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Acordo com Irã pode sair nos próximos dias, diz Casa Branca; Trump cobra garantias nucleares

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O acordo com Irã pode ser assinado nos próximos dias, segundo avaliação da Casa Branca. A negociação envolve Estados Unidos, Irã, Estreito de Ormuz, sanções econômicas e o programa nuclear iraniano.

A informação foi divulgada após autoridades americanas indicarem avanço nas conversas. No entanto, Washington ainda trata o tema com cautela, porque restam pontos delicados na mesa.

E, quando o assunto envolve Teerã, armas nucleares e uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, ninguém deveria esperar um aperto de mãos simples.

Acordo com Irã avança, mas ainda depende de detalhes

O acordo com Irã pode ser fechado em questão de dias, de acordo com um alto funcionário do governo Donald Trump citado pelo Axios e reproduzido por veículos brasileiros.

Segundo essa avaliação, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, teria dado sinal verde ao esquema geral do acordo. Entretanto, o regime dos aiatolás ainda precisa resolver detalhes internos antes de qualquer assinatura.

Além disso, autoridades americanas reconhecem que o sistema decisório iraniano costuma ser lento e opaco. Portanto, mesmo com avanço diplomático, a Casa Branca ainda não trata o pacto como fechado.

A negociação, se confirmada, pode reduzir a tensão no Oriente Médio. Porém, também pode gerar uma nova disputa política dentro dos Estados Unidos.

Trump diz que negociação deve ser feita “corretamente”

Donald Trump afirmou na Truth Social que as negociações com o Irã avançam de maneira construtiva. No entanto, ele disse que orientou sua equipe a não apressar o processo.

Segundo a reportagem, Trump quer garantir que o pacto seja realmente positivo para os Estados Unidos. Além do mais, ele deixou claro que Teerã não pode desenvolver nem adquirir uma arma nuclear.

Esse é o ponto central da conversa. Sem controle real sobre o programa nuclear iraniano, qualquer acordo pode virar apenas um papel bonito para foto oficial.

Por outro lado, a Casa Branca tenta mostrar que busca uma saída diplomática sem entregar segurança nacional de bandeja. Essa é a linha que Trump tenta vender aos aliados e aos críticos.

Estreito de Ormuz entra no centro do acordo com Irã

O acordo com Irã também incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo. Segundo as informações divulgadas, o pacto poderia prever o levantamento de sanções, o descongelamento de fundos iranianos e uma extensão de 60 dias do cessar-fogo.

Durante esse prazo, Estados Unidos e Irã negociariam limites para o programa nuclear de Teerã. Consequentemente, o acordo funcionaria como uma trégua inicial, não como solução definitiva.

Além disso, o governo americano ainda pretende manter o bloqueio naval até que o pacto seja assinado e certificado. Essa medida mostra que Trump não quer depender apenas de promessas iranianas.

Em contraste com a diplomacia frouxa de outros tempos, a Casa Branca tenta sustentar pressão enquanto negocia.

Programa nuclear iraniano segue como principal impasse

O programa nuclear continua sendo o ponto mais sensível do acordo com Irã. Autoridades americanas querem incluir no pacto o estoque iraniano de urânio enriquecido, que chegaria a cerca de 2 mil quilos.

Segundo a reportagem do GGN, o Irã teria aceitado discutir o congelamento do enriquecimento de urânio e a eliminação de material já enriquecido. No entanto, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país não aceitará compromissos que afetem sua “honra e dignidade”.

Traduzindo a linguagem diplomática: Teerã quer aliviar sanções, mas não quer parecer derrotado. Já Washington quer concessões reais antes de abrir a mão.

Portanto, o acordo depende menos de discursos e mais de fiscalização, estoque nuclear e garantias verificáveis.

Republicanos cobram firmeza da Casa Branca

Vários senadores republicanos aliados de Trump criticaram possíveis concessões ao Irã. Eles questionam por que os Estados Unidos lançariam uma ofensiva militar no fim de fevereiro se, no fim das contas, o regime iraniano sairia fortalecido.

Essa crítica pesa dentro do próprio campo conservador americano. Afinal, uma coisa é negociar com força; outra coisa é aliviar pressão sem obter contrapartidas concretas.

Entretanto, o secretário de Estado Marco Rubio saiu em defesa do rascunho do acordo. Em viagem oficial à Índia, ele classificou como absurda a ideia de que Trump aceitaria um pacto capaz de fortalecer as ambições nucleares iranianas.

Rubio tentou mandar um recado direto: o governo Trump não aceitará um acordo que coloque o Irã em posição melhor no tema nuclear.

Casa Branca aposta em pressão e negociação

A Casa Branca vive um dilema típico da política externa: negociar sem parecer fraca. No caso do Irã, esse equilíbrio fica ainda mais difícil.

Além disso, o regime iraniano conhece bem a lógica da pressão internacional. Ele estica prazos, mede reações e tenta converter crise em alívio econômico.

Por exemplo, o possível levantamento de sanções interessa muito a Teerã. Já para Washington, o preço precisa ser alto: controle nuclear, reabertura do Estreito de Ormuz e garantias concretas.

Em conclusão, o acordo com Irã pode sair nos próximos dias, mas ainda carrega riscos evidentes. Se Trump conseguir impor limites reais ao programa nuclear iraniano, marcará uma vitória diplomática relevante. Se o acordo virar concessão sem fiscalização, a conta chegará depois — e, como sempre, o mundo livre pagará caro.

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