Brasil
Dólar sobe a R$ 5,48 nesta quinta-feira após Banco Central manter Selic em 13,75% ao ano
O dólar hoje, quinta-feira (5 de novembro de 2026), registrou alta no mercado financeiro brasileiro e chegou a R$ 5,48 durante a tarde. A valorização da moeda americana ocorreu após o Banco Central decidir manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.
A decisão interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual nos juros brasileiros.
Além disso, investidores acompanham as incertezas econômicas no Brasil, os efeitos da guerra no Oriente Médio e as oscilações do petróleo.
Segundo o Metrópoles, o dólar iniciou as negociações desta quinta-feira cotado a R$ 5,44.
Entretanto, a moeda mudou de direção ao longo do pregão e passou a registrar valorização diante do real.
Às 14h12, o dólar comercial atingiu R$ 5,48, acumulando alta de aproximadamente 0,50% naquele momento.
Dólar hoje: moeda americana chega a R$ 5,48 após decisão do Banco Central
O mercado de câmbio iniciou esta quinta-feira com oscilações moderadas, enquanto investidores avaliavam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Às 9h, o dólar comercial abriu cotado a R$ 5,44.
Pouco depois, às 9h40, a moeda americana chegou a R$ 5,47.
Entretanto, às 10h, o dólar recuou para R$ 5,45, indicando que os investidores ainda ajustavam suas posições.
Durante a tarde, a cotação voltou a subir.
Consequentemente, às 14h12, o dólar alcançou R$ 5,48, com valorização de 0,50%.
Na quarta-feira (4), a moeda americana havia encerrado o pregão próxima de R$ 5,45.
Além disso, o comportamento do câmbio reflete a atenção dos investidores às perspectivas para os juros e a economia brasileira.
Veja a cotação do dólar nesta quinta-feira (5/11)
Os valores registrados durante o pregão mostram a movimentação da moeda americana:
| Horário | Cotação do dólar |
|---|---|
| 9h | R$ 5,44 |
| 9h40 | R$ 5,47 |
| 10h | R$ 5,45 |
| 14h12 | R$ 5,48 |
Variação às 14h12: alta de aproximadamente 0,50%.
Esses números representam cotações do dólar comercial em momentos específicos do pregão, não necessariamente o fechamento do dia.
Além disso, o dólar turismo pode apresentar valores superiores, devido aos custos e às margens aplicadas pelas instituições financeiras.
Banco Central mantém Selic em 13,75% e interrompe sequência de cortes
A decisão do Banco Central foi um dos principais acontecimentos econômicos acompanhados pelo mercado financeiro nesta semana.
Na quarta-feira (4), o Copom decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.
Com isso, o comitê interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.
Além disso, a autoridade monetária demonstrou preocupação com o ambiente econômico brasileiro e internacional.
Segundo o comunicado do Copom, houve deterioração das condições internas e externas que influenciam as perspectivas econômicas.
Entretanto, a manutenção dos juros não significa que a taxa permanecerá nesse patamar indefinidamente.
As próximas decisões dependerão da evolução da inflação, da atividade econômica e dos riscos identificados pelo Banco Central.
Por que o Banco Central decidiu manter os juros elevados?
O Copom apontou que o cenário internacional exige maior cautela das economias emergentes, incluindo o Brasil.
Entre os fatores mencionados estão a guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços internacionais do petróleo.
Além disso, a volatilidade das commodities pode influenciar os custos de produção, transporte e consumo.
Quando o petróleo fica mais caro, diferentes setores da economia podem enfrentar aumento de despesas.
Consequentemente, o Banco Central precisa avaliar como essas pressões poderão afetar a inflação brasileira.
Por outro lado, juros elevados também encarecem o crédito e podem dificultar o crescimento da atividade econômica.
Portanto, a decisão envolve o equilíbrio entre controlar a inflação e evitar impactos excessivos sobre empresas e consumidores.
Dólar em alta pode afetar inflação, financiamentos e investimentos
A valorização do dólar costuma chamar a atenção de empresários, investidores e consumidores brasileiros.
Isso acontece porque diversos produtos e matérias-primas utilizados no Brasil possuem preços ligados à moeda americana.
Além disso, empresas que importam máquinas, equipamentos e componentes podem enfrentar custos maiores quando o real perde valor.
O movimento também influencia viagens internacionais e compras realizadas em sites estrangeiros.
Entretanto, os efeitos sobre os preços não acontecem necessariamente de forma imediata.
Eles dependem de fatores como concorrência, contratos comerciais, estoques e capacidade das empresas de repassar custos.
Como a alta do dólar afeta o bolso dos brasileiros?
O dólar influencia diretamente o preço de diferentes produtos comercializados no Brasil.
Por exemplo, eletrônicos, componentes industriais e determinados insumos agrícolas dependem de importações.
Além disso, combustíveis e produtos relacionados ao petróleo podem sofrer influência das oscilações internacionais.
Quando o dólar sobe, empresas que compram mercadorias no exterior precisam desembolsar mais reais pela mesma quantidade de moeda estrangeira.
