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Derrite lidera lista de nomes de Tarcísio cotados para integrar governo de Flávio Bolsonaro

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Guilherme Derrite aparece como principal nome para o Ministério da Justiça, enquanto integrantes da equipe de Tarcísio de Freitas entram nas discussões sobre um eventual governo Flávio Bolsonaro.

A possível formação de um governo Flávio Bolsonaro já movimenta os bastidores políticos antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, aparece entre os principais nomes cotados para assumir um ministério.

Além disso, outros integrantes da administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também estão entre os possíveis escolhidos. As informações foram divulgadas pela Gazeta do Povo, que ouviu pessoas próximas aos três políticos.

Gazeta do Povo

Governo Flávio Bolsonaro: Derrite é cotado para o Ministério da Justiça

Guilherme Derrite surge como um dos principais nomes nas conversas sobre a composição de um eventual governo federal. Pessoas próximas ao parlamentar afirmaram à Gazeta do Povo que sua indicação ao Ministério da Justiça é considerada praticamente certa, caso Flávio vença a eleição.

No entanto, o candidato do PL evita confirmar antecipadamente qualquer integrante de sua possível equipe ministerial. Flávio declarou que pretende concentrar seus esforços na disputa eleitoral antes de discutir a distribuição de cargos.

O cenário ganhou força após o resultado do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16%.

Guilherme Derrite conquistou votação histórica para o Senado

Derrite conquistou 13.273.880 votos na eleição para o Senado por São Paulo. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pela reportagem, esse foi o maior número absoluto de votos já registrado por um candidato ao Senado no Brasil.

Capitão da reserva da Polícia Militar, Derrite também integrou a Rota, unidade especializada da corporação paulista. Posteriormente, assumiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, onde permaneceu de janeiro de 2023 até dezembro de 2025.

O parlamentar deixou a secretaria para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados e relatar o projeto de lei antifacção. Portanto, sua experiência na segurança pública é um dos elementos considerados nas discussões sobre sua possível participação no governo federal.

Tarcísio admite indicar integrantes de sua equipe para o governo Flávio Bolsonaro

O governador Tarcísio de Freitas já manifestou disposição para indicar integrantes de sua administração a um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Em entrevista à Jovem Pan, concedida um dia depois de conquistar a reeleição no primeiro turno, Tarcísio afirmou que Flávio demonstrou interesse em aproveitar profissionais que trabalham atualmente no governo paulista.

Além disso, alguns desses nomes já ocuparam funções importantes durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

A possível transferência de integrantes da equipe paulista para Brasília envolveria áreas como economia, educação, agricultura, infraestrutura e gestão pública.

Ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro aparecem entre os cotados

Entre os nomes mencionados estão Caio Paes de Andrade, Wagner Rosário e Geraldo Melo Filho. Os três possuem experiência na administração federal e mantêm vínculos com o governo de São Paulo.

Caio Paes de Andrade ocupa a Secretaria de Gestão e Governo Digital paulista desde 2023. Antes disso, presidiu a Petrobras em 2022 e participou da equipe econômica comandada por Paulo Guedes.

Wagner Rosário, por sua vez, comandou a Controladoria-Geral da União entre 2017 e 2022, durante os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. Posteriormente, assumiu a Controladoria-Geral de São Paulo e, em setembro de 2025, tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Já Geraldo Melo Filho ocupa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo desde janeiro de 2026. Economista e produtor rural, ele presidiu o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entre 2019 e 2022.

Governo Flávio Bolsonaro também pode contar com nomes da Educação e Economia

Outros integrantes da administração de Tarcísio também aparecem nas conversas sobre uma possível equipe ministerial de Flávio Bolsonaro.

Entre eles estão Renato Feder, Samuel Kinoshita e Rafael Benini, profissionais com experiência em diferentes áreas da gestão pública.

Renato Feder é lembrado para o Ministério da Educação

Renato Feder comanda a Secretaria da Educação de São Paulo desde 2023. Empresário, ele também atuou como CEO da Multilaser antes de ingressar na administração pública.

Anteriormente, Feder dirigiu a Secretaria da Educação do Paraná durante o governo de Ratinho Júnior (PSD).

