interesse bilateral estão comércio internacional, investimentos, relações diplomáticas e cooperação econômica.

Entretanto, a intensidade de uma possível aproximação com Washington dependeria das decisões concretas do próximo governo e da administração norte-americana.

A publicação considera a eleição brasileira um acontecimento relevante para a configuração política regional. Portanto, o resultado poderá influenciar o debate sobre o posicionamento internacional do Brasil nos próximos anos.

Segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece neste domingo

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro de 2026.

Lula busca conquistar mais um mandato, enquanto Flávio Bolsonaro tenta chegar pela primeira vez à Presidência da República.

A análise da The New Yorker demonstra como a disputa brasileira ganhou espaço na imprensa internacional. Além disso, evidencia o interesse de veículos estrangeiros pelas mudanças políticas que ocorrem na América Latina.

O texto apresenta a possibilidade de encerramento da carreira eleitoral de Lula como uma consequência de eventual derrota. Entretanto, somente a apuração oficial poderá determinar o resultado da disputa presidencial.

Independentemente do desfecho, o próximo presidente enfrentará desafios relacionados à economia, à articulação parlamentar e às relações internacionais.

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