Consequentemente, parte desse aumento pode chegar aos consumidores.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem receber mais reais pelas vendas realizadas em dólares.
Portanto, a valorização da moeda americana produz efeitos diferentes sobre os setores da economia.
Selic de 13,75% mantém pressão sobre empréstimos e financiamentos
A manutenção da Selic também merece atenção de quem pretende contratar crédito.
A taxa básica funciona como referência para diversas operações financeiras realizadas no país.
Além disso, influencia o rendimento de aplicações de renda fixa e o custo de captação das instituições financeiras.
Entretanto, os juros cobrados pelos bancos não dependem exclusivamente da Selic.
As instituições também consideram riscos de inadimplência, custos operacionais, garantias e características de cada cliente.
Financiamento imobiliário e crédito empresarial podem sentir os efeitos
A Selic elevada tende a manter o crédito mais caro para consumidores e empresas.
No financiamento imobiliário, por exemplo, os bancos analisam o custo do dinheiro, o perfil do comprador e as condições do contrato.
Além disso, empresários que dependem de capital de giro podem enfrentar despesas financeiras maiores.
Consequentemente, algumas famílias e empresas podem adiar investimentos e compras de maior valor.
Por outro lado, aplicações financeiras ligadas aos juros podem continuar oferecendo rendimentos nominais elevados.
Portanto, a decisão do Copom afeta tanto quem precisa de financiamento quanto quem possui recursos investidos.
<WritingBlock id=”73519″ variant=”document”>## Petróleo Brent recua para US$ 96 após semanas de alta
O preço internacional do petróleo também entrou no radar dos investidores nesta quinta-feira.
Às 9h, o barril do tipo Brent, referência internacional, estava cotado a aproximadamente US$ 96.
O valor representa uma redução em relação às últimas semanas, quando a commodity ultrapassou US$ 100.
Além disso, o preço continua acima dos níveis registrados antes da intensificação da guerra envolvendo o Irã.
Em fevereiro de 2026, o barril Brent custava aproximadamente US$ 72.
Portanto, mesmo com o recuo recente, o petróleo permanece em um patamar superior ao observado no início do ano.
Guerra no Oriente Médio influencia dólar e preço dos combustíveis
O conflito no Oriente Médio continua entre os fatores de preocupação dos bancos centrais e investidores internacionais.
A região possui importância estratégica para a produção e o transporte mundial de petróleo.
Além disso, tensões militares podem aumentar os riscos de interrupção no fornecimento de energia.
Essas incertezas influenciam as expectativas sobre inflação e crescimento econômico.
Consequentemente, o Copom mencionou a volatilidade dos preços das commodities como um dos motivos para manter uma postura cautelosa.
Entretanto, o recuo recente do petróleo pode aliviar parte dessas pressões, caso tenha continuidade.
Eleições nos Estados Unidos também influenciam o mercado financeiro
O cenário político americano também contribuiu para as movimentações dos mercados internacionais.
Nas eleições legislativas de meio de mandato, o Partido Democrata conquistou a maioria das cadeiras no Congresso dos Estados Unidos.
O resultado representou uma derrota política para o presidente Donald Trump, do Partido Republicano.
Além disso, investidores passaram a reavaliar as perspectivas para a economia americana e as decisões do governo.
Segundo o Metrópoles, o resultado eleitoral também influenciou a movimentação dos preços internacionais do petróleo.
Entretanto, as cotações dependem de diversos fatores, incluindo oferta, demanda, juros e riscos geopolíticos.
Resultado eleitoral americano aumenta atenção dos investidores
A composição do Congresso americano pode influenciar a aprovação de medidas econômicas e fiscais nos Estados Unidos.
Além disso, decisões relacionadas a comércio exterior e investimentos afetam as expectativas dos agentes financeiros.
O dólar também reage às perspectivas sobre a política monetária do Federal Reserve, o banco central americano.
Por outro lado, acontecimentos internos do Brasil continuam relevantes para a cotação da moeda.
Portanto, os investidores acompanham simultaneamente as decisões econômicas brasileiras e os desdobramentos internacionais.
Dólar e Selic seguem no centro das atenções do mercado brasileiro
A movimentação do dólar nesta quinta-feira mostra a sensibilidade do mercado financeiro às decisões sobre juros e às incertezas econômicas.
A moeda americana começou o dia cotada a R$ 5,44 e atingiu R$ 5,48 às 14h12.
Além disso, o Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano, encerrando temporariamente a sequência de reduções.
O cenário internacional também apresenta desafios, especialmente em razão da guerra no Oriente Médio e das oscilações do petróleo.
Entretanto, o comportamento do câmbio poderá mudar conforme surgirem novas informações econômicas.
Para consumidores, empresários e investidores, acompanhar o dólar e a taxa de juros continua importante para decisões financeiras.
Fonte: Metrópoles, reportagem de Pedro Areal e Deivid Souza, publicada em 5 de novembro de 2026, às 14h15.