Em 2020, Jair Bolsonaro chegou a convidá-lo para assumir o Ministério da Educação. Entretanto, Feder recusou o convite naquela ocasião.

Samuel Kinoshita aparece nas discussões sobre a equipe econômica

Samuel Kinoshita ocupa a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo desde 2023. Economista, ele construiu parte de sua carreira no mercado financeiro, com passagens pelo BTG Pactual e pela Kapitalo Investimentos.

Além disso, trabalhou como assessor especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes, entre 2019 e 2021.

Seu nome aparece nas conversas sobre a possível composição da área econômica de um governo Flávio Bolsonaro.

Rafael Benini tem experiência em infraestrutura e investimentos

Rafael Benini comanda a Secretaria de Parcerias em Investimentos de São Paulo desde 2023. Ele possui mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP).

Entre 2019 e 2022, Benini trabalhou como diretor de Planejamento da Empresa de Planejamento e Logística, vinculada ao Ministério da Infraestrutura.

Naquele período, Tarcísio de Freitas comandava a pasta no governo Jair Bolsonaro. Consequentemente, os dois já possuem um histórico de trabalho conjunto na administração federal.

Ronaldo Caiado nega negociação de cargos em eventual governo Flávio Bolsonaro

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também teve seu nome mencionado nas conversas sobre a formação de um eventual governo federal.

Segundo a Gazeta do Povo, interlocutores políticos chegaram a mencionar Caiado como possível integrante das áreas de Segurança Pública ou Agricultura.

No entanto, a assessoria do ex-governador negou que ele tenha negociado qualquer cargo ou participado de discussões sobre uma composição ministerial.

Caiado disputou a Presidência da República no primeiro turno e declarou apoio a Flávio Bolsonaro na segunda etapa da eleição.

De acordo com pessoas próximas à campanha, a expectativa é que ele retorne a Goiás. Sua assessoria ressaltou que o apoio eleitoral não representou negociação de posições no governo.

Tarcísio deve manter nomes estratégicos no governo de São Paulo

Apesar das conversas sobre possíveis indicações para Brasília, alguns integrantes da administração paulista devem permanecer no estado.

Entre eles estão Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, e Laís Vita, responsável pela Secretaria de Comunicação.

As duas acompanham Tarcísio desde sua passagem pelo Ministério da Infraestrutura, durante o governo Jair Bolsonaro.

Além disso, fontes próximas ao governador afirmam que ambas integram seu núcleo de confiança e não possuem ligação próxima com a equipe de Flávio Bolsonaro.

Natália Resende é cotada para a Casa Civil e também aparece em discussões sobre o STF

Natália Resende aparece como possível escolha para comandar a Casa Civil paulista no segundo mandato de Tarcísio, que começa em janeiro de 2027.

Entretanto, seu nome também surgiu em informações sobre uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a CNN Brasil, Natália estaria entre os nomes considerados para uma possível indicação de Tarcísio ao tribunal em um governo Flávio Bolsonaro.

Outro nome mencionado para uma eventual vaga no STF é Arthur Lima, secretário da Justiça e Cidadania de São Paulo.

Por outro lado, Guilherme Afif Domingos, secretário de Projetos Estratégicos, não deve deixar a administração estadual. Uma pessoa próxima ao secretário informou que ele pretende continuar trabalhando com Tarcísio.

Definição do governo Flávio Bolsonaro depende do resultado do segundo turno

Embora as conversas sobre possíveis ministros tenham avançado, Flávio Bolsonaro mantém cautela sobre a formação de sua equipe.

O candidato já declarou que não pretende antecipar decisões sobre cargos antes da votação de 25 de outubro.

Portanto, as indicações mencionadas até agora permanecem no campo das articulações políticas e das informações de bastidores, sem confirmação oficial de nomeações.

A participação de integrantes da equipe de Tarcísio também dependeria de negociações políticas e administrativas após uma eventual vitória de Flávio.

Enquanto isso, o governador paulista se prepara para iniciar seu segundo mandato em janeiro de 2027, com a possibilidade de reorganizar parte de sua equipe.

O resultado das urnas será determinante para definir se as conversas sobre uma possível transferência de secretários e ex-integrantes do governo Bolsonaro para Brasília avançarão.

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