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Simone Tebet entra no radar de Lula para assumir vaga no STF e pode ganhar indicação à Suprema Corte

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A ex-ministra Simone Tebet (PSB) entrou no radar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade ganhou força após aliados levarem o nome da ex-senadora diretamente ao presidente da República.

Segundo informações divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e repercutidas pelo Brasil 247 neste sábado (31), Tebet aparece entre as possíveis escolhas de Lula para a Suprema Corte.

Além disso, o presidente pretende reservar pelo menos uma das próximas três indicações ao STF para uma mulher. Entretanto, o Palácio do Planalto ainda não definiu quando essa nomeação acontecerá. Brasil 247

Lula avalia Simone Tebet para o STF em meio a novas indicações

A possibilidade de Simone Tebet assumir uma vaga no STF surge em um momento de articulações políticas envolvendo o governo federal e o Senado.

Atualmente, Lula precisa resolver a sucessão do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o Supremo em outubro de 2025.

Além disso, outras duas vagas deverão surgir nos próximos anos, em razão das aposentadorias compulsórias de ministros da Corte.

O ministro Luiz Fux deverá deixar o tribunal em abril de 2028. Já a ministra Cármen Lúcia tem aposentadoria prevista para abril de 2029.

Portanto, o presidente poderá participar da escolha de três novos integrantes do Supremo até o encerramento de seu mandato, conforme o calendário apresentado pela reportagem.

Simone Tebet reúne experiência jurídica e trajetória política

O nome de Simone Tebet para o STF também encontra respaldo em sua formação acadêmica e experiência institucional.

A ex-senadora possui mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além disso, atuou como professora universitária e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

Sua trajetória política inclui a disputa pela Presidência da República em 2022, quando concorreu pelo MDB.

Naquela eleição, Tebet apoiou Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL). Posteriormente, passou a integrar o governo petista como ministra do Planejamento.

Entretanto, sua trajetória eleitoral mais recente também inclui uma derrota na disputa por uma cadeira no Senado por São Paulo.

Indicação de Simone Tebet ao STF pode ampliar presença feminina na Corte

A possível indicação de Simone Tebet ao STF ocorre enquanto Lula avalia nomes femininos para integrar o tribunal.

Segundo a reportagem, o presidente decidiu assegurar ao menos uma mulher entre suas próximas três escolhas.

No entanto, ainda não existe definição sobre qual vaga será destinada a uma candidata.

Além de Tebet, outra integrante do Judiciário aparece nas articulações: a ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Consequentemente, a disputa envolve nomes com trajetórias diferentes, incluindo uma ex-integrante do governo federal e uma magistrada de tribunal superior.

Jorge Messias enfrenta dificuldades após rejeição no Senado

Enquanto Simone Tebet ganha espaço nas discussões sobre o STF, Lula também enfrenta dificuldades relacionadas à indicação de Jorge Messias.

O advogado-geral da União recebeu a indicação presidencial para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

Entretanto, o Senado rejeitou seu nome durante o processo de aprovação.

Apesar desse resultado, Lula sinalizou que pretende reapresentar a indicação de Messias.

A situação acrescenta um componente político às negociações envolvendo o Executivo e o Legislativo.

Afinal, a Constituição determina que os indicados ao Supremo precisam passar por sabatina e receber aprovação da maioria absoluta do Senado.

Escolha de Lula para o STF envolve articulações políticas e futuro do Judiciário

A possibilidade de Simone Tebet ocupar uma cadeira no STF também levanta discussões sobre a relação entre o governo federal e o Supremo Tribunal Federal.

A ex-ministra construiu uma relação política com Lula desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Além disso, sua participação no governo consolidou essa aproximação, que agora integra o contexto das especulações sobre uma possível indicação.

Por outro lado, uma nomeação para o Supremo exige o cumprimento de critérios constitucionais, além da aprovação do Senado Federal.

Indicação ao STF ainda não tem confirmação oficial

Até o momento, a reportagem apresenta Simone Tebet como um nome em avaliação, e não como uma escolha oficialmente anunciada.

Portanto, não há confirmação de que Lula tenha decidido indicá-la para qualquer uma das vagas.

A definição também dependerá das negociações políticas e do andamento da indicação de Jorge Messias.

Enquanto isso, os nomes de Tebet e Daniela Teixeira permanecem entre as alternativas mencionadas nas articulações para ampliar a representação feminina no Supremo.

O episódio evidencia como as indicações ao STF continuam ocupando espaço nas negociações entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

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